Luciano Reis Diniz, é trespontano, filho do ex-prefeito João Vicente Diniz e formado em Direito desde 1998. Pós graduado em processo civil pelo UNIS-MG, foi presidente coordenador do PROCON entre 2005 e 2008. Presta serviços de assessoria jurídica a vários anos para a Cocatrel. Ocupou a presidência da subseção de Três Pontas por dois mandatos entre 2010 e 2015. Conseguiu em dois mandatos, a instalação da 3ª Vara Criminal na Comarca com o apoio da ex-prefeita e ex-presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais, Adriene Barbosa de Faria Andrade. Foi em seus mandatos que os advogados conseguiram instalar a Sala do Advogado no Presídio do município. A Sala do Advogado também no Fórum Dr. Carvalho de Mendonça, foi reestrutura melhorando as condições de trabalho do profissional e de atendimento aos reeducandos.

Foi diretor do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Três Pontas (IPREV), entre janeiro 2017 a abril de 2020 e consegui implantar o COMPREV, que conseguiu recuperar recursos financeiros ao instituto no montante de cerca de R$1 milhão. Com apoio do Poder Executivo e aval da Câmara Municipal, conseguiu um terreno para a construção da sede própria do Instituto que desde sua fundação paga aluguel. Dr. Luciano Diniz nos recebeu para uma entrevista para abordar vários assuntos.

Luciano como você começou a sua carreira profissional depois de se formar em Direito?

Quando eu era mais novo, fazia científica aqui em Três Pontas. Trabalhei como office-boy o escritório do meu irmão Daniel. Entrei na Faculdade de Direitor e me formei em 1998 e fiquei um ano em Belo Horizonte estudando. Em janeiro de 1999, voltei e me abri um escritório com o Alexandre meu sócio. Desde então,     a gente trabalha junto com o escritório de advocacia, conquistamos clientes e criamos oportunidades de trabalho, fazendo uma parte social no fórum e me envolvi com advocacia.

Porque você escolheu a advocacia?

Acredito que seja um dom, pois eu sempre gostei desta área. Eu tinha um tio advogado, chamado de Dr. Olavo Diniz, com quem tive uma ligação muito boa e sempre gostei dessa área. Talvez seja por causa do meu pai, que sempre foi um homem público e sempre ouvi as pessoas elogiando a sua gestão na época. Eu mesmo lembro pouco porque era criança, ele entrou prefeito em janeiro de 1977 e eu nasci em maio de 1976.

O que as pessoas falam da administração do seu pai?

Ouço dizer coisas positivas de seu mandato. As obras falam por si só, as coisas que ele fez no período são coisas que estão na cidade até hoje. Apesar de ter passado mais de 40 anos, as coisas que a gente faz e deixa um legado não se apaga.

Luciano você também foi diretor do Iprev. Como foi esse experiência neste instituto tão importante?

Quando eu fui convidado para esse cargo eu relutei bastante, porque eu tive que me afastar um pouco da advocacia, justamente porque advocacia é minha vida e minha profissão. Mas eu tive coragem de enfrentar e realmente é muito difícil porque o Instituto de Previdência é uma autarquia autônoma. A gente tem orçamento autônomo e responsabilidade independente do prefeito. Trabalhamos pensando no bem público com e com transparência, que considero ser básico na administração pública. Mesmo com a mudança de prefeito continuei como diretor pois tive a confiança do prefeito Marcelo Chaves. Convive com ele esse período e sempre honrou sua palavra com o Iprev e comigo.

A experiência que você teve a frente do Iprev foi válida para sua carreira profissional?

Foi muito válida e agradeço muito esta oportunidade. A gente que é advogado ao assumir um cargo como este que tive o privilégio, acabamos tendo envolvimento em várias áreas do setor público, principalmente o Iprev que é o lugar que se movimenta muito dinheiro, a responsabilidade é muito grande porque o futuro do servidor está nas nossas mãos.

Falando de seus dois mandatos a frenta da subseção da OAB, foi neste período em que foi instalada a 3° Vara na Comarca. Você teve participação nesta conquista?

Quando quis ser presidente da OAB, me dispus a trabalhar e honrar o cargo que meus advogados a mim confiaram. É um cargo que não tem remuneração, e um dos objetivos que me ingressei à presidência foi justamente este. Eu sempre tentei batalhar para instalar a 3ª Vara porque os advogados tinham dificuldades muito grandes de ver o resultado final dos processos judiciais. Graças a Deus por eu ter uma ligação boa com a ex-prefeita Adriene Andrade, que foi presidente do Tribunal de Contas e na época, nos deu uma ajuda monstruosa nesse sentido. Tanto que Três Pontas foi a única cidade no estado de Minas Gerais que teve a criação de uma Vara criminal, que desafogou os outros dois juízes para processos cíveis.

Isso foi benéfico para acomunidade?

Principalmente para comunidade, por que quem que precisa da justiça, é o cidadão que busca pelos seus direitos. A justiça com mais uma Vara é mais rápida, e a criminalidade, com isso tende a diminuir. As pessoas que cometem delitos são julgados com mais serenidade e então a justiça se torna mais séria”

Qual é a visão que você tem da cidade?

Eu acredito que a cidade está em um momento bastante positivo. Apesar dessa pandemia que é mundial, que está gerando consequências que vão gastar anos para se recuperar, eu acredito que através de uma gestão séria, compromissada com a coisa pública, com o bem estar de todos os cidadãos estamos no caminho certo.

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