A situação está controlada em Três Pontas e não há nenhum caso de Febre Amarela  confirmado ou sendo investigado pela Secretaria de Saúde. Segundo a coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, Lara Miranda da Silva, a cobertura vacinal está boa, 93% da população já foi imunizada contra a doença, de acordo com cálculo feito pela Secretaria de Estado de Saúde, baseado na quantidade de doses que o Município recebeu. Apesar das pessoas serem vacinadas contra a Febre Amarela a partir dos nove meses de vida e deste índice que existe em Três Pontas, não se pode acomodar, pois a faixa etária que está mais tendo a doença ou morrendo é de homens entre 20 e 49 anos, principalmente aqueles que residem na zona rural. “Ainda encontramos quem não se imunizou contra a doença e são justamente os homens nesta faixa etária”, revela. “Os homens acreditam que não vão pegar a doença, costumam ir à mata e acabam se expondo. E também existe o medo de injeção que espanta muitos dos postos de saúde. Já a mulher tem um perfil diferente e o hábito de se cuidar mais”.

Para tentar pegar este pequeno grupo que não está vacinado, a Secretaria de Saúde está adotando outra estratégia a fim de atingir 100% da população. Depois de abrir os postos aos sábados, estender o horário de atendimento das unidades durante a semana, os profissionais irão até as empresas a partir desta segunda-feira (29) aplicar a vacina. Outro local que será verificado é o Presídio, onde a Secretaria de Saúde sempre faz um trabalho diferenciado, porém, como o movimento é rotativo, precisa de ser atualizada a situação dos detentos.
A procura pela vacina da Febre Amarela está grande, mas o movimento é de pessoas de fora da cidade, de outras regiões do Estado e até de São Paulo (SP), que estão no Município de férias ou a passeio e não estão conseguindo se imunizarem por lá. Dois motivos pela procura aqui em Três Pontas foram identificados: as filas enormes que estão sendo formadas nas outras cidades e a vacina fracionada, o que não acontece por aqui.
Lara Miranda  (foto) esclarece que a dose da vacina da Febre Amarela é única. “Eu vi em uma unidade de saúde um senhor dizendo que viu na TV que é preciso tomar outra dose, porém, aqui em Minas Gerais não está sendo necessário, porque as doses não estão sendo fracionadas”, alertou. Isto pode mudar ao longo dos anos, pois o calendário de vacinação é sempre alterado, inclusive por causa da situação.
No caso do idoso, acima de 60 anos, a partir do ano passado eles só eram imunizados se tivessem autorização médica. Se for um idoso saudável, que sabe que não tem doenças graves, que não faz uso de medicamentos que comprometam o uso de qualquer vacina, ele pode tomar a vacina da febre amarela. Mas se for um idoso debilitado que não sabe passar informação nenhuma, não pode ser vacinado, sendo preciso neste caso determinação médica.
A coordenadora deixa claro que a vacina é individual e não imuniza quem está próximo de você. O mosquito pode, por exemplo, morder em três pessoas, as duas que tomaram a vacina não vão ter nada, enquanto o outro que não se preveniu vai contrair a doença.
Lara Miranda termina dizendo à população que fique atenta ao aparecimento de macacos mortos e informe imediatamente à Secretaria de Saúde. Em hipótese nenhum estes animais devem ser mortos, pois eles são vítimas do mosquito assim como os seres humanos.
Governo de Minas Gerais aumentou para 162 o número de cidades que estão em situação de emergência
O anúncio foi feito na quinta-feira (25) em um decreto publicado no Diário Oficial. A medida altera o decreto feito em 20 de janeiro, que anunciava 92 municípios em emergência. Antes, apenas as regionais de Saúde de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova que representavam 92 cidades, estavam incluídas no decreto. Com a alteração, as áreas de Juiz de Fora e Barbacena foram incluídas. Juntas, as regionais contemplam 68 municípios.
Chega a 25 o número de mortes em decorrência de febre amarela em Minas Gerais este ano. Ao todo, foram 47 diagnósticos da doença no estado, sendo que 22 pacientes continuam internados ou tiveram alta. A Região Metropolitana de Belo Horizonte, com 12 óbitos, e a Zona da Mata, com seis, concentram a maioria dos casos confirmados, apontam dados do boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) divulgado na terça-feira (23). São mais 10 mortes confirmadas em relação ao boletim anterior. E os números podem ser ainda mais elevados. De acordo com o documento da SES, 99 casos notificados ainda estão em investigação, sendo que 12 pacientes desse grupo já faleceram. Casos que ainda não constam do boletim também podem engrossar as estatísticas, entre eles a morte de um belo-horizontino no Hospital das Clínicas na segunda-feira, com suspeita da doença, ainda não computada no boletim nem mesmo entre as notificações em investigação.
Entre os confirmados, foram 12 mortes na Regional de Saúde de Belo Horizonte: seis em Nova Lima, duas em Belo Horizonte (as vítimas não contraíram a doença na capital mineira), uma em Brumadinho, uma em Rio Acima, uma em Mateus Leme e uma em Caeté. Na Zona da Mata foram registrados seis óbitos: em Goianá, na Regional de Juiz de Fora, Mar de Espanha, Barra Longa, Porto Firme e Viçosa. Os outros registros de mortes no estado foram em Mariana, onde quatro pessoas faleceram em decorrência da febre amarela, Carmo da Mata, Barão de Cocais e Santa Bárbara, que tiveram uma confirmação em cada município, além de um óbito ocorrido em Poço Fundo, no Sul de Minas. O último diagnóstico, de acordo com a SES, “foi importado do estado de São Paulo”. Dos 47 casos confirmados, 44 são do sexo masculino. Até o momento, não há relatos de que as vítimas, que tinham entre 15 e 88 anos, tenham sido vacinadas. A letalidade por febre amarela em Minas Gerais no período é de aproximadamente 53,2%, segundo a SES.
Ainda conforme o boletim de terça-feira, macacos foram encontrados mortos em 176 cidades mineiras. Houve confirmação de que animais estavam contaminados pela febre amarela em 32 municípios. A Secretaria de Estado de Saúde ainda investiga mortes de primatas em outros 43 municípios. (fonte: em.com.br)
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