Secretaria de Educação planeja retornar aulas presenciais no sistema híbrido em março

A Secretaria Municipal de Educação anuncia que o ano letivo de 2021 começa oficialmente nesta segunda-feira (08), de forma remota. Uma portaria nomeou uma comissão para tratar sobre a questão da educação em tempos de pandemia. Integram o grupo, membros das secretarias de Educação, Administração, Cultura, Saúde, Vigilância Epidemiológica, representantes das escolas municipais, de pais, Conselho Tutelar, Conselho do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e do Conselho Municipal de Alimentação Escolar.

Serão 200 dias letivos incluindo os dias que ocorreria o Carnaval, que se inicia como foi quase todo o ano de 2020, na modalidade à distância, com atividades não presenciais e término em 17 de dezembro de 2021.

Professores, diretores e especialistas receberam instruções. Nestes dois primeiros dias – segunda e terça-feira, será realizada a entrega das atividades impressa. Os professores gravarão vídeos que serão divulgados nos grupos de whatsapp, se apresentando aos pais e explicando às crianças como será o início do ano letivo de forma diferente. A entrega será feita inicialmente uma vez ao mês e não semanalmente, como estava ocorrendo, uma vez que, o índice de transmissão de Covid-19 ainda é alto.

De acordo com a secretária de Educação Mariane Pimenta Silva Ávila (foto), ainda não é possível determinar quantas crianças estão matriculadas na rede pública municipal, uma vez que ainda estão sendo feitas matriculas, até por causa do fechamento de duas escolas particulares, a Escola Positive e Peixinho Vermelho. Em 2020 foram 4.780 estudantes e a previsão é que fique em torno disso.

Já para as crianças menores matriculadas nos centros municipais de educação infantis, também receberão as atividades por aplicativo de mensagens. Os vídeos serão produzidos e postados pelas educadoras, com brincadeiras, jogos e o que se orienta no currículo mineiro referente à educação infantil. As creches tem 1.200 crianças matriculadas para este ano.
Aulas presenciais devem voltar em março
Deve ser definido no fim do mês de fevereiro, pela Comissão, a volta dos estudos presenciais, na modalidade de ensino híbrido, mesclando aula presencial e remota. A secretária explica que 50%, ou seja, metade dos alunos vão para a sala de aula, enquanto a outra estuda em casa as mesmas atividades. As salas terão em média apenas entre 10 e 12 alunos por semana, em forma de revezamento, mas os professores estarão todos os dias na escola. A turminha que estiver na escola, terá na sexta-feira, uma explicação do que vai ser realizado por eles em casa na próxima semana. Os estudantes irão levar as tarefas de casa, sem ter a necessidade dos pais irem buscá-las. Os estudos serão revisados e corrigidos pelos professores, avaliando o que foi aplicado nas atividades remotas. A modalidade de ensino híbrido, tem previsão de acontecer a partir de 1º de março, considerando que a taxa de contaminação de Covid-19 esteja baixa. “Nós estamos querendo muito que isso ocorra, porque entendemos que os alunos precisam voltar para as escolas, mas que tenhamos segurança em relação a saúde das crianças e dos profissionais e por isto a situação será avaliada, esclarece Mariane Pimenta”, solicitando que as pessoas se conscientizem, ficando mais casa, não promovendo aglomerações para que a situação seja favorável as aulas presenciais.

Para a volta do ensino em sistema híbrido, a Secretaria de Educação já se preparou. Adquiriu todos os EPI’s necessários e obrigatórios, como máscaras para alunos que não tenham condições, totens com dispenser de álcool em gel e termômetros. Foi montado um protocolo de biossegurança com aferição de temperatura, medidas de higienização constante, entre outras medidas fundamentais para a saúde de todos.

A secretária admite que não sabe como as crianças irão se portar e reagir diante desta nova realidade, sem poder brincar e tocar nos outros coleguinha. “Será um aprendizado para todo nós e estamos preparando para que seja de forma tranquila. Estamos pensando no pedagógico, mas também no psicológico, que ficou prejudicado ao longo de tantos meses, acrescentou Mariane.

Como a Covid-19 é uma doença ainda desconhecida, com reações incertas, por isto, provoca medo em milhões de famílias. Muitas podem não quer enviar seus filhos quando eles puderem voltar a frequentar as salas de aulas. Quem não quiser, assinarão um termo de responsabilidade, porém, terão que buscar as atividades na escola e estar realizando com as crianças. “Não podemos impor isso neste momento, mas não podemos admitir que as crianças fiquem sem estudar. O Conselho Tutelar que foi parceiro no ano passado, motivo pelo qual integra a Comissão e juntamente com a Secretaria de Assistência Social, nos auxiliam na busca ativa”.

A secretária conclui dizendo aos pais, mães e responsáveis que estão se preparando para o retorno, mas contam principalmente com o apoio das famílias, no que se diz respeito aos protocolos sanitários do Covid-19.

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