Foto: Daniel Donizete Lopes

 

Três Pontas se tornou uma das 853 cidades de Minas Gerais, em 03 de julho, como muito bem conta o historiador Paulo Costa Campos, em 03 de julho de 1857. Até o início de 1942, Três Pontas  não havia ruas calçadas ou serviço de rede de esgoto. Com com a colaboração dos moradores teve começo estes melhoramento, na gestão de Francisco Ximenes de Oliveira.

Agora, os registros oficiais da Prefeitura apontam que o primeiro loteamento surgiu em fevereiro de 1950, na região da Mina do Padre Victor, onde atualmente está o bairro Vila Marilena. Mais precisamente entre a Avenida Senador Josino de Brito e a Rua Tupã (foto abaixo). Foram 177 lotes, uma área aproximadamente de 88.686 metros quadrados, mas não há no registro quem era o proprietário.

Foi apenas dois anos depois, que surgiu o Ponte Alta II e curiosamente ele veio primeiro que o Ponte Alta I. Em 29 de novembro de 1952 quando o loteamento foi aprovado pela Prefeitura, uma área já bem mais ampla, 500.822,90 aproximadamente.

O bairro Padre Vitor foi loteado em duas seções, começou em 1955, pequenininho com 212 lotes e só expandiu um pouco mais na região da Rua Cônego José Maria em 1956, na segunda seção, com 115 lotes comercializados.

Bairros mais populosos como Botafogo, Catumbi, Antônio de Brito, Aristides Vieira Mendonça, Santa Margarida, Santa Edwirges, foram loteamentos da década de 70.

Nos idos de 90, na administração do ex-prefeito Nilson Vilela foram entregues as casas do bairro Morada Nova, com 224 lotes. Nesta época foram vários loteamentos sendo desmembrados e áreas rurais sendo transformadas em urbanas, como o Jardim Philadélfia, Meia Pataca, Jardim Primavera, o Vila das Palmeiras e o Santa Terezinha, no diminutivo mesmo, ele fica na região da Avenida Barão da Boa Esperança.

Na década de 2000 começou um crescimento frenético em várias regiões. No caminho para a extinta Usina Boa Vista, onde havia um extenso canavial surgiu o bairro Jardim das Acácias, em 2003. Na região da Formiga, foi pelo loteamento Vila Rica, a partir dali o Vivendas do Bosque I e II, Santa Tereza I e II e o Nova Três Pontas que ainda não está habitado, mas os lotes já foram comercializados. Todos eles tem apenas uma ligação, uma ponte que corta o Ribeirão Araras.

Alguns loteamentos aprovados no passado, quando não havia tanto rigor ou exigências para ter a sua aprovação, provocam reivindicações até os dias de hoje. Os moradores sofrem ainda com a falta de infraestrutura, uma rua sem afasto, um poste de iluminação e até mesmo rede de esgoto.

Linhas de financiamentos

De acordo com o engenheiro Reginaldo Campos Mendes, a partir de 1997, houve um aumento significativo nas construções, quando saiu muitas linhas de financiamentos da Caixa Econômica Federal (CEF). A Prefeitura registra anualmente uma média de 500 a 600 novos imóveis sendo erguidos. Deste total, metade realiza financiamentos comprometendo 30% da renda, conforme determina a legislação. A tendência dos últimos anos tem sido, diminuir o padrão das casas. Depois que a residência está pronta, registrada em cartório, com recursos próprios, as pessoas constroem garagem, lavanderia e outros cômodos. Assim, investem recursos próprios e continuam pagando parcelas menores no financiamento, mesmo que seja a longo prazo. “As famílias vão aumentando os imóveis de acordo com a condição financeira de cada uma delas. A recomendação é que se construa menos, mesmo que a pessoa tenha dinheiro para fazer mais”, explica Reginaldo Campos.

A maioria dos imóveis construídos nesta modalidade financeira é de até 70 metros, mas a CEF exige que a área de serviço seja cobra que é inclusa na somatória de área construída. A outra metade faz as obras com frutos da economia, porque enfrentam com a burocracia que é enorme.

O engenheiro explica que as obras, por menor que seja, precisa ter uma assistência técnica de um arquiteto ou engenheiro. Até mesmo as áreas que as pessoas acrescentam aos imóveis precisam ter um projeto aprovado, chamado de RT assinado por um responsável. A exigência, garante uma tranquilidade e em caso de qualquer problema é ele quem vai responder.

Novos loteamentos

De 2003 a 2018 Três Pontas ganhou 23 novos loteamentos, entre eles condomínios fechados, inclusive na zona rural e em torno do Lago de Furnas. Se forem considerados os loteamentos que ainda não estão habitados, a Capital Mundial do Café possui exatos 80 bairros. Alguns desconhecidos, como Jardim Julieta, Califórnia e Residencial Barão do Café. De acordo com o Setor de Obras da Prefeitura, existem outros oito empreendimentos pedidos sendo analisados pela equipe de engenheiros do Município, aguardando aprovação. De 2015 a 2018 foram 11 no total.

Números

Três Pontas possui 20.574 imóveis, sendo residenciais e comerciais. Segundo o Chefe da Divisão de Tributo Varne Vitor Vaz-Tostes, até terça-feira (26), a cidade tinha em seu perímetro urbano 7.342 lotes vagos. Número que varia dia a dia. Existem 74 construções em andamento registradas na Prefeitura, 75 paralisadas e 4 em demolição. De janeiro a maio deste ano, foram 30.218,83 mil metros de área sendo construída.

Reflexos positivos na expansão da zona urbana

A expansão do número de loteamentos, tem influenciado positivamente no setor de material de construção. Para o sócio proprietário da Tresmacol, Alan Piva Oliveira 04, apesar do Brasil passar por uma crise política e financeira, é o que vem salvando o setor. “Talvez não fossem estes loteamentos, a situação poderia estar bem pior”.

Sempre otimista, Alan diz que a região é privilegiada, que tem a colheita do café que contribui de forma significativa na economia de toda cidade.

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