Por Loui Jordan

O último jogo do Campeonato Mineiro terminou com a conquista do bicampeonato pela Raposa. Jogando no Independência, o Cruzeiro de Mano Menezes teve dificuldade, no entanto, com o empate em 1 a 1, sagrou-se campeão mais uma vez. Foi o primeiro título dentro do novo Independência. O duelo foi marcado pela atuação “ok” do Atlético e as dificuldades para furar o bloqueio, do lado celeste. O VAR foi outro que apareceu bastante na partida, mesmo assim nada foi capaz de retirar o merecido 38º título do Campeonato Estadual da Raposa.

O jogo

No primeiro tempo o Atlético foi melhor que o seu rival. O Galo precisava de qualquer vitória para nos 90 minutos levantar o caneco. O problema é que o Cruzeiro ainda não foi derrotado no ano de 2019. Geuvânio foi uma peça importantíssima para o time dirigido por Rodrigo Santana, o meia que atuou aberto pela direita, criou boas jogadas, inclusive construiu a jogada que teve bola no Travessão de Ricardo Oliveira. O Cruzeiro tinha dificuldade pelo centro. Dodô atacou mais que Edílson, o mesmo aconteceu com Marquinhos Gabriel em relação a Robinho.

O cenário do primeiro jogo estava montado. Os mandantes ainda correram perigo no quase gol contra de Igor Rabello. Rodriguinho decepcionou na partida assim como na ida, foi bem marcado por José Welison. O único gol da primeira etapa saiu com participação de Chará. O colombiano deixou Ricardo Oliveira na cara de Fábio, o arqueiro foi bem ao defender a tentativa de finalização do centroavante, mas a bola rebatida sobrou em frente à área. Elias, que fez um bom jogo, soube ler a jogada e foi mais rápido que Dodô, de cabeça o volante fez Atlético 1 a 0, o relógio marcava 29 minutos. O primeiro tempo terminou com o Cruzeiro devendo e um Atlético mais confiante e centrado.

A etapa final começou com um susto para o Galo. Robinho cobrou falta que passou com perigo próximo ao gol alvinegro. Era nítido que a conversa de Mano com seus jogadores surtiu efeito, a questão era ajustar a pontaria. O Cruzeiro chegou, mas pareceu em alguns momentos, afobado. O Atlético tentava “cozinhar” o jogo, o time que evoluiu e não fez feio nas finais do Mineiro, se viu enclausurado com o gol de empate. Pedro Rocha, fez boa jogada pelo lado direito da defesa adversária, após concluir o lance e o juiz apontar escanteio, o VAR observou atentamente um toque de mão de Leonardo Silva. O zagueiro quando foi dar um carrinho deixou de forma arriscada, para não dizer outra coisa, sua mão no ímpeto de interceptar a jogada, a bola foi no braço, o juiz assinalou pênalti.

Fred, artilheiro do campeonato, deixou o resultado igual aos 34 minutos. Pouco antes do gol, Mano deixou sua equipe mais ofensiva, afinal de contas precisava do resultado, após o gol de empate. Mano voltou atrás e a Raposa passou a jogar com o regulamento. O Atlético não assustou o Cruzeiro, nem o contrário. O Cruzeiro mereceu ser campeão, é o melhor time e inclusive, invicto. O Galo não fez feio, em vista do que aconteceu na Libertadores, embora ainda tenha uma remota chance de Classificação. Fred termina o campeonato como artilheiro. Luan é o melhor assistente, o Cruzeiro é mais completo e precisa ficar atento a adversários com propostas mais defensivas, já o Atlético precisa ser eficaz durante todo o jogo, fora os erros de passe que pesam na equipe, enfim, Cruzeiro campeão.

Fred, destaque do Cruzeiro no título do Campeonato Mineiro. (Foto: Douglas Magno/BP Filmes)

Escalações

Atlético-MG: Victor; Guga, Igor Rabello, Leonardo Silva e Fábio Santos; Zé Welison (Alerrandro), Elias, Luan (Vinícius), Geuvânio (Maicon Bolt) e Yimmi Chará; Ricardo Oliveira. Técnico: Rodrigo Santana (interino).

Cruzeiro: Fábio; Edilson, Léo, Dedé e Dodô; Lucas Romero (Thiago Neves), Henrique, Rodriguinho (Lucas Silva) e Robinho; Marquinhos Gabriel (Pedro Rocha) e Fred. Técnico: Mano Menezes

VAR

Com reclamações dos dois lados, o VAR deu o que falar. No jogo de ida e na volta, quebras de protocolo, paralizações o tempo todo e aquele frio na barriga a cada mão levada ao ouvido pelo juiz. Faltou arbitragem de campo, o vídeo é um recurso louvável e justo para o futebol, mas a dinâmica do jogo não pode ser atrapalhada por todas as possíveis avaliações do VAR.

O Campeonato Mineiro foi muito bem disputado, ainda existem pontos a serem melhorados, um deles é o VAR. Até 2020, acredita-se que o árbitro de vídeo e o de campo, tenham uma maior sintonia, é claro que isso tudo é conversado antes de uma partida, mas o jogo foi interrompido com bastante frequência.

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