O delegado Roberto Alves Barbosa Júnior, já não trabalha mais em Três Pontas. Ele foi promovido a Delegado Regional de Lavras e assumiu o novo posto na última sexta-feira (10). A frente da Delegacia de Polícia Civil desde 2009, ele abre mão do conforto e da tranquilidade de uma cidade boa, por novos desafios e bem maiores, que vai certamente lhe trazer um crescimento profissional.

Ele comanda agora, uma equipe com pelo menos mais 9 delegados, uma grande equipe de investigadores e escrivães, em um município universitário, com uma criminalidade mais alta e ascendente.

Tem como lema “Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos”. Se ele me deu este cargo é porque vai me dar sabedoria para me capacitar e fazer um bom serviço em prol da segurança, espera Dr. Roberto.

Trabalhar em Três Pontas

Estes anos que trabalhou em Três Pontas foram bastante proveitosos, a cidade o acolheu, Dr. Roberto e sua família e fez grandes amigos. Aliás, por onde passou desde 1998, quando foi trabalhar em Manhuaçu, fez muitas amizades que ele leva para resto da vida. Sempre sai deixando portas abertas. E quando assume um novo comando, as abre para conquistar novos laços.

Porém, a profissão que escolheu, não agrada todo mundo. Faz algumas inimizades ao deter, prender e combater o crime. Uma pequena parcela da população que vive na criminalidade é claro que não gosta de quem tem que cumprir a lei e sua missão.

Dificuldades

Durante o período que esteve em Três Pontas passou pelas mais diversas dificuldades, como a falta de efetivo e estrutura. Trabalhou com pouca gente e quando sua equipe cresceu, muitos saíram. Dr. Roberto chegou a trabalhar com quatro delegados, mas também com dois e com um número pequeno de viaturas. Ao inverso disso a demanda só aumenta, os crimes não param e as investigações tem que seguir um ritmo ainda maior, apesar de uma equipe ter que se empenhar e desvendar vários casos diariamente. “A Polícia Civil está se reestruturando, é um trabalho progressivo, mas que leva um pouco de tempo”, afirma.

Casos que marcaram

Ao longo destes anos são vários os crimes elucidados sob o seu comando. Alguns casos simples que chamaram a atenção e outros de grande repercussão. Ele reconhece que é uma falha da própria Polícia Civil em não divulgar os resultados de investigações e operações, apesar de sempre manter uma boa parceria com a imprensa. “A gente trabalha tanto que não nos preocupamos com a imagem da Polícia Civil na questão de divulgação e esta é uma falha nossa”, completa.

Um dos casos apurados foi de um cadeirante que pegou uma carona e teve a bateria que alimenta o equipamento furtado. As baterias foram recuperadas, o autor identificado, preso e indiciado.

Outros dois crimes violentos que chocaram a Cidade que ganharam destaque na mídia que Dr. Roberto conseguiu esclarecer foi a morte de uma jovem durante o Carnaval de 2010 e um latrocínio em 2011. A moça que estava grávida foi assassinada com requintes de crueldade e teve o corpo jogado em um rio na zona rural, entre Três Pontas e Varginha. O outro foi a prisão do funcionário de um supermercado e mais quatro comparsas que assaltaram e acabaram matando um comerciante no bairro Santa Inês em janeiro de 2011. Quatro homens invadiram a casa do empresário para assaltar e acabaram atirando na vítima. Em menos de uma semana o caso foi esclarecido.

Na despedida, os agradecimentos

Ao se despedir dos trespontanos, Dr. Roberto Alves agradece a toda população que o acolheu. Acredita que é bastante acessível, por isto, conquistou amigos em todas as classes sociais. “As pessoas valem não por aquilo que tem mais pelo que elas são”, disse. Seu envolvimento com a comunidade foi tanto que ele foi fundamental para a volta do Grupo de Escoteiros Vila Boa Vista. Ele agora vai continuar com o escotismo, mas em Lavras.

Apesar da distância, ele garante que vai estar por Três Pontas revendo os amigos. De forma especial, reconhece e é grato pela parceria que firmou durante este tempo, com o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Polícia Militar, os Poderes Executivo e Legislativo, a SUAPI, a OAB e os veículos de comunicação, entre tantos outros. Todos foram, garante o mais novo delegado regional do Sul de Minas, fundamentais, marcaram a sua vida e são importantes para seu crescimento pessoal e profissional.

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