Flávia, Teresa, Cíntia, Lara e Débora, juntas do provedor da Santa Casa Michel Renan

 

“Não existe nenhum caso confirmado de Coronavírus em Três Pontas e a nossa situação é até agora tranquila”, anuncia a secretária municipal de Saúde Teresa Cristina Rabelo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia para o Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus na quarta-feira, dia 11 de março. O termo pandemia é a disseminação mundial de uma nova doença, quando uma epidemia se espalha por diferentes continentes com transmissão sustentada de pessoa para pessoa.

O município criou um Comitê de Enfrentamento de Doenças Transmissíveis, com vários profissionais da área. A Secretaria de Saúde tem servidores capacitados para que se enfrente o coronavírus, que é novo, mas segue toda a tradição de um vírus normal. Fazem parte do Comitê, além da secretária de saúde, a coordenadora da Atenção Básica Débora Helena Ribeiro, a coordenação de Imunização Lara Miranda, a coordenadora geral do Pronto Atendimento Municipal (PAM) Cíntia Scalioni e a administradora do Hospital São Francisco de Assis Flávia Rocha.

Segundo Lara Miranda, médicos e enfermeiros passaram por várias capacitações para estarem prontos para reagir caso haja casos suspeitos e um fluxo de pacientes e também para serem disseminadores dos cuidados a serem tomados. Todo dia chegam novas informações. Não há experiência com coronavírus e como ele vai reagir no Brasil.

Na próxima semana, haverá uma reunião com os servidores da Secretaria de Educação, que trabalham nas escolas e creches, que são grandes aliados e podem orientar pais e crianças. Outras secretarias também deverão receber a visita dos integrantes desta comissão e serão traçadas um fluxo de visitas em vários locais.

Os casos suspeitos que porventura chegarem aos postos de saúde ou no Pronto Atendimento Municipal (PAM), receberão uma máscara e serão isoladas dos demais pacientes o mais rápido possível, porque a transmissão é muito rápida e depois de examinado, as providências vão variar a cada caso.

Os profissionais também vão se resguardar. De acordo com a coordenadora do PAM Cíntia Scalioni, a recepção está treinada para que caso chegue alguém com algum sintoma de gripe, tosse e febre, que tenha em alguma área de risco, serão levados para o isolamento e se for identificado como suspeito, na triagem será levado para longe dos demais pacientes, já que o contato dele tem que ser o mínimo possível. Uma área para este isolamento está pronta e é a mesma utilizada na época da epidemia de Dengue.

Área criada para receber pacientes com suspeita de Coronavírus foi usada na epidemia de Dengue. Foto: Arquivo EP

A coordenadora da Atenção Básica Débora Helena, também afirma que no caso dos pontos de saúde, o paciente será levado para algum consultório separado das outras pessoas que estão sendo atendidas e vão aguardar nele o atendimento médico para ser feito o diagnóstico, onde será classificado como suspeito ou não e notificado os órgãos superiores de saúde. O Coronavírus tem suas fases de leve, moderada a grave e cada um tipo de atendimento.

Muitos desses casos no Brasil, as pessoas estão em isolamento em domicílio. Muitos vão passar pela doença tranquilamente, com um leve resfriado e poucos vão precisar as vezes de internação. E assim será em Três Pontas, nem todos os suspeitos caso apareçam, serão internados.

Porém, a secretária de Saúde Teresa Cristina, lembra que o fluxo é feito pela triagem e não basta ter uma dor de cabeça para ter prioridade no atendimento. A orientação dela, é que a pessoa que tiver uma dor de cabeça ou uma febre, deve fazer um gargarejo com água quente e sal, para matar o vírus, impedindo que ele vá para o pulmão, prevenção simples e caseira.

O Hospital São Francisco de Assis está de portas abertas para ser retaguarda para mais um enfrentamento deste problema na cidade. As equipes da Santa Casa também tem passado por treinamento interno. A administradora do Hospital Flávia Rocha, justifica que a prevenção é um modo de sensibilizar a população, com cuidados básicos, como lavar as mãos com água e sabão, ou usar álcool gel. A máscara só é utilizada quando for recomendado pelo profissional de saúde. Não há motivo para a população usar máscara. Esse alarme social causa o descontrole que vai impactar na porta de entrada do PAM, onde possíveis pacientes que tenham realmente uma patologia que precisa ser atendida com prioridade possam ficar esperando.

A estratégia da Comissão de Controle Interno de Infecção Hospitalar e dos médicos plantonistas, é que caso haja a solicitação de vaga para internação de isolamento, tudo será feito dentro da conduta exigida. Flávia reintera que serão internados somente os casos que são recomendados pelos médicos e nem todo mundo vai ficar hospitalizado, ficando apenas os casos mais críticos. 

A preocupação maior é com os idosos acima de 65 anos, que são mais suscetíveis e sensíveis e desenvolvem um quadro mais crítico. A população adulto e jovem, as vezes vai passar pelo Coronavírus sem perceber. “Por isso que a gente está alertando muito a questão de não ter um alarme social”, explicaram os membros do Comitê. A mídia tem diariamente divulgado os cuidados a serem tomados, mas é preciso ficarem atentos com as fake news e em caso de dúvidas, o melhor é procurar um serviço de saúde mais perto de casa.

ASSISTA A ENTREVISTA DOS PROFISSIONAIS QUE FORMAM O COMITE

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