Loui Jordan

A Escola Municipal Professora Nilda Rabello Reis – Caic de Três Pontas vem desenvolvendo um trabalhando com uma horta de verduras e hortaliças feita nas dependências do colégio. Além de educar os alunos sobre a importância da agricultura, o terreno de plantio ajuda a cultivar conhecimento, cidadania e claro, colabora com a comunidade ao seu redor. O diretor do Caic, Celso Vitor Fernandes Junior, mais conhecido como “Marrom” e que também é professor, transcendeu o projeto e deu novos rumos a ele.

A horta

A questão da horta escolar, está ancorada em ideias que sempre visam o futuro e uma cultura de educação que semeie o empreendimento. O intuito da horta é empreender e adquirir uma renda para a escola, renda essa que está em torno de R$ 1.2 mil por mês . O dinheiro é revertido em melhorias na própria escola e consequentemente para os alunos.

É claro que o CAIC já recebe as verbas do Município e do Estado, mas na atual realidade do cenário brasileiro, não é suficiente. Criar outras possibilidades é a missão de um gestor, o que tem sido feito na escola. Pensando nisso tudo, a horta não é somente um produto do estabelecimento educacional, mas um produto comunitário. Além de doações para pessoas carentes, ela vende os alimentos que planta com tanto carinho.

De acordo com Marrom, desfrutar desse cultivo, é algo que desperta os pais e todos da comunidade. “Só que não sabemos que a nossa comunidade é carente de tudo. Nossa clientela da escola é carente e com isso despertamos nessas crianças ou até mesmo nos pais que visitam, que tenham na sua própria residência uma horta para seu próprio consumo”, conta o diretor. O fato de ter um poço artesiano e economizar com o consumo de água ter um funcionário que a Prefeitura disponibiliza para a escola, fora os clientes que são os moradores da comunidade e também os alunos, são um conjunto que fortalece essa ideia de criar algo que de frutos.

A Prefeitura tem ajuda de todas as formas que pode e disponibilizou o servidor Luciano Beto da Silva, que é o responsável por cuidar do plantio e cultivo na horta e auxilia nas várias visitas que os alunos fazem.

Alguns nomes dos produtos da horta estão desenhados na parede e escrito em libras para incentivar os alunos

A gente colhe o que planta

A horta já existia no CAIC, ou seja, o empreendimento era fazer da mesma um plantio que não tivesse “prazo de validade”. Em muitas situações, as hortas escolares não são utilizadas em sua totalidade. Segundo Marrom, ter a horta como uma espécie de “aliado”, foi o que ele pensou e executou. “Já tinha uma aqui antigamente, há 10 anos atrás. Só que eu via a possibilidade concreta de ter a horta como aliada nossa.

O próximo passo é familiarizar as crianças com a agricultura, desde o plantio, até os cuidados cabíveis com a planta. Como todas as idades e alunos do colégio estão aptos a praticar essa aula com o cultivo, tanto a Biologia, a interpretação, o estudo das plantas e cidadania, tudo isso é levado em conta no aprendizado que é revertido para os próprios alunos.

Cada idade dos alunos, possui um tipo de atividade dentro desse projeto. Para o diretor, já existe uma intenção futura que envolve é claro, os alunos. A intenção futuramente, é cada sala ter um canteiro.

Como a horta já existia, a renovação e o empreendimento em cima dela começaram em março de 2016. O mês e ano coincidem com a chegada de Marrom ao colégio. A horta tem plantado ideias e colhido melhorias e frutos que jamais perdem o sabor. A escola consome, a comunidade compra e além de tudo, o CAIC e sua direção tem renovado por completo a escola.

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