EXCLUSIVO – Os portões do Parque Multi Uso da Mina do Padre Victor em Três Pontas foram abertos já era noite, mas por causa do horário brasileiro de verão, ainda estava claro. A estrutura estava toda pronta, a menor de todos os outros anos e os músicos já passavam o som.

Começava o dia mais importante e esperado da 6ª edição do Festival Música do Mundo, com uma maratona de shows, misturado aos ritmos musicais que tem manifestações muito fortes com a cultura trespontana.

Ao chegar encontraram a Orleans Street Jazz de São Paulo tocando e se preparando para fazer uma participação ao vivo em uma emissora de televisão. Ainda eram poucas pessoas que ficaram deslumbradas com a performance dos músicos. Dalmo Di Napoli por exemplo, tocava um washboard, que segundo ele nada mais é de que uma tábua de lavar roupa. ‘Instrumento’ que era usado há mais de 100 anos quando não existia bateria e era o principal acompanhamento das bandas de jazz de rua, mas que hoje são incomuns à música brasileira. Obviamente está bem mais incrementado com acessórios que de forma lúdica emitem som e uma referência musical.

Banda Orleans Street Jazz de São Paulo chamou a atenção pelo estilo e os instrumentos
Banda Orleans Street Jazz de São Paulo chamou a atenção pelo estilo e os instrumentos

dsc01608De acordo com Di Napoli (foto), a banda que tem 10 anos toca o jazz de rua da década de 10 a 30, mesclando estilos atuais com uma pegada brasileira, que inclui até o funk. E apesar do estilo antigo, não tem quem não curta, ainda mais que os seis componentes da Orleans tocam no chão, a toada nos instrumentos se torna mais visível demonstrando o talento que eles tem, mas a riqueza de detalhes se perde por causa de uma acústica.

No palco, começava um tributo aos anos 80. Os jovens trespontanos que formam a Marginália com um ano de formação tocou velhas canções com seus vocais inconfundíveis. Depois veio Kamy e uma turma bem conhecida, Milton Lima, Helbert Gama e seus convidados – Maurinho Marques, Lidiane, Elisângela e a sua parceira fiel de palco Natasha.dsc01701

A esta altura o frio já castigava, mas não desanimava o público. Quem foi mais preparado como o casal de administradores Frederico Nogueira Belato e Aline de Brito (foto) permaneceu no show até o fim. Eles levaram cadeiras portáteis e curtiram o bom momento a dois juntinhos.

De São Carlos (SP), a Groove de Bamba resgatou os clássicos da funk/soul music por meio de releituras, agregando uma linguagem mais moderna ao som, com influências de James Brown, Tim Maia, Stevie Wonder,  Ed Motta, Aretha Franklin, Sandra de Sá, Jorge Ben, entre outros.

Dudu Lima Trio relembrou canções tradicionais da Música Popular Brasileira, como Flávio Venturini. A sua guitarra misturada a outros instrumentos, ganhou mais aplausos quando ele abandonou o palco e foi tocar no meio do público. Imediatamente Dudu foi rodeado pelos fãs que aproveitaram aquele momento único para fazer selfie’s e registrar tudo.

Quando ele anunciou a participação do músico e regente trespontano Wagner Tiso no seu show, quem estava mais atrás chegou a frente para ver mais de perto um grande ídolo. Wagner que ganhou o mundo dedilhando, relembrou canções e trilhas como Cafezais sem Fim e a todo momento era aplaudido fervorosamente. Depois que encerrou sua participação ele desceu e viu outras apresentações junto a familiares. Rapidamente falou à Equipe Positiva, que gosta muito de tocar em Três Pontas. “Aqui é minha cidade, sou sempre bem recebido e presenteado quando sou convidado para tocar para o povo da minha cidade”, disse Wagner.

Antes de Zeca Baleiro, veio a turma da Banda O Bando, com o melhor do rock clássico. Seus componentes são membros da Banda Ummagumma, Cover do Pink Floyd Cover, do vocalista Bruno Bad Boy.

Já era tarde, quando Zeca Baleiro subiu no palco. O show mais aguardado fez todo mundo esperar e, quem permaneceu no Parque da Mina não se arrependeu. Zeca com seu estilo inconfundível, relembrou as canções que fizeram muitos casais de juntarem, relacionamentos se firmarem e romances serem assumidos.

A Polícia Militar não registrou nenhuma ocorrência no evento. O Festival Música do Mundo contou também com um grande efetivo da Guarda Civil Municipal (GCM), que permaneceu durante todo o tempo no Parque Multi Uso.

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