Os funcionários e professores da Escola Estadual Deputado Teodósio Bandeira em Três Pontas, terminaram este trágico 1º de junho pedindo paz, em uma celebração na Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda. Todos eles mudaram a rotina nesta quarta-feira (01), por causa de um incêndio provocado durante a madrugada por quatro menores com idade entre 15 e 17 anos.

Eles teriam pulado o muro, feito muita bagunça, destruído computadores e deixado espalhados pelo chão uniformes, ferramentas e até latas de tintas no pátio. O ato pior foi terem ateado fogo em três salas, no arquivo morto, na sala da vice diretora e em um corredor, que deixou um enorme rastro de destruição.

Eles ficarão cerca de 5 dias no Presídio de TP aguardando vaga em um Centro Sócio Educativo do Estado
Eles ficarão cerca de 5 dias no Presídio de TP aguardando vaga em um Centro Sócio Educativo do Estado

Todos foram apreendidos ainda de manhã, em casa, depois de serem identificados pelas câmeras de monitoramento de segurança. Os adolescentes passaram a tarde na Delegacia de Policia Civil onde prestaram depoimento e depois de realizarem exames de corpo delito, foram encaminhados para o Presídio de Três Pontas. Eles permanecem lá em cela separada inicialmente por aproximadamente cinco dias, aguardando vaga em um Centro Sócio Educativo do Estado. A ação rápida da Polícia Militar conforme havia antecipado o comandante da PM Tenente Bruno Neves Tavares, contribui para a diminuição da sensação de impunidade, já que o que se tem visto na maioria dos casos, é a liberação dos menores infratores em seguida ao registro do fato. Neste caso, o apoio do Ministério Público e da direção do Presídio que atendeu os requisitos do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), para o acautelamento dos menores infratores foi fundamental.

Ato é classificado como um atentado contra a Escola

0203A missa na Matriz presidida pelo pároco Padre Ednaldo Barbosa, contou com a participação de membros da diretoria, professores, funcionários, alunos e pais. A maioria se vestiu de branco, outros preferiram usar o uniforme da escola. Durante a homilia, no dia em que a Igreja celebra São Justino e lembra o Dia da Imprensa, o pároco não deixou de comentar sobre o caso, que está sendo tratado como um atentado e dos problemas alarmantes que viu e conviveu nos últimos dias durante a Festa da Padroeira Nossa Senhora D’Ajuda.

Primeiro padre Ednaldo lembrou o quanto se dirigiu aos professores, ressaltando o empenho deles em preparar as coroações feitas pelos estabelecimentos educacionais todos os dias. Ele percebeu em cada escola, e com o Estadual não foi diferente, tudo feito com gosto, dedicação, ardor, paixão pelo trabalho para que a escola brilhasse e a participação deles na novena fosse de fato marcante.

Mas ao mesmo tempo, não teve como esconder que na quermesse na Praça Cônego Victor, uma situação alarmante foi constatada – o uso de drogas a céu aberto, ao lado da Herma do Padre Victor. Foi preciso contratar seguranças para ficar nos banheiros da Associação Padre Victor utilizados durante os festejos, porque o uso de drogas e vandalismo estavam por toda parte, praticado na maioria das vezes por menores de idade, assim como vários problemas constatados na Praça Cônego Vitor. Sobre o ato de vandalismo na Escola Estadual Teodósio Bandeira noticiado pela imprensa, padre Ednaldo adiantou que mais uma vez é a atuação dos menores se repetem e se multiplica. “A mesma imprensa que noticiou esta grande tragédia pela manhã, é a mesma que convocou silenciosamente alunos, pais, professores e pessoas da comunidade para fazer um grito silencioso pela paz”, se manifestou durante a homilia.

Para o sacerdote, o crime contra uma escola é algo lastimável, sem dizer quando há falta de respeito com os professores. “O atentado contra uma instituição que não tem outra finalidade a não ser gerar o conhecimento, formar homens e mulheres para a Pátria e a sociedade, é digno de um grito que possa ecoar em todos os cantos, em gesto de indignação, explanou aos fieis”.

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1 Comentário

  1. Além da esplanação clara,feita pelo revendíssimo padre Ednaldo,digo tudo isso vem se alastrando devido a impunidade porque os menores são protegido de forma errônea,onde se viu isso em que menor não pode trabalhar,mas pode praticar crimes indiondos e nada acontecer com eles,tenho a certeza se houvesse um respaldo do estado em que esses menores pudesse ficar e aprender uma profissão queria ver se tinha tanto menor infrator é revoltante quando presenciamos menores que cometerem crime até ser preso,mas ao chegar na delegacia nem chega ser ouvido direito o delegado manda liberar.Moral da história,esses vagabundos fazem coisas piores porque sabem que não tem punição pra eles.Deixo essa pergunta será quem está errado o estatudo da criança e adolescente ou as autoridades?

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