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Alunos terminaram a reunião aos gritos de “queremos o CESU”. Prefeito e vice tiveram trabalho para explicar quais mudanças estão acontecendo

O fechamento do Centro de Ensino Supletivo (CESU) ganhou destaque nas redes sociais, antes mesmo dos alunos que freqüentam as aulas na Escola Municipal Cônego Victor de segunda a sexta-feira de 18 as 22 horas serem oficialmente comunicados. Os estudantes chegaram inflamados para a reunião marcada com o prefeito Paulo Luis Rabello (PPS) e o vice prefeito e secretário de Educação Érik dos Reis Roberto (PSDB), na noite de terça-feira (19). O encontro foi tumultuado, todo mundo falando ao mesmo tempo sem saber antes o que estaria sendo proposto para suprir o CESU que a partir de 2014 estará fechado. São ao todo 140 alunos, 80 no ensino fundamental e 60 no médio.

A baixa freqüência dos alunos foi o principal motivo que fez a Secretaria de Educação promover mudanças no ensino supletivo que existe na cidade há 23 anos. O CESU dá oportunidade às pessoas que não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos regulares, a conquista do conhecimento necessário das disciplinas e obtenção da certificação em menor tempo. O que permiti que o aluno ingresse em cursos de nível superior, concursos públicos e tenha muito mais oportunidades.

O secretário Érik reconhece que o CESU é bom, mas, mas está consciente de que a Administração está procurando melhorar cada dia mais a educação no Município. Nestas novas propostas, os estudantes terão metas a serem cumpridas e será melhor para todos. Documentado, o secretário afirmou que acompanha desde o início do ano a lista de presença dos alunos, a freqüência desde fevereiro, o número de pessoas que são matriculadas, quem vai à escola e quantos concluíram os ensinos.

Antecedendo Paulo Luis, Érik tentou várias vezes dar a palavra ao gestor, porém, eram muitas perguntas antes de ser apresentado o que seria feito para repor o Centro. Os professores já haviam sido orientados a dar informações e entregar folheto explicativo. Eles reclamaram que não sabem de nada, mas, talvez seja porque a maioria vai uma vez ou duas vezes por semana às aulas. Alguns nem isto. Segundo consta, no período da colheita do café a ausência é ainda maior. Professores ficam sozinhos nas salas. Dia de muito movimento são 20 ao todo, contando em todo o prédio.

Paulo Luis foi a frente e explicou que toda mudança sempre causa estranheza, alguns concordam outros não. Mas o objetivo é inovar, melhorando e aperfeiçoando o ensino para atender ao maior número de pessoas possíveis.

A primeira opção é fazer um reaproveitamento, eliminando as matérias que já foram feitas no CESU e terminá-las em Machado. Lá são feitas três avaliações. Tudo será custeado pela Secretaria de Educação, inclusive transporte e material didático. Os interessados devem procurar a secretaria, deixar nome, endereço e telefone para agendar as provas.

A segunda opção é que a prefeitura aguarda uma resposta do Governo do Estado da inclusão de Três Pontas no Programa Momento de Aprender. Exigindo metas, o aluno tem seis meses para concluir o ensino fundamental e o mesmo período para o ensino médio. O próprio Governo de Minas é que contrata funcionários que dará continuidade ao ensino, garantindo oportunidades de elevação de escolaridade aos trabalhadores maiores de 18 anos que abandonaram a escola. Ao se formar, a pessoa que quiser, participa de cursos profissionalizantes oferecidos pela Secretaria de Estado do Trabalho e Emprego e ainda recebem uma bolsa de estudo de aproximadamente R$1mil. A Secretaria fez o cadastro no Momento de Aprender que foi criado em 2011 e faz parte de uma das cinco vertentes do Projeto Travessia Renda. Em 2012, 725 trabalhadores mineiros concluíram o Ensino Fundamental por meio do projeto. A previsão para 2013 é que pelo menos 1,6 mil trabalhadores também conquistem seus diplomas.

Paulo Luis disse em entrevista que sabe que a freqüência na Escola é ínfima. “Ninguém me contou. Como todos sabem eu costumo visitar sempre todos os serviços e bens públicos. Por diversas vezes eu estive aqui no Cônego Victor e tem sala que nem professor tem, muito menos aluno. Entendo que as vezes o professor podia estar doente”, conta o prefeito.

Além dele, Érik e servidores da Educação também vão ao estabelecimento e também confirma a ausência dos beneficiados com o Centro de Ensino. Sobre o tumulto provocado na reunião e os comentários que estão circulando na cidade e nas redes sociais, Paulo Luis de novo afirma que se trata de pessoas mal informadas que não sabem a realidade. O gestor entende que nem todos vão gostar da medida adotada, mas nada será diferente do que foi anunciado e também não é definitivo. O CESU pode voltar a funcionar, caso Machado não dê certo e o Estado não habilite a cidade no programa. Porém, o objetivo é acompanhar o desenvolvimento educacional através das mudanças que ensino promove. Os professores serão transferidos para outras escolas. (Denis Pereira – A Voz da Notícia)

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