Já comentamos recentemente sobre o feminicídio. Mas vale o alerta.

No primeiro semestre de 2019, 64 mulheres morreram nas mãos de seus companheiros e Minas Gerais e outros 104 escaparam por pouco da morte. No último domingo (14) um feminicídio ocorrido em Lavras, sul de Minas chamou a atenção. O marido de Irene Aparecida Borges 52 anos, a assassinou com golpes de um banco de madeira e facadas por não aceitar que ela sustentava a casa sozinha, já que ele havia perdido o emprego recentemente.

O crime bárbaro foi cometido na residência do casal, que estava junto há cerca de 20 anos. A pesquisadora do Departamento de Comunicação Social da UFMG, que estuda as relações entre comunicação e a violência contra a mulher, Barbara Caldeira, mostra como este caso explicita as relações de poder que permeia a violência de gênero.

“A gente não consegue conceber o contrário, a ideia de que a mulher mate o seu marido porque ela esta sustentando ela. Quando a gente inverte a situação, a gente percebe o absurdo disso e a relação de gênero fica bem demarcada”.

Ela ainda aponta para a chamada masculinidade tóxica que envolve estes crimes; “São vários casos em que a justificativa é o crime, o que indica que a mulher ainda é tida como objeto de posse do homem. Mas a gente nunca ou quase nunca vê noticias de que as mulheres mataram o parceiro após o término da relação. Isto se repete novamente e em diversas vezes. E as agressões vão ficando cada vez mais graves e mais frequente, em intervalos de tempo menores. Daí a importância de romper este ciclo o quanto antes. Grande parte dos casos de agressões físicas que chegam as delegacias, por exemplo, são casos onde já aconteceram agressões verbais, morais ou de outras formas anteriormente. Ou seja, os sinais de violência já apareceram antes das marcas na pele.”

DENUNCIE: E para denunciar casos de violência contra a mulher em qualquer lugar do país, o número é 180. Em casos de violência flagrante, a Polícia Militar também deve ser acionada. Sobre casos pretéritos, também é possível formalizar a denuncia em qualquer delegacia de polícia.

Fonte: [email protected]

Marcos Venício de Mesquita – Advogado

OAB/MG nº 52.791 / 35 9 9989-9114

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