Sindicato dos Trabalhadores Rurais está orientando classe do que é obrigação e deve dos quem são contratados neste período de safra

Por conta da estiagem que ocasionou queda na produção de café, muitos produtores de Três Pontas já começaram a colheita, mas é no início deste mês, que oficialmente trabalhadores e trabalhadoras são contratados para apanha, que dura meses e garante uma renda especial a milhares de famílias. Porém, a cada ano, o número de pessoas contratadas diminui por conta da mecanização do café, que está cada vez mais presente no campo.

É neste período que o Sindicato dos Trabalhadores Rurais Assalariados e Agricultores Familiares de Três Pontas, que possui uma equipe experiente, treinada para dar conta da grande demanda de serviço, oferece explicações e orientações, principalmente no que se refere aos critérios exigidos para a contratação de profissionais. Diferente dos anos anteriores, o sindicato não tem previsão de quantas pessoas serão contratadas, mas é certo que o número será bem reduzido. Com isto, o poder de compra vai diminuir. A colheita vai terminar mais cedo, provavelmente em setembro.

Segundo o presidente do Sindicato da categoria, Vicente José da Silva (foto), a expectativa para 2014Vicente não é boa, por causa da seca que prejudicou a situação das lavouras e as chuvas que caíram este ano foram insuficientes até para amenizar a situação dos grãos. “Estamos preparados, com uma equipe que busca orientar a todos, garantindo uma safra sem dor de cabeça, problemas e punições”, afirma Vicente.

As orientações são básicas e primordiais, começando pelo registro na Carteira de Trabalho. O empregador tem que fazer o registro em até 48 horas, garantindo direitos trabalhistas. O contrato tem validade até o fim da safra e ambas as partes se quiserem reincidir o contrato é preciso o aviso prévio. Produtores costumam neste período de safra fazer os trabalhadores ficar até mais tarde. No caso do pagamento de horas extras, só podem ser feitas e pagas duas por dia. Fora do estabelecido, é preciso uma negociação junto com o sindicato. No fim da safra, o empregador tem cinco dias para fazer a rescisão contratual.

No caso de turmeiros é preciso que eles tenham pelo menos um pouco de conhecimento sobre as leis trabalhistas e o Sindicato também está a disposição.

Umas das questões que mais preocupam é a questão dos equipamentos de segurança. Chapéu ou boné e calçado fechado são obrigatórios e são fornecidos por quem contrata. É dever dele oferecer, mais é obrigação dos apanhadores usar, para também não serem punidos.

No caso do transporte, as exigências são as mesmas e todos já sabem, basta cumpri-las. Transportar os trabalhadores apenas em ônibus, kombis, vans ou veículos de passeio, em boas condições, respeitando o limite de passageiros.

“As recomendações são importantes para ambas as partes terem uma safra tranqüila, evitando problemas e punições”, diz o líder sindical.

Agricultores familiares reunem a família inteira para o trabalho, sem hora de começar ou terminar a lida. Muitos também já entraram na era da mecanização, muitos agilizam a colheita com as derriçadeiras manuais de café. O equipamento possui um conjunto de pentes vibratórios que agilizam a colheita, sem perder a qualidade. Outros já preferem a grandes colheitadeiras.

Uma parceria do Sindicato com a Caixa Econômica Federal tem garantido maior facilidade para que eles querem comprar as derriçadeiras. Muitos foram beneficiados em 2013 e ainda tem como financiar em 2014. Basta procurar o sindicato para saber como funciona. Não há tanta burocracia como os outros financiamentos e, se o agricultor for cliente da Caixa, facilita ainda mais e o dinheiro pode sair em três ou quatro dias.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais fica na Rua Afonso Pena 58, no centro. O telefone 3265-2490 ou 9924-2412.

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