• Horário de verão está entre as justificativas da mudança

Ao que tudo indica, as Sessões Ordinárias da Câmara Municipal de Três Pontas devem voltar a ser realizada a partir das 18h30 minutos. Uma nova mudança tende a acontecer, já que a maioria demonstrou ser favorável a volta do horário antigo.

A pauta da sessão desta segunda-feira (03), estava vazia, mas após as manifestações no Pequeno Expediente começaram os pedidos para compor a noite de votações no Plenário Presidente Tancredo Neves. Foram quatro pedidos, mas apenas três foram os itens discutidos todos aprovados, com alguns votos contrários.

Dos vereadores Geraldo Messias Cabral e Vitor Bárbara, ambos do PDT, foi aprovada uma Moção de Aplausos ao Superintendente da Cooperativa da Zona de Três Pontas, a Cocatrel, Manoel Rabelo Piedade, que tem 50 anos dedicados ao cooperativismo.

Depois, o projeto de lei 125 de 27 de outubro que autoriza o Poder Executivo a celebrar contrato de locação de um imóvel industrial localizado no perímetro urbano que não poderá ter galpão inferior a 100 metros quadrados, com prazo de locação de até 24 meses, a contar da data da assinatura do contrato. O valor do aluguel não pode exceder R$ 2 mil durante todo o período de locação. O assunto sempre gera as manifestações do vereador Paulo Vitor da Silva, que ocupou a Secretaria Municipal de Indústria e Comércio, quando para fazer uma doação de uma área ou imóvel, ou o pagamento de um aluguel a fim de incentivar a expansão industrial e comercial, bastava ter um projeto aprovado pela Câmara. Porém, desde janeiro de 2013, o Executivo segue uma orientação do Ministério Público e adotou o processo licitatório para conceder os benefícios abrindo a concorrência para quem se interessar. Antônio do Lázaro (PSD) e José Henrique Portugal (PMDB) votaram contra.

O que mais rendeu foi a proposta apresentada pelo vereador Geraldo Messias com apoio da maioria, de voltar para as 18h30 minutos a sessão ordinária de toda segunda-feira. A questão do horário de verão e a impossibilidade de quem sai mais tarde do trabalho participar das reuniões, motivou a volta do antigo horário.

Há vários pontos que foram questionados pelo vice presidente da Câmara Luis Carlos da Silva (PPS). Ele usou a Tribuna para explicar. O projeto que muda a Lei Orgânica não foi protocolado, mas, de forma cordial foi aceito pela Mesa Diretora durante a sessão. Outro ponto conflitante, é que Geraldo colocou que a iniciativa é da Mesa Diretora, porém, não é. Ele tem a maioria para propor a mudança. “Concordo que deve voltar para as 18 horas, mas ele nem passou pelo protocolo e não revogamos a lei anterior”, disse Luisinho.

A Lei Orgânica de anos atrás, determinava a sessão as 16 horas, depois mudou para as 18:30. José Henrique lembrou que a votação precisa ser em dois turnos (escrutínios) e de 10 votos para voltar em Plenário após 10 dias. Porém, 12 vereadores já assinaram. Rebatendo a fala de Luis Carlos, Portugal lembra que é uma lógica que aprovando a sessão meia hora mais cedo, a outra lei está revogada. Depois sugeriu que os vereadores que assinaram, sejam os autores da proposta, ao invés da Mesa. Ao elogiar a perspicácia do ex-presidente e candidato em campanha ao cargo de Chefe do Legislativo, Sérgio Silva quase soltou um futuro presidente, ao falar de Portugal.

A sessão mudou de horário a pedido da vereadora Alessandra Sudério e ela foi a única contrária desta vez. Para ser efetivada a volta das reuniões para as 18 horas, o projeto deve voltar daqui a 15 dias em votação e ao que tudo indica deve passar.

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