Foi através de uma reportagem que um amigo enviou, a qual enfocou perfeitamente sobre a geração “Hipócrita, histérica e mimimi do século XXI e o poder absoluto”, que resolvi imediatamente redigir a respeito pois, até a ponta dos cabelos ou até mais não poder ser, é um assunto que vem me importunando bastante. Fiz uma ponte extremamente detalhista entre os primórdios, passado, passado-recente, presente e futuro. Sim! Tive que fazer para resumir um assunto extremamente polêmico, sensível, delicado e magnânimo. A reportagem falava a respeito da necessidade, cada vez maior, das pessoas serem poderosas, buscarem por isso e ao mesmo tempo serem completamente alienadas. Na verdade, ninguém quer menos poder, todos querem mais. Seja no trabalho, com os amigos, nas redes sociais, nos relacionamentos e na vida no geral.

Agradáveis, porém astutos. Democráticos, mas não totalmente honestos. Em toda a história, sempre houve uma corte formada em torno do poder. Todavia, não falo do poder praticado até hoje pela família real britânica, por exemplo. Falo do poder subjetivo de cada ser humano e como as pessoas anseiam por esse “posto” sem saber lidar com ele, visto que, chega a ser quase patético, principalmente no que diz respeito à conteúdo e cultura no geral.

As pessoas querem ter poder com uma extrema falta de experiência para lidar com o mundo e uma extrema carência quando se fala de repertório na vida. As pessoas não entendem que o poder está em duvidar delas mesmas. Não confundir boa índole com bondade só porque você doa algo a uma instituição de caridade todo ano ou deseja o bem das crianças pobres. Saber compreender que o ser humano erra e que o poder está mais perto do erro do que dos acertos, e também, estão bem mais próximos das atitudes morais e éticas do que um alto QI. Entender que para realizarmos coisas dependemos de outras pessoas e saber chegar à conclusão de que poder = hipocrisia. Na verdade, é tudo uma construção social. Por incrível que pareça, o desespero pelo poder é uma negação de humildade, e consequentemente, a humildade é irmã do poder. Já se dizia que “o desejo tem duas formas de humilhar você: um é impedindo que você o realize, e dois é realiza-lo. ” Eu olho para essa histeria prepotente, essa história de que o poder resolve tudo, como se realmente eu estivesse em uma plateia assistindo a um teatro.

Jantando em um restaurante com um amigo, ele me diz: – Mari, acredito que a sociedade não entende que autoridade não quer dizer autoritarismo, e não entendem também que, as pessoas para construírem um poder real, precisam de “tempo. ” Onde você acha que vamos chegar?

Eu particularmente adoro esses jantares com essas conversas filosóficas e herméticas (risos). Respondi: – O que vou responder você não conta para ninguém por favor? (risos). O poder não é para todo mundo e nem para qualquer um. E mais, eu dizendo isso, estou afirmando, consequentemente, uma desigualdade. As pessoas experimentam fórmulas, fórmulas e mais fórmulas e não chegam a lugar nenhum. Na verdade, é sair do “eu não sou único e preciso fazer algo para mudar isso para mim”. Já ouvi uma pessoa de extremo poder dizer que humildade não é pensar menos de você mesmo, humildade é pensar menos em você. Isso me fez pensar muito onde minhas habilidades terminam e uma enorme diferença por ser o centro das atenções. Na verdade, nunca fui o centro das atenções, existem outras coisas e pessoas que são o centro da minha atenção. Por isso o mundo está cheio de pessoas estranhas e egoístas. E quando digo isso, não é para a pessoa se doar ao ponto de se anular. Falo para um ser humano REALMENTE perceber o outro ser humano. Se você perceber o outro ser humano como parte da existência no geral, você já tem um poder. Temos que compreender que quando pensamos sobre nossa identidade, certamente nossa identidade não é o que temos e não é o que fazemos. Não somos quem amamos e nem quem nos ama. Quando olhamos para pessoas poderosas, que realmente transcenderam algo imensurável, não o julgue pelo poder, o julgue pela humildade que o fez e faz ter poder. Se você conseguir fazer isso, você conseguirá não só mudar a essência de muitas situações, mas ter o poder diante de muitas também. É um discurso muito socrático, mas ainda acredito em Sócrates. De modo semelhante, somos todos integrantes dessa vida aqui. A pessoa torna-se poderosa por intermédio do conhecimento autorealizado.

Sim!!! Tudo isso foi dito no jantar…

Com carinho,
Mariana

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