*Segundo a Polícia Civil, o número de casos registrados é grande. Todos os tipos de estabelecimentos já se tornaram vítimas e a atenção precisa ser redobrada com o fim de ano

A cuidadora de idosos, Dona Maria Ribeiro Silva registrou na Delegacia de Polícia Civil  de Três Pontas um boletim de ocorrências, como vítima.

É que ao receber um pagamento em uma agência bancária na semana passada, ela não percebeu, mas entre as notas de R$100 que ela recebeu no caixa, havia uma nota falsa.

Como faz todo mês ao receber seu salário, vai à agência trocar o cheque para depois pagar as contas do mês. Isto se repetiu na semana passada. Passado alguns dias, ela foi a um Cartório pagar por um serviço, e a funcionária percebeu a irregularidade. Dona Maria ficou surpresa e nunca tinha tido esta preocupação, ainda mais que o dinheiro estava em um banco. Ela chegou a ir até a agência, mas o gerente disse que Dona Maria teria que ter voltado na agência no mesmo dia, mas já se passou uma semana e ela acabou ficando com o prejuízo.

Nesta terça-feira (27), ela procurou a Delegacia e registrou a ocorrência. A nota foi apreendida. De acordo com o inspetor da Polícia Civil Gustavo Domingos, ela será encaminhada à perícia da Policia Federal que é responsável por investigar este tipo de crime.

Este tipo de crime está sendo registrado com frequência em Três Pontas. Desde julho, já são 9 ocorrências, a maioria das falsificações, com notas de R$100. Um bar que fica no Centro por exemplo, recebeu em poucos dias, 5 notas falsificadas de R$100, um prejuízo de R$500. Em um posto de combustíveis no bairro Ponte Alta, um rapaz pediu a um frentista que trocasse R$50. Quando o funcionário pegou a nota, respondeu que não poderia trocar porque era falsa e o suspeito saiu correndo.

O que chama a atenção é a falsificação grosseira. Muitas é fácil de ser identificada, não precisam nem de perícia para constatar o problema. São dois papéis grudados um ao outro.

O inspetor da Polícia Civil Gustavo Domingos, admite que as pessoas não tem o hábito de conferir na hora, se o dinheiro é falsificado ou não, ainda mais de um banco, mas é preciso desconfiar de qualquer estabelecimento. São vários os comércios que estão se tornando vítimas, postos de combustíveis, lanchonetes, bares, entre outros. A orientação dele, é que se utilize uma caneta que identifica se o dinheiro é falso ou verdadeiro. Segundo o inspetor da Polícia Civil, com as compras do fim de ano e o movimento maior de clientes nas lojas é preciso redobrar a atenção.

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