Mais um estelionato foi registrado em Três Pontas. O caso no bairro Aristides Vieira também ocorreu na sexta-feira (10), mas a polícia foi comunicada apenas nesta segunda-feira (13).  

Uma senhora de 68 anos procurou a Delegacia de Policia Civil, informando que recebeu uma ligação em seu telefone fixo, onde um homem dizia que era funcionário do Banco do Brasil e que o cartão dela e de sua irmã de 74 anos, haviam sido clonados. A orientação passada pelo falso funcionário, era de que elas deveriam ligar em um número 0800. Elas ligaram e foram informadas que os cartões estavam bloqueados, mas seria preciso a perícia dos cartões, para isto, teriam que devolvê-los.

Cerca de 20 minutos depois, um homem pardo, um pouco gordo e aparentando ter cerca de 20 anos, chegou na casa das vítimas e se apresentou dizendo ser da agência. Ele forneceu um falso código e um protocolo. A idosa de 68 anos, entregou ao rapaz o cartão dela e da sua irmã, junto com a senha numérica, a de letras e o CPF.

Quando foi ao banco, a vítima descobriu que havia caído em um golpe. De uma das contas foram retirados R$1,3 mil e da conta da irmã mais velha que é deficiente mental, ainda não se sabe qual foi o prejuízo, mas que por conta de um empréstimo realizado para ela fazer uma cirurgia, não havia muito dinheiro. Duas compras foram feitas em Varginha e oito em São Paulo (SP).

Caso se repete

No mesmo dia, a Polícia Militar registrou um caso idêntico, porém, o criminoso que foi até a casa da vítima se passou por policial civil.

 A vítima que mora no bairro São José, recebeu uma ligação telefônica durante a tarde de um rapaz dizendo que era do departamento jurídico do banco, mas depois que seria um policial civil.

O motivo da ligação feita por volta das 14:30, é que a aposentada teria tido seus cartões clonados em um supermercado, um restaurante e que teriam feito compras em uma loja de departamentos da cidade. O suposto funcionário, indicou que ela escrevesse de próprio punho uma carta relatando o problema. Além disso, que ela teria que colocar a carta, com a senha e seus dados em um envelope. A orientação é que um policial civil passaria em sua casa, pegaria o envelope e então bloquearia os cartões.

Por volta das 16:00 horas, um homem passou na casa da aposentada e recolheu o envelope. A vítima só foi desconfiar por volta das 18:00 horas, quando ligou para sua filha. Elas ligaram para os bancos para bloquear os cartões, mas já era tarde demais.

Já havia sido feito uma compra de quase R$5 mil utilizando um deles. No aplicativo de uma loja de departamentos foram feitas mais quatro compras, valores que variam de R$1,3 mil e R$1,5 mil, totalizando todas elas mais de R$10 mil.

A Polícia Civil investiga os casos. As características dos dois suspeitos são diferentes, por isto, a suspeita é que os suspeitos sejam de uma quadrilha especializada neste tipo de crime agindo na região.

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