Prefeito afirmou que não sabia da Feira do Brás e que solicitação do alvará foi feita dentro da legalidade 

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A realização da Feira do Brás causou revolta nos comerciantes que tentaram impedir que o evento se instalasse este fim de semana em Três Pontas, mas não conseguiram. O anúncio era de que as barracas estariam comercializando diversos produtos, principalmente roupas no Clube FelizCidade, de sexta-feira a domingo (6 a 8). Quando souberam através da duplicidade realizada na cidade, empresários e comerciantes contaram mais uma vez com a Associação Comercial e Agro Industrial que acionou sua Assessoria Jurídica, buscou as formas com que eles buscavam se instalar no Município e reuniu seus associados na sede da entidade na noite de quinta-feira (05). Lá, o presidente Michel Renan Simão Castro fez uma ampla explanação, colocou a associação a disposição e principalmente ouviu  clamor dos donos e proprietários de estabelecimentos, indignados que em tempos de crise uma feira venha levar o dinheiro dos trespontanos e não traga nenhum benefício.

Uma reunião foi feita na manhã do dia seguinte. Eles foram recepcionados na Sala de Reuniões da Prefeitura pelo prefeito Paulo Luis Rabello (PPS). Acompanhado de seu vice prefeito Érik dos Roberto (PSDB) e alguns assessores, o gestor foi claro que não havia emitido alvará para a Feira do Brás e sim para uma feira intitulada beneficente. Chegou a ser aplaudido pelos comerciantes e informou que soube pela imprensa da feira e foi pego de surpresa. Paulo Luis já tinha sido oficiado pela Promotoria de Justiça pedindo explicações sobre a emissão do alvará de instalação da estrutura no Clube FelizCidade. O pedido foi feito dentro da legalidade pela Santos e Nascimento e Promoção de Evento que tem CNPJ e está legalizada. O gestor disse que não há como saber se a feira é beneficente e que naquela altura (na manhã de sexta-feira) o único caminho seria acionar a justiça, única capaz de embargar o evento o que já havia sido feito pela direção da ACAI-TP. Ainda de acordo com o prefeito, não há como questionar o que se vende e qual é o objetivo da licença solicitada. Outra medida era a necessidade de um laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros, o que não havia sido apresentado.

Paulo Luis ouviu o clamor dos empresários e Michel Renan lembrou que se uma minuta de uma lei tivesse sido se transformado em lei, o problema não estaria sendo vivido agora. Ele cria regras para que estas férias se instalassem em Três Pontas, assim como já acontece em 32 municípios da região, como Pouso Alegre. “Se chegar alguma decisão aqui da justiça será cumprida imediatamente. Estou prefeito e cumpro com a missão que a maioria dos eleitores me deram 24 horas por dia”, desabafou o Chefe do Executivo.

Paulo Luis acrescentou que nunca ultrapassa a competência do Poder Executivo e que uma iniciativa desta teria que sair da Câmara de Vereadores. Como exemplo, citou a lei que foi criada determinando que uma farmácia não poderia ser instalada a menos de 300 metros da outra. Um empresário entrou na justiça venceu o processo e o Município teve que emitir o alvará de funcionamento.

Sobre a demora na emissão dos alvarás, Paulo Luis foi claro. Informou que solicita tudo aquilo que é obrigatório, como o laudo de vistoria do Corpo de Bombeiros. Dando nome a quem estava falando, lembrou que o ex vereador João Victor Mendes postou nas redes sociais que um alvará solicitado por ele estava engavetado, porque seria ele o solicitante. O prefeito afirmou que quando ele foi assinar a autorização para funcionamento, faltava a autorização dos Bombeiros e, como de praxe, foi solicitado que a situação fosse regularizada. Após a publicação de João Victor, o documento apareceu, não sabe ele como.

Na conversa bastante amistosa com os comerciantes, houve até uma sugestão de realizar a Feira do Padre Victor, apenas com comerciantes da cidade, que venderiam as mercadorias com preços especiais. Assim, o prefeito colocou a Ouvidoria Municipal para as reclamações e sugestões. De acordo com informações do Executivo, 99% delas são atendidas.

Como sinal de que está ao lado dos comerciantes, Paulo Luis justifica que a instalação de uma Unidade do Corpo de Bombeiros, tão questionada e solicitada pela população traria mais uma taxa para os comerciantes, que reconhece, já pagam impostos demais. Além do que, lojas e empresas teriam que adequarem. O gestor acredita que por isto, não é bem visto pela Corporação.

A feira foi aberta na sexta-feira (06), com poucas barracas. Ao longo do dia as estruturas foram sendo montadas e o movimento cresceu. O evento termina neste domingo.

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