Três Pontas já prepara o início de mais uma colheita de café, principal produto da agricultura do município e da região. É uma oportunidade de trabalho temporário para milhares de pessoas, e exige cuidados especiais aos trabalhadores rurais e safristas. Por mais que seja um ano de safra baixa, como vem sendo divulgado por especialistas, com preços que estão em queda, é uma boa hora de conseguir um emprego direto ou indireto e garantir uma renda.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Agricultores Familiares do Município de Três Pontas, orienta mais uma vez os trabalhadores para as contratações feitas pelos produtores rurais. De acordo com o presidente Vicente José da Silva, patrão e empregado devem respeitar e seguir o que permite e determina a legislação trabalhista. A principal delas, é o registro em carteira. Se ele é importante para garantir seus direitos, se tornou fundamental agora com a proposta da Reforma da Previdência, feita pelo Governo Federal, que está em tramitação no Congresso Nacional. Isto, porque, segundo Vicente, se for aprovada, o tempo de contribuição do trabalhador rural, sobe de 15 para 20 anos, o que vai dificultar a vida dos safristas.

Segurança nas lavouras –Para reduzir o custo de produção,  a cafeicultura moderna passou a utilizar o sistema de colheita mecanizado. As máquinas estão presentes em todas as lavouras, da pequena a grande propriedade. Alguns cafeicultores afirmam ter lavouras 100% mecanizadas, porém, apesar de ter perdido muito espaço para o trabalhador, eles ainda dependem da orça do safrista e daqueles que cuidam da planta.  Em 2018, houveram muitos acidentes com operadores de máquinas em Três Pontas, por isto, é preciso analisar o local onde vai ser utilizado as colheitadeiras de café e sejam prudentes. “É necessário fazer uma avaliação se o local é ladeira ou barranco, antes mesmo de começar a trabalhar”, afirmou Vicente.

O líder sindical, explica detalhes para trabalhador iniciar e fechar a colheita de forma tranquila, com seus direitos garantidos

A jornada de trabalho não pode ser excessiva e o operador ou trabalhador rural virar a noite na lida. A carga horária é de 8 horas e no máximo de duas extras, não podendo ultrapassar estas 10 horas por dia, até mesmo por questões de saúde. “Virar a noite é um perigo. Todos nós precisamos descansar para recuperar as energias para o dia seguinte”, alertou o presidente. Ele colocou o Sindicato a disposição para orientar os trabalhadores e tirar qualquer dúvida. A sede fica na Rua Afonso Pena 58, no Centro, ou pelo telefone 3265-2490.

Criminalidade na zona rural

Os crimes de assaltos registrados nas comunidades rurais é que está tirando o sono de muitas famílias. A forma de atuação dos criminosos mudou e se tornou mais assustadora. Antes as casas eram arrombadas, e furtadas, enquanto patrões e empregados cuidavam da lavoura. Nos dias atuais, eles assaltam. Invadem fazendas, sítios e as casas de moradas, tocam o terror em troca de muita pouca coisa. O reflexo disso, é que muitas famílias estão saindo da zona rural, abandonando lugares que viviam há muitos anos e indo para a cidade, o chamado êxodo rural.

Estradas são vitais

A manutenção das estradas rurais é a principal reivindicação dos fazendeiros, sitiantes, agricultores familiares e dos moradores em geral. São nas propriedades que chegam os insumos, que saem o café e outros produtos agrícolas. Para isto, é preciso de estrada em perfeitas condições. Mas, Vicente afirma que não são apenas as estradas principais, que ligam grandes comunidades, distritos ou de grande movimento. As vias secundárias também precisam de manutenção periódica, porque ninguém chega ou sai. O que tem se visto, é que nas estradas principais tem sempre máquinas trabalhando, mas nas outras não. “ A gente pede uma atenção especial do setor responsável da Prefeitura, porque estamos prestes a iniciar mais uma colheita e isto é importante para todos, principalmente para a economia da cidade”, alertou o presidente do Sindicato, Vicente José da Silva.

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