Encontro foi marcado para debater prejuízos, que segundo empresários estão tendo depois que as lojas tem que fechar aos sábados as 13 horas

Denis Pereira – A Voz da Notícia

Uma reunião realizada no início da noite desta quinta-feira (19), frustrou o presidente da Associação Comercial e Agro Industrial de Três Pontas Michel Renan Simão Castro. Convocados para discutir soluções sobre o reflexo que o fechamento do comércio aos sábados as 13 horas está provocando, poucos comerciantes compareceram. A ausência causou indignação e decepção do líder associativista, que pregou união da classe em prol da solução das reivindicações. A lei de 2010 que começou a valer em novembro deste ano já tem conseqüências drásticas: a queda nas vendas e o anúncio de demissões no primeiro trimestre de 2014.

Michel expôs que recebe diariamente diversas ligações e por isto marcou o encontro aberto a todos, não somente os sócios. Mas quando é para decidir algo é necessária a presença da maioria, diferente dos participantes desta reunião, onde 41 pessoas participaram. Apesar da ampla divulgação que foi feita, inclusive em carros de som A ACAI tem atualmente mais de 450 associados. “Eu não tenho como levar uma reivindicação a qualquer órgão de tão poucas pessoas. A ausência de tanta gente aqui, demonstra que há uma omissão, conivência ou tudo está dentro daquilo que os comerciantes esperam, ao contrário do que estou vendo uma enorme satisfação com prejuízos agora e maiores ainda no começo do ano”, desabafou. Ele contou que nunca se furtou em defender a classe, participou de reuniões com os colaboradores em que foi hostilizado, porém, não pode lutar sozinho. Na visão dele, falta ainda a comerciantes e empresários enxergarem que são eles que movem a economia da cidade.

Antes mesmo de fazer um estudo, divulga o presidente que é fácil chegar a conclusão de que a diminuição será de pelo menos 20% no início do ano. Uma nova reunião deverá ser marcada.

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Comerciante defende fechamento mais cedo

Há os comerciantes que aprovaram o fechamento do comércio mais cedo aos sábados. Eles podem ser a minoria, assim como na reunião na Associação Comercial em que Vanessa Lamoglia deixou o Auditório Moacyr Pieve Miranda por ser contrária a opinião da maioria lá presente. Na avaliação dela o assunto já foi discutido exaustivamente, já foram colhidas assinaturas e a maioria decidiu. “O que está sendo analisado é se a lei será ou não cumprida. Mas lei foi feita para ser obedecida”, diz. DSC04454

Vanessa não concorda que o comércio esteja sendo prejudicado por conta do fechamento dos estabelecimentos mais cedo e sim por conta da queda do preço do café e do poder aquisitivo que está menor.

Michel está indignado com vereadores

Algumas pessoas questionaram a ausência dos vereadores a reunião. Michel foi claro, que nem eles, nem mesmo representantes do Poder Executivo foram convidados. Isto porque, justifica, não são mais bem vindos na sede da entidade. Uma vez, que na reunião ordinária de segunda-feira (16), os comerciantes foram desprezados e segundo ele foram tratados como palhaço. Nesta sessão, foi votado um projeto de lei do vereador Paulo Vitor da Silva (PP) em que pedia a revogação da Taxa de Inspeção da Vigilância Sanitária. A maioria foi contra a mudança e a cobrança será feita a partir de janeiro. “Os vereadores aqui não são bem vindos, por serem  subservientes do Poder Executivo e votarem contra a população”, concluiu.

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