O empresário Sebastião de Fátima Cardoso “Tiãozinho Vermelho”, Secretário Municipal de Indústria e Comércio, recebeu a reportagem do Correio Trespontano/ Equipe Positiva em seu estabelecimento comercial, na quinta-feira (11), e falou sobre os planos e projetos da Secretaria. Ele disse que, apesar da falta de recursos provocada por um Orçamento ínfimo, diante de uma demanda cada vez mais latente por emprego, ele está determinado, tem visão de enxergar lá na frente e não está no cargo por causa de dinheiro ou por questões políticas.

Bairrista ao ponto de não sair para comprar nada fora da cidade, Tiãozinho disse que quer ver o Município crescendo e se desenvolvendo, pensamento que sempre teve e vai continuar tendo, mesmo quando não estiver mais no cargo. Disse também que, desde que assumiu a Secretaria de Indústria e Comércio, tenta somar, enfrentando as dificuldades que não são diferentes de outros municípios. Que já havia empresas sendo beneficiadas com o pagamento de aluguéis deixado por outras Administrações, cedeu o pagamento a outras e foram feitos diversos levantamentos das concessões de uso feitas nos últimos anos. Os que não cumpriram suas obrigações tiveram terrenos e imóveis devolvidos ao patrimônio municipal, para alguns que estavam construindo foi prorrogado o prazo para conclusão sem penalizar ninguém. Com o Orçamento deixado pela gestão anterior, algumas ações importantes foram feitas, mas não tudo aquilo que se
esperava.

O secretário confirma que tem 20 empresas, nos mais variados seguimentos, buscando uma área, umas interessadas em instalar na cidade e outras, em expandir seus negócios. Cinco já estão em processo de licitação e outras quatro, com todos os procedimentos em fase final de conclusão. Os pedidos são feitos a ele e ao Ralf Funchal, que trabalham juntos na Secretaria. Alguns são descartados por não estar dentro da realidade econômica ou fora dos critérios obedecidos para confeccionar os projetos de leis, que são enviados para análise e aprovação da Câmara Municipal de Vereadores.
A Artvac está com o processo todo concluído, a empresa Sávio Estruturas Metálicas está no prazo para expandir seus negócios e o prazo da Dellas Transportes está terminando. Uma empresa de secadores de café está montando sua estrutura em barracão alugado na extinta Usina Boa Vista e uma que fabrica lâmpadas de LED deve assinar o contrato nos próximos dias. Cinco processos de licitação estão em andamento, duas empresas vão se instalar em uma área localizada na Avenida Zé Lagoa e outra no CDI.

“Nós não estamos bem localizados em termos de rodovias e por isto, precisamos criar alternativas, buscar recursos” … Tiãozinho Vermelho

Tiãozinho explica que o processo é burocrático e moroso, segue prazo e determinações legais determinadas por lei, como a licitação. O procedimento garante transparência e a concorrência permite que o empresário que oferecer mais vantagens, como o número de  emprego, saia vencedor da disputa. A Prefeitura monta um projeto de lei, que é analisado e depois votado pela Câmara de Vereadores. Com a autorização legislativa o terreno ou imóvel é enviado à licitação. Depois é que a empresa é licitada. “A gente que está no setor privado, manda fazer hoje para ficar pronto amanhã. No setor público as coisas não são assim. Tudo tem prazo. A Câmara tem o prazo para votar, depois mais 30 dias para licitar. Por isto que no primeiro ano começamos a caminhar. Estamos muito esperançosos para nestes segundo e terceiro anos, a gente mostrar mais serviço”, anuncia o secretário.

Responsável pelo menor Orçamento da Administração, com apenas R$270 mil, a Secretaria colocou em leilão uma área de quase 11 mil metros quadrados, localizada entre a Avenida Zé Lagoa e a Rua Barão da Boa Esperança. O local está avaliado em R$1.634,924,50 e apesar de não ter tido ofertas em duas tentativas, Tiãozinho afirma que há pessoas interessadas. Ele nega que exista “carta marcada”, o leilão é aberto a todos e segue também critérios. Uma pessoa que pretendia fazer a aquisição, com a demora preferiu investir em outra localidade e um outro interessado não compareceu por problema de saúde. Vai ser feita novamente a publicação do leilão e o secretário acredita na venda do espaço. Com este recurso será possível investir em um Distrito Industrial com infraestrutura adequada para atrair e receber indústrias que desejam optar por Três Pontas. A Secretaria de Indústria e Comércio pretende asfaltar o trecho de terra do Centro de Eventos Wagner Tiso até o Xodó dos Pádua e abrir uma avenida abaixo do Centro com asfalto, água, luz e rede de esgoto. Um croqui da área está
sendo feito para dividir os lotes que serão disponibilizados. Ainda há intenção de construiralguns barracões que venham incrementar o Distrito Industrial, caso sobre recursos. “Nós não estamos bem localizados em termos de rodovias e por isto, precisamos criar alternativas, buscar recursos e parcerias para conseguirmos fazer algo. Se nós não pudermos oferecer algum benefício, as outras cidades vão oferecer e nós não conseguiremos nada”, explica Tiãozinho Vermelho.

Existem muitos órgãos, como a Codemig do Governo do Estado, que podem oferecer apoio para trazer empresas. Para isto, é necessário fazer um planejamento e procurar as formas legais. Ele reforça que existe uma demanda boa de empresas querendo se instalar em Três Pontas, que geram um número médio de empregos.

Cheio de expectativas para 2018, o secretário conclui dizendo que está batalhando para que tudo aconteça, que o setor prospere e que a exemplo de outras localidades que começaram a pensar grande, com visão de futuro alavancaram e prosperaram, assim aconteça com Três Pontas.

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