Por Loui Jordan

A missão “Mars 2020” está a todo vapor, isso porque o moderno robô Perseverance (sonda), da NASA – Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço –  em português, está cada vez mais próxima de Marte, cerca de 80 milhões de quilômetros de distância. Você pode se perguntar, qual o interesse nisso tudo? Não são poucos e muito menos interesses modestos.

O “Mars 2020” é uma missão rumo ao planeta vermelho e mais do que isso, uma exploração estratégica. Em um primeiro momento, visa-se buscar sinais de vida inteligente ou até mesmo construir uma análise sobre o passado de Marte, utilizando-se de observações oriundas da geologia e do clima. No entanto, em um segundo momento, por mais demorado, difícil e arriscado que seja, colonizar Marte é uma ideia fresca na cabeça de muitos cientistas, agências e países.

A sonda Perseverance será a primeira a viajar até Marte para armazenar amostras que pelo projeto audacioso, serão observadas aqui mesmo em nosso planeta. Compreender o passado é peça central para saber por onde começar uma colonização. O que já é sabido, é que Marte é o planeta que mais se assemelha com a Terra, além de já ter sido um planeta quente e molhado com água líquida em sua superfície, esses elementos constituem justificativas consideráveis para explorar um dos menores planetas do Sistema Solar.

A nossa charmosa Terra nos oferta oxigênio, clima habitável, pressão primordialmente adequada, alimentos, e claro, a gravidade. Mesmo assim, Marte parece um destino bem plausível para o ser humano no futuro. A humanidade, como disse certa vez o filósofo Luiz Felipe Pondé, “é um foguete que aumenta de velocidade o tempo todo indo para lugar nenhum”. Em outras palavras, não sabemos para onde esse progresso industrial e tecnológico irá levar o ser humano, podendo até prejudicá-lo, por isso, devido ao futuro impreciso do que o ser humano pode fazer com ele mesmo, Marte “é logo ali”.

Essa sonda da NASA foi lançada em 30 de julho de 2020 e a previsão de aterrisagem na tal cratera Jezero em Marte, ao que tudo indica, será em 18 de fevereiro de 2021, pouco mais de 6 meses de viagem. A missão está orçada entre US$ 2,04 a US$ 2,46 bilhões. Vale lembrar que a NASA é uma Agência Federal dos Estados Unidos da América, ou seja, não é uma empresa privada.

Não existem apenas a NASA ou interesses de ocupação interplanetária, os poderes políticos e econômicos estão dentro do jogo. Estados Unidos da América, Rússia e China são os países mais atentos e ativos no que se diz respeito em ostentar poder político e econômico, e todos eles estão engajados na causa de exploração e ocupação interplanetária.

As agências espaciais, como a NASA e a SpaceX, são as mais protagonistas quando o assunto é viagens e pesquisas. Aliás, para terminar o nosso assunto, de acordo com o CEO da SpaceX, Elon Musk, uma expedição, digamos assim, está sendo planejada para Marte, isto é, a SpaceX levará pessoas ao planeta vermelho em 2024, claro, segundo Elon Musk.

Por fim, ainda é cedo para ser otimista em relação à colonização de Marte, mas dure o que durar, as grandes potências políticas, econômicas e espaciais do mundo, não desistirão e terão tempo de sobra, até porque o tempo eles ainda não conseguiram comprar de forma literal.

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