Moradores de toda a cidade tem reclamado da morosidade da Prefeitura na realização de serviços básicos, como a limpeza de terrenos baldios, a manutenção das estradas rurais e praças e principalmente os buracos nas vias públicas. A quantidade deles está incomodando não apenas condutores de veículos mas também de moradores. O secretário municipal de Transportes e Obras Maquil dos Santos Silva Pereira, participou esta semana do Programa Passando a Limpo da Equipe Positiva e abordou estes assuntos. Ele lembrou que todo os setores dependem da Secretaria de Obras, que a demanda por todo tipo de serviço é constante e que para dar conta de tudo, se esbarra na questão financeira, orçamentária e pessoal. Na década de 80 e 90, o Almoxarifado da Prefeitura tinha cerca de 400 funcionários. Hoje, a cidade aumentou, os serviços se multiplicaram e o número de servidores que trabalham na manutenção da cidade caíram para cerca de 170. O que a Administração começa a estudar, com muita cautela e responsabilidade, é terceirizar parte de alguns serviços.

Servidor efetivo a 11 anos, ele disse que dedica seu tempo exclusivamente a Secretaria de Transportes e Obras e que tem o aval do prefeito Marcelo Chaves para trabalhar, mas que o gestor é parceiro e fica a par de tudo que está sendo realizado. “Muita coisa está sendo feita, mas não conseguimos atender e agradar a todos”, ressaltou.

Secretário Maquil dos Santos apontou em entrevista as dificuldades, principalmente a equipe bastante reduzida

Limpeza de lotes e terrenos – TP tem 7 mil terrenos sem construção
A responsabilidade de limpar lotes e terrenos é de cada proprietário. A Prefeitura está com suas máquinas fazendo a limpeza das áreas que é de sua propriedade. Nesta segunda-feira (07), limpou próximo do bairro Peret e da Mina do Padre Victor. Um levantamento feito, mostra que Três Pontas tem 7 mil lotes vagos, sendo da Prefeitura entre 240 a 250. São dois apenas dois tratores para fazer isto tudo. Com muito sacrifício a limpeza das áreas da Prefeitura está sendo feita. Com apoio da Secretaria de Meio Ambiente, está sendo feita a notificação dos donos de terrenos sujo para fazerem a limpeza. Muitos já limparam. O que acontece é que a lei que determina que eles façam a limpeza não era divulgada. De forma geral, quando eles são notificados, eles fazem a limpeza. Maquil explica que o prazo é de sete dias para o terreno ser limpo, caso contrário a Prefeitura fará. Porém, além de cobrar pelo serviço, vai multar o proprietário. Por isto, a recomendação é que todos façam sem a necessidade de ser notificar. A multa está na lei e o valor a ser cobrado ainda está sendo analisado. Seis terrenos particulares já foram limpos pela Secretaria de Obras, mas a demanda é muito grande e o mato cresce demais neste período.

Limpeza de córregos e praças
A beirada de córregos é feito a limpeza constantemente. O problema é o mesmo. O mato cresce rápido demais e é muito serviço para um ‘time’ pequeno. Há uma equipe de seis profissionais. Parece muito, porém são eles que precisam atender também a todas as praça, que atualmente são 73. “A correria está sendo muito grande e o mato está nos vencendo pela velocidade que ele cresce”, reclamou o secretário. Na segunda-feira, Maquil informava que esta equipe havia feito a limpeza das praças do bairro Jardim Greenvile, que está em construção, a que foi construída recentemente em frente ao Centro Pastoral Dom José Costa Campos, no Século e os profissioonais desceram para a Avenida Zé Lagoa e fizeram os dois lados de toda a extensão da Avendia Zé Lagoa. As pessoas fazem caminhada no local e cobrado bastante pelo corte do mato.

Quanto a limpar dentro do córrego, é necessário ter autorização de órgãos ambientais. Segundo Maquil, o mato ajuda a segurar a estrutura lateral do córrego da Avenida Zé Lagoa e Conceição Marinho. Pela quantidade e a velocidade de água que desce, principalmente quando chove muito, ela assoreia as laterais e o barranco que não tem uma boa estrutura corre sério risco de cair. Para limpar dentro do córrego é preciso contratar uma empresa especializada que tem uma draga. É desumano colocar funcionários para entrar naquela água que tem esgoto e arriscado, já que existe buracos enormes ao longo do trecho.

