A cidade de Três Pontas também está sendo beneficiada pelo Governo Federal com o Programa Mais Médicos. O município foi contemplado na quarta chamada e irá receber no próximo dia 16, três profissionais de Cuba. Eles irão nos próximos 15 dias fazer um intercâmbio com os agentes de saúde e equipe médica, fazendo uma integração, para depois assumirem seus postos de trabalho nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e no Programa Saúde da Família (PSF’s).

O secretário municipal de saúde Hermógenes Vanelli (foto) afirma que ainda não está definido em qual dos 9 postos de saúde os cubanos irão atender, mas a intenção da Prefeitura é que um deles possa atuar no Posto de Saúde do bairro Alcides Mesquita. A unidade está pronta a mais de seis meses mas ainda está fechada. O compromisso é colocar uma equipe de PSF lá e os outros dois ainda com destino incerto.  Além de ter estes profissionais a Prefeitura vai economizar. O salário é pago integralmente pelo Governo Federal e os gastos com hospedagem e alimentação, que é dever da Prefeitura, não entra no gasto com pessoal na folha da prefeitura. A cidade ainda recebe o incentivo de R$4 mil que poderá ser utilizado na contratação de um profissional de técnica de enfermagem, além dos agentes comunitários de saúde.

Um projeto de lei deverá ser enviado à Câmara para votar a contrapartida que o Município precisa oferecer. Enquanto isto, os médicos que não tiveram seus nomes ainda divulgados pelo Ministério da Saúde vão ficar hospedados em um hotel.

Em Três Pontas, há carência praticamente em todas as especialidades, pois os que estão no serviço público não conseguem dar vazão a demanda, tendo em vista o crescente apelo da população. “Hoje pediatra está virando ‘artigo de luxo’, ninguém tem e não há no mercado profissionais disponíveis para atender nos municípios”, reflete. Ainda conforme Hermógenes, os médicos vivem um momento ímpar em suas carreiras. O Brasil durante anos não focou na formação desta categoria, para a atenção primária. Os médicos recém formados já saem da faculdade com o objetivo de fazer uma residência ou especialização. Quando trabalham é apenas por um ano. E esta rotatividade coloca as cidades em situação difícil, pois quando os médicos conseguem se adaptar, logo recebem proposta melhor e acabam trocando de cidade por alguns motivos elencados pelo secretário.  “Ou o salário vai ser melhor. Hoje eles se formam, mais querem fazer residência ou especialização. E muitos não querem cumprir a carga horária estabelecida que na maioria das vezes é de 40 horas semanais. Para ter algumas categorias, é por preciso pagar caro, mas a lei determina que o maior salário tem que ser do prefeito. No caso de Três Pontas, o gestor recebe R$15 mil, enquanto alguns especialistas como neurologista e outros,  exigem salários que ultrapassam os R$30 mil.

No mês passado, Santana da Vargem recebeu uma médica do Programa. A cubana Orisele Aguilar já está no município e por um mês irá acompanhar o trabalho dos médicos nos postos de saúde da cidade até começar a atender pelo programa. Além de Santana da Vargem, outras quatro cidades já receberam médicos estrangeiros na região: PassosJacuí, DelfinópolisNova Resende.

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