Após descontar os adiantamentos foi apurado que o valor que faltava nos cofres era de R$41 mil

Uma das contas bancárias da Prefeitura Municipal de Três Pontas recebeu nesta terça-feira (28), um depósito de R$41.984,60. O valor se refere a quantia que faltava nos cofres do Município, durante o mandato de Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias, que foi descoberto pelo vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS) e confirmado pelo secretário de municipal de Fazenda Agnaldo Gomes Corrêa, assim que ele e o prefeito Marcelo Chaves Garcia (MDB) assumiram os cargos.

O caso ganhou enorme repercussão na cidade e as cobranças de providências de onde estaria o dinheiro, foram feitas na Câmara Municipal e também nas redes sociais. O valor apurado na época era R$48.060,53, porém, conforme explica Agnaldo Corrêa, após ser gerada a primeira folha de pagamento da atual gestão e descontados os adiantamentos feitos aos servidores, a quantia caiu para R$41.984,60. Este sim, a diferença que faltava e que precisava ser verificada, pois havia na contabilidade mas não estava no cofre, em espécie, procedimento adotado pela equipe do ex-prefeito Luiz Roberto. Apenas R$1,5 mil foram encontrados e imediatamente depositados em conta. Várias contas bancárias do Município foram verificadas mas a diferençã não havia sido encontrada.

Além da Câmara Municipal criar uma Comissão Especial de Investigação (CEI), a Prefeitura montou uma Comissão de Processo Administrativo para apurar o caso, como é feito em caso da possibilidade de qualquer irregularidade.

Ao iniciarem os trabalhos, o primeiro ato foi intimar o ex tesoureiro da Prefeitura Nicésio Campos Silva. Seria ele a primeira pessoa que poderia das notícias sobre o paradeiro deste montante financeiro.

Ao tomar conhecimento da intimação, que o chamaria a prestar esclarecimentos ao Município, Nicésio se antecipou. Seu advogado, munido de uma procuração, procurou a Prefeitura e protocolou um documento informando que iria fazer a restituição do valor.

O ex tesoureiro disse que estaria pagando pelas atribuições do cargo que ocupou na gestão anterior e pelas responsabilidades que tinha. Nicésio deixa claro que não obteve nenhum proveito patrimonial ou pessoal do dinheiro, ou seja, não ficou com este valor. Revela que fez diversos adiantamentos para servidores de diversos valores e que não possui controle e conhecimento para precisar com a exatidão necessária, já que os vales eram rotineiros. Como entre uma das medidas cautelares que ele cumpre é não poder frequentar o prédio da Prefeitura, por determinação da justiça, fica ainda mais complicado.

O ex servidor fez oum depósito identificado, no valor exato que faltava, possibilitando que o balancete fique igual a quantia em conta bancária.

Agnaldo Corrêa diz que desde junho, quando o dinheiro não foi encontrado, ele também foi bastante cobrado nas ruas. Ele tranquiliza a população de que a prática de ficar dinheiro em espécie no cofre não existe mais e não há a possibilidade deste problema voltar a acontecer.

Nicésio Campos Silva foi um dos presos na Operação Trem Fantasma, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo Varginha. Ele e outros três ex servidores foram denunciados por fraudes nos processos de compras de peças e prestação de serviços para a Prefeitura. Os desvios de dinheiro público podem chegar a R$1,5 milhão, entre 2017 e 2018. Ele ficou preso no Presídio de Três Pontas entre 15 de maio e 28 de junho, quando eles tiveram a liberdade provisória concedida pela justiça e os acusados foram soltos, mas cumprem medidas cautelares.

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