Vereador mais falado da última semana se antecipou, falou que errou, pediu desculpas às loiras mas não falou da ex-prefeita que ele chamou de “loira de farmácia”

As declarações feitas na semana passada, pelo vereador Francisco Cougo, o Chico do Bairro Santana (PT), durante a sessão da Câmara repercutiu imediatamente no meio político e nas redes sociais. A oposição, principalmente, não gostou e achou descabido quando o legislador chamou a ex-prefeita Adriene Barbosa de Faria Andrade de “loira de farmácia”. Chico estava eufórico com a notícia do fechamento do Aeroporto Municipal, o que para ele diz ser um sonho realizado. E disse mais, que qualquer um podia sentir a “velocidade” do seu braço.

Na sessão ordinária desta segunda-feira(29), o vereador foi o primeiro a usar o microfone no Pequeno Expediente para se desculpar, mas com uma ressalva. Ele revelou que estava tomado pela emoção e acabou ofendendo as loiras e por isto pediu desculpas. Justificando que defende com fervor o bairro onde mora, é testemunha do sofrimento do povo há 25 anos. Não chamou tanta a atenção, mas ao se redimir, ele não citou o nome da ex-prefeita Adriene Andrade. Quando saiu do Plenário fez questão de ir até a Equipe Positiva e dizer que havia pedido desculpas as loiras e não à ex-prefeita.

José Henrique Portugal (PMDB) que na semana passada criticou o fechamento do Aeroporto e foi atacado por Chico do Santana, se dirigiu ao colega, que foi seu apoiador em campanhas anteriores para dizer que nunca foi contra o bairro Santana, mas não admite que Três Pontas perca a pista de pouso e decolagem. Acrescentou que 99% da população é contra o fechamento e quer ver o espaço funcionando. Sobre o gesto de desculpas, Portugal elogiou e diz ser bonito admitir o erro.

O vice presidente da Câmara Geraldo Messias Cabral (PDT), tocou no assunto, mas apenas para dizer que o petista é íntegro e faz um esforço enorme a favor de Três Pontas.

Defensor ferrenho da ex-prefeita Adriene Andrade, Paulo04 Vitor da Silva (PP), disse que sempre fala aquilo que o incomoda. No episódio da semana passada, na visão dele que foi vereador e secretário na época, a ex-gestora que fez um Governo incontestável, foi menosprezada. Quando na verdade, na Câmara não é local para ringue, de brigas, é de discutir e debater ideias, não como pessoas ignorantes, muito menos com a velocidade do braço de alguém.

O líder do prefeito na Câmara Sérgio Eugênio Silva (PPS), deu apoio a Chico do Santana, falou que ele tem suas limitações, mas que é uma pessoa respeitadora, do bem, não desejou doenças como um outro vereador chegou a fazer no Plenário ou fez desaforo.

Seu colega de partido, Francisco Botrel Azarias (PT), disse que o vereador viu que errou e se desculpou e acrescentou que “todos somos passivos de erros”.

A última a tocar no assunto foi Alessandra Vitar Sudério Penha (PPS), que avaliou Francisco como um homem humilde e simples, mas que também no calor da emoção cometeu uma fala, mas teve humildade o bastante para reconhecer, o que poucas pessoas fazem.

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