Sobre o mau cheiro que moradores reclamam da Avenida Zé Lagoa, cabe ao SAAE. É preciso retirar o esgoto daquele local e isto demanda um auto investimento. Ela alerta que existem muito esgoto ligado em rede fluvial e também tem rede fluviais ligadas em esgoto, o que os próprios moradores fazem e é proibido.

Distrito do Pontalete
O Pontalete também é limpo dentro de um cronograma da Secretaria. O problema maior no local é a depredação. Lá é um local bonito, um dos mais bonitos pontos turísticos da cidade, mas os vândalos impossibilita a orla do Lago ficar como deveria. Eles quebram torneiras dos quiosques, furtam e quebram lâmpadas e globos. O Cemitério Municipal do Pontalete também está sempre sendo limpo, mas o mato cresce muito rápido.

Trecho de estrada que liga à cidade de Nepomuceno. Foto: Divulgação

Estradas rurais
A Secretaria Municipal de Transportes tem também como prioridade a manutenção das estradas da zona rural. É uma extensão enorme de estrada de terra e difícil de ser mantida com qualidade 100%. São duas equipes que sempre estão trabalhando em sentido opostos, porém, muitas vezes é preciso parar o serviço na roça para fazer um serviço emergencial na cidade. Por isso, o serviço acaba ficando lento e não tem a rapidez necessária que deveria. Esta semana, há uma equipe na divisa com Nepomuceno e outra na região da Santa Maria, em direção da cidade, mas há uma retroescavadeira parada em manutenção e uma máquina que falta operador.

Produtores tem colaborado doando cascalho para amenizar os problemas em pontos críticos, mas não é todo local que é possível ele ser retirado, até mesmo por questões ambientais. Se tiver em área de APP, por exemplo, ele não pode ser disponibilizado porque provoca até multa ao produtor.
O que vai ajudar e que a Prefeitura irá licitar uma área para uma empresa que irá processar o entulho da construção civil. Ela terá como obrigação fornecer 30 caminhões de entulho processado que será utilizado na manutenção das estradas.

Tapa buracos
A operação era feita por apenas uma equipe. Como a situação piorou, reconhece Maquil, ele montou uma outra equipe, que é formada inclusive por dois pedreiros, justamente porque falta pessoal. Na segunda-feira uma estava fazendo a região do bairro Alcides Mesquita, subindo e descendo as travessas na Avenida JK e a outra no bairro Santa Margarida. Esta última, subiu fazendo toda a extensão da Avenida Ipiranga, descendo pela Rua Olavo Diniz, no bairro Santa Margarida. Os problemas maiores, na visão dele, são nas ruas maiores e de mais movimento, como as ruas São Paulo, Espírito Santo, onde a situação está pior. Na Rua Alagoas, existe um problemão provocado pela água da chuva na rede fluvial. Lá tem um buraco enorme que já foi tampado duas vezes. Neste caso é preciso trocar a manilha por uma maior.

Este é um serviço lento, demorado e que tem como inimigo a chuva. Por mais que ela seja importante, quando ela cai, o serviço não pode ser feito. Em buraco molhado não se joga asfalto, orientou o secretário. Todos os dias de manhã, os funcionários precisam fazer a mistura e não podem deixar o material pronto de um dia para o outro e no fim do dia não pode sobrar. O asfalto utilizado é frio, a qualidade não é tão boa quanto ao asfalto quente e é o próprio caminhão que faz a compactação. Já houveram críticas que funcionários estariam jogando o asfalto e deixando para que os veículos que passassem fizessem a compactação. Segundo Maquil, os funcionários foram orientados a não fazer isto mais, porque é errado. Esta é uma parte dos serviços da Secretaria que a Prefeitura estudar terceirizar, mas analisa a questão legal, financeira e orçamentária.

Maquil dos Santos não determinou um prazo, mas acredita que se o tempo continuar firme, sem chuvas constantes, em 60 dias toda a cidade estará melhor, mas a operação tapa buracos é constante.

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