Deixaram o Presídio de Três Pontas no início da noite desta quinta-feira (28), os presos da Operação Grão Brocado, desencadeada em vários estados do Brasil na semana passada.

João Baptista de Paula de 79 anos e Paula da Fonseca Kannebley de 38, que foram presos em Três Pontas e Santana da Vargem respectivamente, não tiveram a prisão temporária prorrogada ou convertida a preventivamente e eles responderão ao crime em liberdade.

Eles são acusados de integrar uma organização criminosa que sonegava impostos no comércio de café para exportação. Os policiais civis apreenderam computadores, aparelhos celulares, cadernos de anotações e documentos contábeis, na casa de João “Paraná” como é conhecido e na empresa de Ana Fonseca no Centro de Santana da Vargem.

A Operação Grão Brocado foi realizada pela Receita Federal do Brasil em Minas Gerais, em parceria com o Ministério Público Estadual, Receita Estadual e a Polícia Civil. Foram cumpridos 18 mandados de buscas e apreensões, 10 mandados de prisões, 32 quebras de sigilos bancários e fiscal de contribuintes. Em Minas, houve ações em Patrocínio no Alto Paranaíba e no Sul de Minas, principal foco das investigações, os mandados foram cumpridos também em Varginha e Machado. Os policiais também estiveram em Londrina (PR) e no Distrito Federal.

De acordo com a Receita Estadual, mais de R$ 3 bilhões em notas fiscais foram emitidas por empresas de fachada do setor de café, nos anos de 2016, 2017 e 2018. Grande parte das notas são frias; emitidas pelas chamadas empresas “noteiras”.

Os valores sonegados podem chegar até R$ 500 milhões de reais e o montante de tributos federais, a 100 milhões. Além disso, como há o evidente intuito de fraude, a multa é qualificada e corresponde a 150% do valor lançado; ou seja, o valor dos tributos federais sonegados e a multa correspondente pode chegar a R$250 milhões de reais.

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