Um rapaz de 30 anos, tentou matar a namorada de 23 e depois se matou com um tiro na boca, no início da madrugada de sábado (29), no bairro Aristides Vieira, em Três Pontas.

Foto: rede social

De acordo com a Polícia Militar, Jonathan Carlos Soares e Larissa da Silva Camilo, haviam saído juntos por volta das 22:00 horas consumido bebida alcoólica. Eles chegaram na casa dele cerca de duas horas depois, na Rua Sebastião Xavier de Brito e ela foi para o quarto e se deitou na cama. O rapaz a todo momento dizia que era para Larissa se levantar e não dormir. Ela se virou para a parede e ouviu o barulho de um tiro. Quando olhou para o namorado, viu que Jonathan estava com uma arma na mão. O namorado fez outro disparo em direção a Larissa, que atingiu sua mão direita, transfixiou e atingiu a sua cabeça.

Quando ela percebeu que Jonathan queria lhe matar, a moça se levantou da cama e, quando estava saindo do quarto para pedir socorro, viu quando ele colocou o revólver na boca, disparou a arma e caiu no chão. O tiro saiu na nuca. Larissa saiu para a rua gritando por socorro.

A Polícia Militar foi chamada e quando chegaram, entraram na residência e encontraram com Jonathan no chão ainda com vida. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Pronto Atendimento Municipal (PAM), mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu logo em seguida.

Larissa também foi socorrida e em seguida encaminhada para cirurgia de urgência no Hospital São Francisco de Assis. De acordo com o neurocirurgião Dr. Felipe Zanatelli, a bala atravessou a mão direita dela e atingiu a cabeça acima da orelha direita. O projétil ficou alojado no cérebro, mas o médico conseguiu retirar os fragmentos e ela não deve ficar com sequelas. A cirurgia durou cerca de uma hora e foi muito bem sucedida. Quando foram efetuado os disparo, ela colocou a mão direita na frente, o que ajudou a amortecer o impacto da bala. Após a cirurgia, ela foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e está consciente.

A perícia da Perícia da Polícia Civil foi acionada e recolheu a arma utilizada no crime, um revólver calibre 32, com capacidade para 5 tiros, sendo que 3 cápsulas estavam deflagradas. Na casa foram recolhidas na cozinha, requícios de maconha.

Segundo a polícia, Jonathan Carlos Soares trabalhava como auxiliar de produção em uma empresa de plástico. A Polícia Militar informou anteriormente que o rapaz tinha passagens pela polícia, mas depois que havia ocorrências de agressão dele, atendidas na casa de Jonathan. O único registro é de uso de moeda falsa. O corpo dele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Varginha e sepultado no sábado.

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