Fotos: divulgação redes sociais

 

A fronteira do conhecimento já foi cruzada. Os alunos da Escola Estadual Monsenhor João Batista da Silveira, chegaram em Três Pontas na última terça-feira (23). Ao todo, 10 alunos do 8º ano, viajaram para a Tailândia, mais precisamente para região norte do país, na cidade de Chiang Mai. Toda a viagem e a oportunidade de conhecer outro país, foi ofertado após a Escola conseguir um convite para participar da Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras.

Na Escola Monsenhor, foram escolhidos 15 alunos ao todo, de cada ano do ensino fundamental, tanto do 6º, 7º, 8º e 9º ano. A escolha foi baseada em critérios pré-estabelecidos e que levam em consideração o desempenho dos alunos, tudo isso pautado pela professora Tamires Brito. Esses alunos participaram das etapas que antecederam a etapa internacional, acabou que o excelente desempenho, a escola e os 15 alunos foram solicitados a participar do pleito que seria na Tailândia. Feita a digressão, somente 10 alunos, mais a professora Tamires Maria Brito Silva e a diretora, Rosiane Aparecida Domingues Brito, foram ao país asiático.

Olimpíada Internacional de Matemática

Antes de mais nada, só foi possível embarcar nessa viagem ao conhecimento, graças ao apoio de algumas empresas e pessoas. O custeio todo, ficou em R$ 120 mil e conseguir o montante não foi fácil, mas com a mobilização do município na causa, tudo foi possível. Diferentemente das provas aplicadas no Brasil, na etapa internacional, as provas eram individuais e em inglês e foram aplicadas no último sábado (17). A prova foi feita por eles às 14 horas no horário da Tailândia. No Brasil era 4:00 da manhã.

Por falar em prova e horários, a professora Tamires, conta como foi as particularidades da prova e de todos os “ingredientes” tailandeses. “A prova foi muito difícil. Eles tiveram 90 minutos, ou seja, 1 hora e meia para resolver 25 problemas de matemática. Fazendo as contas tinham três minutos para ler, traduzir, interpretar e passar para o gabarito de cada questão. Inclusive foi a primeira vez que eu vi esse tipo de gabarito, além da alimentação que atrapalhou bastante. Tinha o fuso horário. A Tailândia tem 10 horas a mais em relação ao horário do Brasil”, conta a professora de matemática que vibrou bastante com a conquista de seus alunos.

Falando nisso, a aluna Mariana Naves Tana, conquistou o bronze com sua pontuação, fora outros seis alunos brasileiros que também ficaram com o 3º lugar. Mariana, aluna da Escola Monsenhor, soube da conquista no avião, curiosidade a parte, devido a logística e a compra antecipada de passagens de volta. Mariana não pode estar presente na premiação que ocorreu na segunda-feira (19) em Chiang Mai.

Ainda sobre a prova, a professora relata as “queixas” que os alunos fizeram sobre a difícil, mas não impossível, prova que rendeu a escola uma medalha de bronze. “Eles reclamaram do tempo que tiveram para fazer a prova. Que estavam com muito sono por causa do fuso horário e que estava muito difícil, falei que era pra manter a calma. Que eu confiava em cada um que estava lá. Não era pra perder tempo em apenas uma questão”, revela Tamires.

Para fazer jus a ida dos alunos a Tailândia, as empresas e instituições que fizeram valer os valores sociais foram: Cocatrel, TP Net, ArtVac, Lassane, Supermercado São José, Lagotela, Loja Maçônica “Luz e Caridade”, Associação Comercial e Agroindustrial (Acai-TP), Associação Padre Victor, Associação dos Professores, Prefeitura e Câmara Municipal de Três Pontas. Todas, sem nenhuma exceção, contribuíram para alavancar esse sonho que se tornou realidade.

Conquista que vale ouro

A conquista não é só a nível de performance, mas também em níveis pessoais e sociais. Conhecer outra cultura, outro país, se desafiar, é uma viagem ao conhecimento que o tempo não apaga. Tanto a direção da escola, aos professores, aos alunos, pais e aqueles que contribuíram, todos trabalharam em conjunto e em prol de uma conquista maior, a riqueza de se promover novas perspectivas.

Nas palavras da professora que vivenciou cada segundo com os alunos, fomentar a matemática e dar a eles protagonismo, é o essencial. “Eles serão um exemplo para os outros. Desde que me formei eu acredito que temos que incentivá-los a gostar de matemática e a participar de competições. Mostrar que quem faz a escola é o aluno. E que aluno de escola pública pode ser tão bom, quanto aos de escola particular” conta a “idealizadora” da ideia de unir os alunos para a Olimpíada.

A Escola Estadual Monsenhor João Batista da Silveira, desempenha um papel importante. O colégio tem participado ativamente de eventos e tem deixado sua marca. A escola de Três Pontas teve três medalhas em âmbito estadual, sendo elas de ouro, prata e bronze, e em âmbito nacional, prata e bronze. A equipe que mais se destacou foi a do 8º ano que acabou conquistando a prata na fase nacional. O sucesso não vem de hoje. Para chegar a Tailândia não foi fácil, certamente o trabalho e o talento utilizado de uma forma assertiva, foi o que mais contribuiu e ao mesmo tempo, é um indicativo que mais frutos serão colhidos.

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