Muitas vezes a positividade se confunde com a mulher. Se tivéssemos que escolher um sentimento que define bem a mulher através dos tempos é a esperança. A mulher é aquela pessoa que traz a luz quando a maioria das coisas parecem não funcionar, quando as catástrofes ameaçam se unir às relações, quando as pessoas se afundam em decepções do cotidiano e tem maior facilidade em ser flexível do que os homens.

Felizmente, o papel da mulher através dos anos se modificou bastante e existe um aspecto que só tem mudado para melhor: a mulher quer cada vez mais ocupar e ampliar o seu espaço. E o mais interessante, é que a mulher pós-moderna não chega para “ocupar” um lugar, e sim para fazer com que esse lugar seja tatuado e ampliado com criatividade e determinação.

Desde sempre a mulher cuida da casa e da família e com isso, aprendeu que ela pode não só cuidar da casa e da família, como também cuidar de outras coisas, ter outros afazeres. Ou seja, o mais importante é que a mulher descobriu que ela tem uma CASA INTERNA que se chama independência e resolveu “iluminar” essa casa interna cada vez mais fazendo florescer suas potencialidades, seus desejos, suas vontades.

Muitas pessoas já me questionaram à respeito da angústia que a maioria das mulheres sentem em diversos períodos na vida, (o que não é tão constante no homem); e sempre respondi à essa pergunta com uma frase: A questão é que a  mulher deve entender que ela tem que colocar expectativa em relação ao que realmente cabe à ela e praticar o feminismo. Em meu consultório chamo muito atenção para isso, para o aspecto de determinar coisas, de deixar a submissão de lado para ter uma boa autoestima e ter um autoconceito seguro.

Não existe nenhum problema em se doar para o outro, em cuidar da casa, cuidar dos filhos, da família… O problema é você se tornar dependente dessas situações e se acomodar naquilo. Se permitir fazer outras coisas ao invés de ficar presa na Senhora Amélia.

Sabe-se que existem mulheres que são ótimas mães, são ótimas esposas e fazem um ótimo trabalho, como também, sabe-se que existem mulheres que estão no trabalho e sentem uma culpa muito grande por não estarem no lar, ou seja, o nosso grande juiz é a nossa cruz. Isso pode gerar depressão porque a pessoa começa a acreditar que nada que ela faça vai conseguir alcançar essa “necessidade”. E se a mulher acreditar fidedignamente nisso, ela começa a ter certeza de que não vale a pena ter certo tipo de atitude, o que acarreta a desmotivação. Sou EXTREMAMENTE a favor de que a mulher tome a rédea da vida dela EM QUALQUER SITUAÇÃO. Tenho alguns pacientes homens que me chamam de feminista. E por quê não ser? Até porque não consigo enxergar o contrário.

As mulheres entram em conflito com elas mesmas, porque construir um perfil de liderança não é da noite para o dia, e algumas, tentam isso o tempo inteiro e nem sempre da melhor maneira. A liderança é algo que deve ser construído e inclusive reconhecida.  O interessante que é existem alguns homens que se sentem inseguros com toda essa liderança. Muitos caem nessa armadilha e acreditam que as mulheres às vezes estão indo longe demais. Doce ilusão.

As mulheres têm uma estratégia de “Gandhi”, a estratégia da paciência e isso faz com que elas tenham algumas atitudes que são mais pacíficas. Elas têm a tendência, na verdade, a pensar mais no outro, a se colocar mais no lugar do outro. O homem já é um pouco diferente. Ele não quer perder seu espaço, tem uma regra interna muito forte de que ninguém pode tomar seu lugar o que faz com que eles acreditem que devem colocar “espaço” nos outros. E as mulheres independentes não suportam isso.  A mulher precisa exigir o direito dela de ser feliz.. O homem tem que vir para somar, para ajudar a mulher a encontrar sentido na vida dela. Ele tem que entender que ele é não o PILOTO DA SITUAÇÃO,  e sim que ele é o COPILOTO. Não é ele que dita as regras. Isso é 1911.

Para concluir, é uma mudança de paradigma que deve ser aceita, e quanto mais rápido for aceita, mais fácil as coisas se tornarão para os dois lados.  As mulheres que desejam se revelarem verdadeiras líderes ou verdadeiras mulheres pós-modernas poderiam refletir sobre tudo isso e ir em frente. E se precisarem de meu apoio ou orientação, podem ter certeza absoluta que estou A DISPOSIÇÃO.

Com carinho,

Mariana
Especialista em Terapia Cognitiva FMUSP
Especialista em Psicologia do Esporte – Unb
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Instagram: mariximenesribeiro

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