Foto: Arquivo Equipe Positiva

 

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou na noite desta quinta-feira (11) que afastou o secretário de Estado de Saúde, Carlos Eduardo Amaral. Medida foi tomada após fura-fila na vacinação, por conta de sua própria imunização contra a Covid-19 e de mais 805 servidores da pasta.

“Comunico o afastamento do Dr. Carlos Eduardo da Secretaria Estadual de Saúde. Agradeço o trabalho que realizou à frente da secretaria, em especial no combate à pandemia e na gestão para a futura retomada das obras dos Hospitais Regionais no Estado”, escreveu o governador em suas redes sociais.

“Minas Gerais tem um dos melhores resultados no enfrentamento ao coronavírus graças à responsabilidade da gestão. Seguiremos atuando com eficiência e transparência para que a vacina chegue logo a todos os mineiros”, completou Zema.

Em agosto de 2020, Carlos Amaral esteve em Três Pontas juntamente com Zema e participou da entrega de cinco aparelhos respiradores e cinco monitores para a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, que são utilizados no tratamento de pacientes com Covid-19 no município e na região.

Ambos chegaram desceram de helicóptero na Unidade do Sest Senat “Adriene Barbosa de Faria Andrade”, onde ocorreu uma cerimônia rápida, bastante restrita e sem a presença de muitos políticos.

Saúde já tem novo comando

Fábio Baccheretti é o novo secretário de Saúde de Minas Gerais

O governador Romeu Zema já anunciou, na manhã desta sexta-feira (12), que o médico Fábio Baccheretti, atual presidente da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) e responsável pela gestão das unidades hospitalares de Minas, vai assumir o cargo de secretário de Saúde do Estado.

“Seu trabalho no combate à pandemia, desde o início, colaborou para os resultados relevantes em expansão de leitos e referência clínica no combate à COVID-19, garantindo a Minas um dos melhores resultados dentre todos os estados do país.Seguiremos determinados no combate à pandemia e dando sequência à maior operação de vacinação da história de Minas com transparência e responsabilidade”, escreveu o governador no Twitter.

Entenda

Após surgimento de informações de que funcionários da Secretaria de Estado de Saúde haviam sido imunizados e mal-estar dentro do governo por causa disso, Carlos Amaral afirmou que 806 servidores tomaram a dose da vacina, inclusive ele. No entanto, de acordo com o secretário, tudo foi feito conforme as regras.

“Toda operação feita foi dentro da legalidade estrita, seguindo as orientações do Ministério da Saúde. Ou seja, estamos dentro do Plano Nacional de Imunização, fizemos deliberações vinculadas a esse plano na esfera máxima de controle”, afirmou.

O secretário também disse durante a tarde que a possibilidade sobre sua demissão não havia sequer sido cogitada. “Isso não foi cogitado em momento nenhum até agora”, afirmou, de forma taxativa.

O que teria agravado ainda mais a situação foi a pressão por parte do Legislativo. Nesta quinta-feira, o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Agostinho Patrus (PV), instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu um inquérito nesta semana para apurar eventuais irregularidades. Conforme a promotora de Justiça Josely Ramos, “o objetivo da investigação é apurar a vacinação de servidores de órgãos da Administração Direta e Indireta pela Secretaria de Estado de Saúde, pois as vacinas foram encaminhadas, como sempre,  para os municípios. A exceção foi o encaminhamento para a Fhemig e Funed, duas fundações vinculadas ao sistema estadual de saúde”.

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