A Vila Vicentina São Vicente de Paulo por conta da pandemia foi obrigada a fechar o lar para as visitações. Desde meados de março, os 59 idosos não tem a presença de familiares, grupos de serviços como o Trespontalhaços, Interact, Escoteiros, entre outros, que passavam a tarde com eles fazendo com que o dia dos velhinhos tivessem um pouco mais de alegria. Segundo a assistente social Mariana Braga Dixini, uma serenata do lado de fora foi realizada recentemente, mas nada se compara ao carinho que eles recebiam. Eles estão tendo contato virtual com o mundo aqui fora, mas é muito pouco, ainda mais para aqueles que saiam para atividades externas e recebiam tanta gente principalmente nos fins de semana.

É uma dificuldade que os idosos da Vila enfrentam e a instituição se preocupa. Porém, dois problemas precisam ser resolvidos, mas que depende mais uma vez da comunidade. É que as doações diminuíram e as despesas se mantém altas, como alimentação e materiais de higiene pessoal e materiais de limpeza. Sem falar nos recursos necessários para pagamento de funcionários, profissionais da enfermagem, cuidadores, cozinheiras, serviços gerais, lavanderia, assistente social e nutricionista.

Ela afirma que uma das grandes demandas é por fraldas geriátricas e a população tem contribuído. A Cervejaria Serra Maltina realizou uma campanha e conseguiu 310 pacotes, entregues esta semana. “A gente vem tendo uma resposta muito grande, a população graças a Deus sempre nos abraça quando precisamos e temos muito a agradecer”, disse. Há profissionais de outras áreas como psicólogo, fisioterapeuta que eram voluntários que por causa da pandemia não estão podendo ir atender aumentando a dificuldade.

Entidade precisa construir uma nova portaria, atendendo a uma exigência do Corpo de Bombeiros

A outra demanda já é bem maior e se torna um desafio e tanto. Por isto, um grupo de voluntário está se unindo em prol da Vila. A instituição reformou e adaptou um pavilhão que era bastante antigo e o colocou dentro das novas de segurança. A obra ficou pronta em meados de 2018. A necessidade agora é a construção de uma portaria que atenda aos padrões exigidos pelo Corpo de Bombeiros. O projeto já existe e está no papel, mas o que falta para colocá-lo em prática é recurso financeiro. A renda que eles tem é apenas 70% do benefício de cada morador idoso que vive no lar, além das doações de alguns carnês dos “Amigos da Vila”, e uma subvenção da prefeitura que é de quase R$4 mil, montante insuficiente para uma obra.

Um grupo de voluntários acostumados a ajudar instituições e entidades está se unindo para ajudar. Um deles é dono de uma corretora de seguros Marcelo Brito (foto). Ele tem um histórico que o faz envolver nesta ação, porque teve um membro de sua família que viveu na Vila, foi muito bem cuidado e amado por todos, agora sente que é uma das maneiras de retribuir tudo o que foi feito. Marcelo é um trespontano que trabalhou fora da cidade por muitos anos, retornou recentemente e já esteve envolvido em outras campanhas na comunidade.

Ele conta que serão montadas equipes de voluntários que irão buscar pessoas e empresas que puderem ajudar nesta empreitada. Podem ser doado dinheiro, sacas de café e tudo que tiver disponível. Ele reconhece que o momento está difícil para muita gente, mas quem conhece o trabalho feito na Vila, não tem como não contribuir. “Os idosos aqui são muito bem tratados, tudo é feito com muito cuidado, eles tem muita atenção por parte dos profissionais e é nosso papel ajudar”, relata o voluntário.

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