A Polícia Civil de Três Pontas realizou na manhã desta sexta-feira (15), a Operação “Call Center”, e cumpriu um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça na casa de um jovem de 22 anos, no bairro Parque Brasil que tem um vasto conhecimento virtual e aplicava golpes pela internet. Ele falsificava documentos, como CNPJ e CPF em nome de pessoas e empresas de vários lugares do Brasil e realizava a compra de diversos produtos.

Na casa dele, os policiais encontraram comprovantes de depósitos e boletos bancários, notas fiscais em nomes de diversas pessoas, vários cartões de crédito, três maquininhas de cartões, quatro aparelhos celulares e um notebook com diversas informações e milhares de e-mails com acesso a plataformas de compras nas lojas on-line.

Mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do suspeito no bairro Parque Brasil

As investigações que culminaram com a deflagração da Operação “Call Center”, começaram com o registro de uma ocorrência em Joinville, Santa Catarina, em janeiro deste ano. Uma mulher procurou a polícia dizendo que havia recebido boletos de cobranças em atraso em nome da sua empresa, mas ela não havia feito numa compra. A vítima procurou a Receita Federal de lá, e constatou que existia uma empresa do mesmo nome e CNPJ que estaria estabelecida em Três Pontas. Ela conseguiu a cópia da nota fiscal da aquisição feita por R$6.241,06.

A Polícia Civil iniciou as investigações, foi até uma transportadora e conseguiu o endereço onde dois caiaques e dois stand up haviam sido entregues na cidade. O suspeito inclusive pagou pelo frete quando recebeu a mercadoria. Chegando ao endereço, os investigadores descobriram que se tratava de um velho conhecido no meio policial, que utiliza de sua residência para receber produtos adquiridos de forma fraudulenta, obtendo vantagem ilícita, causando prejuízo aos outros utilizando de empresa fictícia, evidenciando também a falsificação de documento público. O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para prestar depoimento. Ele está contribuindo nas investigações a fim de recuperar os materiais.

Dr. Juliano recuperou o aparelho celular de sua mãe dentro de sua casa

O irmão dele que tem 17 anos de idade e diversas passagens por furtos, estava com um aparelho celular furtado. Os investigadores já haviam feito levantamentos que apontavam que o menor estaria com o aparelho levado durante o Carnaval da casa do presidente da sub-seção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Juliano Vitor de Brito (foto), que mora no Centro. Ele contou que o suspeito aproveitou que a porta da residência estava destrancada, e mesmo com pessoas lá dentro em uma ação que ele chamou de “sorrateira”, levaram o celular que pertence a sua mãe de 72 anos e sua carteira com dinheiro e documentos.

Juliano procurou a Polícia Militar que fez o boletim de ocorrências. Passado alguns dias, o advogado recebeu uma mensagem através de uma rede social informando que sua carteira com seus documentos haviam sido encontrados.

Pouco tempo depois, o aparelho foi colocado a venda na internet. Eles fizeram contato com o suposto dono, mas a vítima procurou a Polícia Civil, que investigou e chegou até este menor. O celular não estava com ele, mas diante das evidências, o menor devolveu o aparelho aos policiais na Delegacia. Satisfeito com o trabalho da Polícia Civil, o presidente da OAB disse que a maneira como os investigadores trabalharam foi bastante exitosa. “As nossas policias tem feito um trabalho a contento da população e eu sou testemunha disso”, comentou.

Suspeito foi conduzido para a Delegacia de Polícia Civil

Suspeito já provocou prejuízo de R$100 mil

Em fevereiro de 2018, o mesmo jovem foi preso pela Polícia Militar após uma investigação que durou cinco meses e apontou um prejuízo de cerca de R$100 mil a sites de compras pela internet. A frequência com que ele fazia compras pela chamou a atenção.

Na época, ele participava de grupos formados em redes sociais. Neles conseguia números de cartões de créditos, com dados pessoais, possibilitando que ele utilizasse para fazer compras. As informações muitas das vezes eram vendidas por uma célula das quadrilhas especializadas. O acusado pegava os dados, como o número do cartão, senha e CPF, fazia a transação utilizando seu próprio computador pessoal ou aparelhos celulares, escolhia produtos fáceis de serem revendidos, como –  eletroeletrônicos, roupas, pulseiras, bonés, bebidas, suplementos alimentares, celulares, arma de brinquedo, calçados, equipamentos de som, relógios, pneus e até peças de veículos – e depois pagava com cartão clonado e solicitava que a mercadoria fosse entregue pelos Correios.

E foi quando ele chegava para pegar mais uma remessa que ele acabou preso na agência em Três Pontas. Ele deu várias versões, até contar a verdade, revelando em detalhes de como agia. Tudo era revendido por um preço bem abaixo do mercado, as vezes na rede social. Na época, ele ficou preso durante 37 dias no Presídio de Três Pontas, saiu e logo voltou a agir de forma criminosa.

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