Professores e profissionais da educação foram chamados a frente e homenageados. Fotos: Equipe Positiva

 

A Associação Regional dos Engenheiros Agrônomos (AREA) abriu as portas da Central de Recebimento de Embalagens Vazias de Defensivos Agrícolas de Três Pontas, para a celebração do Dia Nacional do Campo Limpo 2019. A comemoração que acontece todos os anos em 18 de agosto, já reuniu cerca de um milhão de pessoas em todo o Brasil, desde a sua primeira edição em 2005. Este quando comemora o seu 15º aniversário, as ações foram realizadas na sexta-feira (16) e teve como tema “Juntos semeando o campo limpo”.

Como todos os anos, estudantes das escolas municipais e particulares participaram de um dia inteiro de atividades. Eles chegaram e junto com professoras e convidados acompanharam a cerimônia de abertura, que contou um pouco da história da Central. Inaugurada em maio de 2002, conta atualmente com 885 metros quadrados de galpão fechado, onde são depositados as embalagens entregues pelos produtores rurais.

O maior entusiasta deste projeto, é o presidente e fundador da Area, Roberto Felicori Rodrigues. O sonho de ter uma Central na cidade começou a mais de 20 anos, um ano antes da lei que originou o recolhimento das embalagens. Graças ao envolvimento da comunidade e a conscientização dos agricultores, produtores, a Central de Três Pontas já recolheu mais de três mil toneladas de embalagens que vieram também da região. Foram mais de 140 mil quilos somente este ano. “A gente sabe que o programa vai avançar cada dia mais, mas é preciso deixar claro que quem faz o programa é a comunidade”, opinou Felicori.

Ele afirmou em tom de despedida, que está prestes a concluir sua missão a frente da Central e desabafou que a devolução é um sucesso no Brasil inteiro e atualmente passa por uma reestruturação buscando encontrar outros caminhos nesta questão de gestão compartilhada. “Espero que ela seja para melhor e que a ganância financeira, os problemas e as vontades particulares não sobreponham a importância da educação ambiental”, comentou.

Autoridade política, apenas o presidente da Câmara, vereador Maycon Douglas Vitor Machado compareceu representando o Poder Legislativo. Ele discursou agradecendo o trabalho realizado pela Central e a comemoração do Dia do Campo Limpo, que abre suas portas e busca aumentar a conscientização das crianças, envolvendo as escolas e as professoras, através deste programa que cuida do meio ambiente e busca manter o campo limpo, retirando dele estas embalagens que são nocivas.

Alunos premiados

Estudantes das escolas municipais e particulares participaram de um concurso de redação e desenhos alusivos a data, com o tema “Como posso fazer minha parte na gestão de resíduos”? Eles mais uma mais exerceram a mente e colocaram no papel tudo o que vem apreendendo com os professores na sala de aula e fora dela. Os vencedores da disputa receberam presentes oferecidos pela Central. Foram três em cada categoria.

O grupo teatral Artimanha apresentou uma peça com o tema “O planeta somos todos nós”. Reuzito e Cientito mostraram que as crianças tem papel fundamental na preservação do meio ambiente, de várias formas, uma delas é reciclando e não jogando no lixo ou na natureza o que pode ser reaproveitado.

A dupla que animou a manhã das crianças, chamou a frente todas as profissionais da educação e as homenagearam.

Dilson Reis tem trabalho reconhecido

O presidente da AREA e fundador da Central, Roberto Felicori entregou placa ao produtor rural Dilson Reis

Um dos produtores rurais de café mais tradicionais, foi homenageado durante a cerimônia. Como é feito todos os anos, um produtor é escolhido pela sua atuação em prol da devolução das embalagens de defensivos. Em 2019, o escolhido foi Dilson de Barros Reis. Ele é natural de Três Pontas, tem 82 anos, é viúvo e foi casado com Ilza de Oliveira Reis, durante 53 anos. É pai de três filhos, Leandro, Leilson e Giovane. Tem três netas, Giovanna, Marianna e Carolinna.

Iniciou suas atividades mais ou menos aos 15 anos de idade, na Fazenda Boa Vista de seu pai, a Anésio Campos Reis, na região do armazém em Três Pontas.

Ao longo do tempo plantando café, em meados de 1973, adquiriu uma propriedade em, Três Corações, onde não havia nada e todos na época achavam uma loucura ir para esta região, mas hoje é um grande centro de agricultura no Estado de Minas Gerais. Hoje, todas as suas quatro propriedades, em Três Corações, São Bento Abade e Três Pontas, são administradas pensando na área gerencial, agronômica, social e ambiental. Na época da safra emprega 350 pessoas e foram dela, mantém cerca de 150 trabalhadores.

Ao entregar a placa que materializa a homenagem, Roberto Felicori o chamou de “homem de referência” e agradeceu pelo seu trabalho pujante na agricultura. “Esta é uma singela homenagem ao senhor que se estende a seus familiares”, disse Felicori.

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