A queixa é que sempre falta emprego, porém, autoridades tem reconhecido que o maior problema é a falta de qualificação para ocupar as vagas existentes. Em muitos casos, elas ficam disponíveis há vários dias no Sistema Nacional de Emprego (SINE).

Dados divulgados na semana passada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) através do Ministério do Trabalho e Emprego mostram que Três Pontas se destaca desde 2013 na geração de emprego formal, ou seja, com carteira assinada. Nos números do Estado, ela ficou em janeiro em 89ª com 438 admissões. Em junho ela saltou para 2º lugar com 1.240 contratações.

Já em 2014, entre as cem cidades de Minas Gerais com mais de 30 mil habitantes, no período de janeiro a março, Três Pontas só perde para Três Corações que está em 47ª em evolução de empregos formais. A cidade tricordiana gerou nos dois primeiros meses 160 vagas, depois 102 e 104 vagas respectivamente, totalizando 366. Em seguida vem Três Pontas na 48ª posição e a 2ª no sul de Minas. Foram 22 admissões em janeiro, 60 em fevereiro, 105 em março e 81 em abril, através do SINE. Ela ganha de cidades de grande porte, como Alfenas (3ª), Pouso Alegre (4ª), Lavras (7ª), Varginha (9ª), entre outras.

Já no mês passado, em junho, Três Pontas foi a 9ª cidade com 866 admissões. Este número se refere também a todo Estado em municípios com mais de 30 mil habitantes.

Paulo Luis 02Prefeito diz que desemprego em Três Pontas é baixo e que não há porque mudar política de incentivo a industrialização

Para o prefeito de Três Pontas Paulo Luis Rabello (PPS), (foto) a tendência da geração de emprego é de crescimento. Ele comentou em entrevista à Equipe Positiva, que em momento algum o gráfico foi negativo e que hoje o desemprego na cidade é baixo. “Não é o que dizem algumas pessoas de que precisamos mudar a nossa política de incentivo a industrialização. Estamos tanto no caminho certo que estamos gerando muitos empregos diretos, fora os indiretos, como mostram estes dados.

Feliz com a notícia, de que Três Pontas é o segundo lugar em geração de postos de trabalho, a frente de cidades com potencial maior e industrializadas, ele atribui o destaque ao empresariado e empregadores, que não demitiram inclusive com o fechamento do comércio mais cedo aos sábados, as 13 horas, o que segundo Paulo Luis foi  decantado há pouco tempo atrás.

Outro comentário do gestor é que as contratações começaram a partir de fevereiro deste ano, contradizendo que este aumento seria por causa da colheita do café. Os cafeicultores começam a empregar a partir de maio e as rescisões são no fim de agosto e começo de setembro. “Trabalhamos estatísticas e não de ‘achismo’, afirmou Paulo Luis.

O trabalho da Administração para a criação de novas vagas tem sido na ajuda dentro da possibilidade e de forma legal, ao pequeno, o médio e grande empresário, dando subsídios para se expandirem. Sobre a falta de qualificação, ele reforçou que a Prefeitura está junto com a Secretaria do Trabalho e Emprego oferecendo cursos profissionalizantes. A Prefeitura está empenhada em viabilizar outros cursos para sanar o problema da mão de obra qualificada e agilizar a disponibilidade de vagas que ficam em aberto na unidade do SINE.

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