ENTREVISTA: Bruno Dixini Carvalho

Presidente da Associação Comercial e Agro Industrial de Três Pontas

O que a Associação Comercial tem feito para conscientizar os comerciantes sobre a importância do turismo religioso?

Temos há cerca de 2 anos estruturado um grupo (Câmara de Turismo) que é um braço do Conselho do Desenvolvimento Econômico e Sustentável (CondesTP) que vem analisando e buscando números sobre a festa. Esse grupo é composto além de membros do Condes, Secretaria de Cultura e Turismo, Sebrae, Unis, Acai-TP, empresários do ramo hoteleiro, e de turismo, entre outros. Já temos uma pesquisa concluída em parceria com o Unis no ano passado, que foi apresentada a esse grupo e alguns convidados. Temos buscado alertar empresariado para receber melhor o visitante, não só no dia 23 de setembro, mas em todos os dias, principalmente nas áreas de alimentação e informação. Estamos viabilizando junto ao Senac um curso de Guia Turístico, voltado para jovens. A intenção é causarmos uma boa experiência aos visitantes de Três Pontas, para que eles retornem e façam propaganda boa da recepção vivida aqui, e enviem mais pessoas para cá.

O secretário de Cultura Alex Tiso, disse em uma entrevista que o comércio precisa pensar no Dia do Padre Victor, como todos os dias do ano. Você concorda com isto?

Concordo. Muitos fins de semana aparecem romarias que encontram nosso comércio fechado, seja para consumir alimentos, ou até mesmo para comprar souvenires. Se queremos realmente tornar uma cidade com apelo turístico, temos que repensar nossos horários e estratégias. O secretário está coberto de razão. Precisamos saber contar as histórias do Padre Vitor e da Cidade, indicar atividades ao visitante, temos que ser agentes turísticos trabalhando em prol dessa história. Fazendo as ações de sempre, atingiremos os resultados de sempre. É preciso inovar para alcançar resultados maiores.

As pessoas que visitam a cidade, reclamam que tem dificuldades para encontrar lanchonetes e restaurantes nos fins de semana. Como pode ser resolvido isto?

Isso pode ser resolvido com uma conscientização e evolução/mudança de cultura. Nossa mão de obra e empresários terão que entender que existe um novo mercado a ser explorado. Porém, creio que a demanda ainda esteja morna, por isso não despertaram com maior entusiasmo essa abertura aos domingos do comércio de alimentação. Recentemente a Secretaria da Cultura conseguiu um feito importante. Uma agência de turismo criou um roteiro que passa por Três Pontas, visita a Matriz e alguns pontos da cidade. Em novembro já teremos uma excursão dessa agência, e a tendência é que venham no meio de semana.

Existe alguma orientação específica para a Festa do Padre Victor deste ano?

A orientação é que recebam o visitante de forma harmônica, e quem tem comércio experimente abrir as portas. Apenas dessa forma fortaleceremos nosso comércio, e podemos fazer frente ao comércio ambulante.

Você acha que o comércio inteiro deveria abrir no Dia do Padre Victor?

Sim! O Super Kiko deve abrir, vamos fazer o teste. Nesse dia geralmente nós nunca viajamos e sair de casa fica intransitável. Vamos trabalhar que vai ser melhor negócio.

Você acha que a Feira dos ambulantes que vem de fora, que agora é realizada no Parque da Mina, é prejudicial ao comércio local?

É prejudicial sim, pois esse pessoal não tem custos fixos como os comércios convencionais, e além de tudo não empregam mão de obra local nenhuma. Os produtos que eles vendem não tem garantias de procedência e se amanhã estragar, não tem nem como reclamar. O lucro que eles arrecadam não investem nada aqui. Enfim, temos que buscar suprir essa lacuna de consumo. O ideal era que o comércio local estivesse aberto e oferecesse nossos produtos, que são bons e tem garantia de procedência.

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