Portugal e Botrel trocaram elogios após a derrota dos dois e acende sinal para a Eleição de 2016

Denis Pereira – A Voz da Notícia

O PMDB e PT são aliados a nível nacional e estadual e, pelo discurso do candidato derrotado a presidência da Câmara José Henrique Portugal deu a entender que a Eleição para a presidência, pode ter servido para aproximar os dois grupos políticos de Três Pontas e quem sabe uma aliança pode surgir para a disputa Municipal em 2016. Isto porque, Portugal deixou claro, falou alto e em bom tom, que os votos que o atual prefeito Paulo Luis Rabello (PPS) conseguiu para se eleger, se deve ao Partido dos Trabalhadores. Porém, após assumir o poder, o PT foi deixado de lado pela Administração.

Portugal revelou que se aproximou do PT através do vereador Francisco Botrel Azarias (PT), a quem o agradeceu, atribuindo ao colega adjetivos de uma pessoa honrada, séria e comprometida, por isto bem representa o partido na Câmara. Nos bastidores do Poder Legislativo, o comentário é que o PT estava fechado com Portugal e Chico Botrel teria honrado o compromisso. A dúvida é se o outro petista com mandato, Francisco Cougo teria seguido a sigla e votado também no peemedebista. Em contrapartida, Portugal e o grupo da oposição teria acertado eleger Chico Botrel vice presidente. Certo é que alguém da oposição traiu o grupo. As possibilidades estão sendo estudadas.

Antônio Carlos de Lima ficou visivelmente irritado quando o resultado foi divulgado e a vitória foi de Luisinho. Ele disse que quando se trata com alguém, ou se dá a palavra é preciso cumprir, independente de qualquer coisa.

Como foi prestigiado com a presença do Diretório Municipal de seu partido no Plenário Presidente Tancredo Neves, Portugal agradeceu os votos que obteve, das pessoas que acreditam nele e também ao médico Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias.

Para se referir a união que as siglas tem nas outras esferas, o candidato derrotado, afirmou que elas tem uma grande responsabilidade. Depois, passou a falar do que pretendia fazer se fosse eleito presidente pela terceira vez. “Não foi o José Henrique que perdeu. O que saiu derrotado foi uma proposta de conduzir o Legislativo de forma independente e imparcial, de valorizar os servidores, levando sem medo até os bairros inclusive na zona rural a Câmara e os vereadores, através das Audiências Públicas e da Câmara Itinerante. Um Legislativo diferente, independente de quem governa”, discursou em tom de desabafo. Não é assim que Portugal, visivelmente triste com a derrota quer que sua fala seja considerada, mas no seu último discurso do ano, ele não ocultou que a Câmara tem caminhado contra a opinião pública, a favor do prefeito Paulo Luis e os vereadores agindo como representantes do Executivo. Para José Henrique, a forma com que projetos são colocados na ordem do dia é de forma abrupta, que não encontra guarida, muito menos apoio da população.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS), terminou a última sessão com seu comando fazendo um balanço da sua atuação, reafirmando o que durante os bate bocas que teve com alguns que sempre o cutucavam, que tentou ser mais leal possível, jamais tentou enganar. Pediu desculpas porque das vezes que ele possa ter se descontrolado, mas que em ocasiões precisou ser mais enérgico, pois chegavam nele como um rolo compressor. Aparentemente aliviado por deixar a Presidência, terminou dizendo que apesar de ser amigo, aliado e do partido do prefeito, jamais saiu da Câmara e fez fofoca ou pregou a discórdia no gabinete.

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