A Polícia Civil de Três Pontas cumpriu um mandado de prisão no fim da tarde desta segunda-feira (03), contra o vendedor Amauri Antônio Camargo de 48 anos. Ele é acusado de agredir na cidade de Santo Antônio do Monte (MG), sua ex esposa Gilmara Cristina do Couto de 41 anos.

Mesmo sendo preso, o homem que diz ter perdido a cabeça ao ver o fim do relacionamento, disse que ainda ama Gilmara e queria ter a oportunidade de pedir perdão a ela. No crime registrado em janeiro, o rapaz desferiu golpes utilizando um macaco automotivo, que atingiu a cabeça, os braços, o peito e as costas. Amauri foi preso na casa da irmã na Avenida Caio de Brito. A mulher foi atendida e liberada em seguida.

Assista, a entrevista exclusiva dada ao repórter Denis Pereira “A Voz da Notícia”

 

Já está no Presídio, o vendedor de fogos de artifícios, Amauri Antônio de Camargos de 48 anos, acusado de espancar sua ex mulher de 41 anos, na cidade de Santo Antônio do Monte (MG). O crime teria acontecido em janeiro deste ano. O rapaz não aceitava o fim do relacionado e ao encontrar com a sua ex a agrediu, usando um macaco automotivo.

A Polícia Civil de Três Pontas recebeu informações da inspetoria de Polícia Civil de Santo Antônio do Monte, dando conta que Amauri estava escondido na casa de sua irmã em Três Pontas. Os policiais saíram para cumprir o mandado de prisão expedido pela justiça da Comarca onde ele morava. O acusado não estava em casa, mas quando os policiais fizeram contato com ele por telefone, ele se apresentou.

Amauri foi preso, levado para a Delegacia de Polícia Civil de Três Pontas e em seguida encaminhado ao Presídio da cidade onde fica a disposição da justiça.

A acusação contra o vendedor 

O casal estava separado desde novembro do ano passado, mas em janeiro deste ano, inconformado com as acusações que ela estaria fazendo contra ele, o rapaz acabou a agredindo.

Gilmara estava dentro de seu carro, estacionado na porta de um estabelecimento. Quando seu ex chegou e começou a lhe agredir fisicamente. No boletim de ocorrências registrado, consta que a mulher recebeu golpes de um macaco automotivo na cabeça, nos braços, no peito e nas costas. Populares que passavam pelo local impediram as agressões, acionaram o SAMU para socorrer a mulher. Ela foi encaminhada para a Santa Casa da cidade, onde foi atendida e depois liberada.  A Polícia Militar na época recebeu informações de onde Amauri poderia estar mas não conseguiu encontrá-lo. 

Acusado jura amor a ex mulher e a chama de anjo 

Amauri foi enquadrado na Lei Maria da Penha e na Delegacia disse que perdeu a cabeça e acabou agredindo a mulher que foi um anjo na sua vida. Ao ser preso, ele disse que se arrependeu, que gostaria de pedir perdão a Gilmara e não gostaria que as coisas terminassem desta forma.

De acordo com Mauri, eles namoraram durante 20 anos, já haviam se separado e reatado o namoro. Durante todo este tempo se dedicou muito a ela e sua família. Tudo que os pais dela precisava na zona rural de Santo Antônio do Monte ele sempre estava disposto a ajudar.

No dia do ocorrido, Amauri a viu dentro do carro e disse que estava muito embriagado. Inconformado por ela acusar ele de fazer ameaças contra ela, quis conversar e pedir mais uma vez que ela retirasse as queixas que havia feito na polícia. O rapaz revelou que atravessou o carro na frente do veículo dela, desceu, tentou conversar, mas não conseguiu. Foi então que o vendedor pegou o macaco automotivo, jogou no parabrisas do carro dela e depois jogou uma única vez nas costas dela. “Foi só uma ‘batidinha’ e ela não machucou tanto assim”, diferente do que está no boletim de ocorrências.

O rapaz diz que sabia do mandado de prisão, expedido logo após o crime e estava se preparando para se entregar no momento certo. Queria primeiro se organizar, para não perder seus clientes que tem a mais de 20 anos e para não desamparar dois filhos de outros relacionamentos a quem paga pensão alimentícia.

Esta é a segunda vez que Amauri vai para a cadeia. Na primeira ficou preso por 14 dias por não pagar pensão alimentícia, para dois filhos que teve de outro relacionamento. Pagou a dívida de R$18 mil para ganhar a liberdade e está voltando agora.

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