A Câmara Municipal retornou do recesso parlamentar nesta segunda-feira (03), com uma sessão marcada pela votação de projetos importantes do Poder Executivo. Ao todo a pauta foi formada por cinco projetos, sendo que 4 foram inseridos atendendo um pedido do vice presidente vereador Antônio Carlos de Lima (PSD). Os projetos chegaram na Casa Legislativa poucas horas antes, mas os parlamentares aceitaram o pedido de votação em carater de urgência.

Vereadores cobram providências quanto aos furtos no Cemitério

A volta de uma frequência de furtos registrados no Cemitério Municipal foi assunto de vários vereadores ao utilizarem a Tribuna da Câmara durante o Pequeno Expediente. Roberto Donizetti Cardoso (DEM), disse que os moradores que moram entorno do Cemitério estão incomodados e familiares que tem as imagens e peças furtados indignados. Segundo ele, se tem os furtos é porque há quem compra e as autoridades precisam tomar providências.

O vereador Geraldo José Prado (Coelho – PSD), acrescentou que passou da hora de se tomar providências porque os crimes no Cemitério se tornaram vergonhosos. Ele cobrou ação das polícias Militar, Civil e da Guarda Civil Municipal, já que são pelo menos cinco furtos sem respostas. A cobrança de Coelho também é em relação a situação do trânsito. O parlamentar disse que o povo está pedindo a muito tempo, diariamente, a colocação de passagens elevadas de pedestres e o município, de acordo com ele, não quer atendê-los. Tem ruas em que os veículos estão correndo demais e a Prefeitura não pode esperar morrer alguém para tomar providências. “A Administração está com dinheiro, está fazendo obras em vários locais. Se o povo quer as faixas elevadas, a Prefeitura tem que fazer”, desabafou Coelho.

O vereador Érik dos Reis Roberto (PDT), disse que uma medida que seria interessante é fazer a vigilância monitadora por câmeras de segurança, o que serviria para identificar os ladrões que agem sempre de madrugada no Cemitério. Ele também já enviou do seu gabinete, sugestões em relação ao isso.

Outra sugestão dada por ele, se refere a saúde. O pedetista indicou que a Secretaria Municipal de Saúde faça a medição da temperatura e saturação dos servidores que estão trabalhando na linha de frente ao Covid-19. Na sua fala, mencionou preocupação com os funcionários do Pronto Atendimento Municipal, Santa Casa, unidades básicas de saúde, PSF’s e Vigilâncias, que estão em contato direto com as pessoas. Se possível, Érik deseja que todos os dias preencham um questionário, expondo como passaram as últimas 24 horas, se tiverem algum sintoma suspeito de Coronavírus para acompanhamento.

O presidente da Câmara Maycon Douglas Vitor Machado (PDT), lamentou a morte do radialista e vereador em Varginha Carlos Costa. O vereador varginhense faleceu nesta segunda-feira e estava internado desde o dia 18 de julho, com problemas respiratórios. Durante o período que esteve internado, Carlos passou por diversos exames que reafirmaram seu delicado estado de saúde e identificaram uma mancha no pulmão e uma infecção. Além de todos os problemas que Carlos já estava enfrentando o vereador fez exame para Covid-19, e o resultado positivo saiu na noite de domingo (02).

Maycon também mencionou sobre as passagens elevadas de pedestres. Pediu que a Secretaria de Transportes e Obras faça um estudo minucioso quais ruas são prioridades, porque alguns pedidos é para um ou outro morador, mas tem vias que estão realmente precisando e o povo cobra todos os vereadores por isto.

Recursos para obra em escola, quadras poliesportivas e combate ao Covid-19

O projeto que já estava na pauta foi votado primeiro, até mesmo porque em ordem numérica ele teria que ser discutido primeiro, mas não houve debates. O recurso é na ordem de R$250 mil, repassados pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, que serão destinados à reforma com cobertura de quadra esportiva e sanitários da Escola Municipal João de Abreu Salgado. Para isto, existe a necessidade de uma  anulação de dotação do orçamento de R$1.053,06, para contrapartida. O projeto foi aprovado por unanimidade.

Depois foram em votação os projetos inseridos no início da reunião, que nem todos concordaram com a inclusão, mas que a maioria aprovou. Eles já haviam sido analisados pela Assessoria Jurídica e receberam pareceres favoráveis, apontando legalidade. O primeiro da lista foi uma abertura de crédito adicional especial no valor de R$ 468.756,25, sendo de R$ 420.200,00 de recursos a serem repassados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional de emenda parlamentar, para o recapeamento de vias urbanas e drenagem da Avenida Nossa Senhora D’Ajuda e R$48.556,25 que será de contrapartida do município.

O segundo, foi abertura de crédito adicional suplementar no valor de R$166.394,35, sendo que R$ 29.394,35 vieram de multas de trânsito, outros R$137 mil de anulações de dotações do orçamento, com alteração de emendas impositivas dos vereadores Maycon Machado, Benício Baldansi e Marlene Lima, visando a construção, reformas e ampliações de quadras poliesportivas urbanas e rurais.

O terceiro projeto incluso, votado e aprovado por todos, se trata do convênio entre o Estado de Minas Gerais que faz o Município repassar de R$ 35 mil para a manutenção das atividades da Polícia Militar.

O quarto e último foi o que os vereadores fizeram mais menções, pois se trata de um montante considerável que Três Pontas está recebendo para tratar da Covid-19. São no total R$3.833.406,65, repassados pelo Ministério da Saúde, que disponibilizou recursos para enfrentamento de emergência de saúde pública decorrente do Coronavirus, através de três portarias.

O vereador Érik comentou sobre o vídeo que fizeram no Pontalete, do movimento e aglomeração na orla do Lago. Ele admite que as pessoas estão cansadas do isolamento, mas pregou que elas precisam ter responsabilidade, principalmente os jovens que acham que não vão pegar a Covid-19. Antônio do Lázaro afirmou que ninguém está protegido, independente da cor, classe social, ou mesmo idade, mas que a maioria não está se importando. Antecipa que depois se ficarem doentes, não podem por a culpa na Prefeitura ou no Hospital por causa da falta de vaga de leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O projeto foi aprovado por unanimidade.

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