*Índice aplicado no vencimento dos servidores será de 6,58% de acordo com o INPC e 7,64% como determina o piso nacional dos professores

A oposição se rendeu aos elogios à nova Administração pelo Projeto de Lei apresentado à Câmara Municipal, e que foi aprovado na terceira sessão ordinária de 2017, nesta segunda-feira (16).

A lei que chegou com pedido de votação urgente, concede aos servidores públicos ativos, inativos e pensionistas, o reajuste em seus salários que acontece todos os anos. Esta não é a novidade, mas sim, que o percentual aplicado foi do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado em 6,58%.

No mesmo projeto, os vereadores reajustaram os vencimentos dos professores integrantes do quadro do magistério municipal em 7,64%, adequando ao piso nacional dos profissionais de educação básica. Neste caso, o cálculo é feito de acordo com o crescimento no valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) de 2016.

A lei aprovada é retroativa a 1º de janeiro. Com isto, no fim do mês, todos os funcionários receberão seus salários já reajustados.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS), que também é servidor municipal, falou que sempre foi preocupado do reajuste não atingir o índice do Índice Nacional de Preços. Foi até por isto que fez um projeto votado por ele, Érik e Luisinho determinando como base o INPC. Apesar de não ser o ganho real, está se cumprindo uma lei, avaliou.

O vereador Antônio Carlos de Lima (PSD) que pediu que este e outros projetos fossem votados nesta segunda-feira, parabenizou o prefeito Dr. Luiz Roberto e lembrou que o gestor está fazendo diferente de Paulo Luis Rabello, que na época não cumpriu a lei. Segundo Antônio, o reajuste foi de apenas 5% e deu se um complemento. “Aos que falaram que ele [Luiz Roberto] não iria conseguir pagar a folha, o reajuste é a prova contrária disso”.

Sérgio Silva voltou a usar o microfone e defender o ex-prefeito, que durante todo o seu mandato concedeu reajuste que somam 35%. Apesar do reajuste menor, foi concedido o vale alimentação de R$150 que representa em muitos casos, 10% do salário base dos servidores.

Maycon lembrou da implantação do piso aos professores no mandato anterior e parabenizou o novo prefeito Luiz Roberto por continuar pagando

O secretário da Mesa Maycon Machado (PDT), lembrou que a implantação do pagamento do piso aos professores começou no mandato passado. Ele chegou a trabalhar na rede municipal e reconheceu o esforço do então secretário de Educação Érik dos Reis. “Parabéns Érik e eu fico feliz em saber que o Dr. Luiz Roberto vai continuar pagando o piso que é direito nosso”, afirmou.

Érik disse que vota o projeto com tranquilidade e lembrou da luta que trava desde 2009 em defesa de seus companheiros de profissão. Quando Luciana Mendonça era prefeita, na Câmara, Érik dizia que para pagar o piso nacional seria preciso vontade política e provocar uma grande mudança na estrutura, assim como ele fez para honrar o compromisso que a Administração havia feito. Para isto foi preciso mexer com a vida das pessoas, o que não agradou a todos. Érik usou a Tribuna e disse que isto é lei que nem todos os municípios cumprem. Ele disse ainda que os servidores e a população brasileira, precisa se mobilizar contra a reforma da Previdência Social, que já está tramitação em Brasília e vai afetar não apenas o setor privado, mas também o público.

Ele terminou lamentando as discrepâncias que são particularidades do Brasil. Fã dos números, o professor de matemática comparou os investimentos e informou que o governo investe em cada aluno R$2.850 por ano, enquanto um preso custa R$2,5 mil por mês.

O projeto foi aprovado por unanimidade.

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