Três Pontas ampliou esta semana, o Ambulatório de atendimento exclusivo de pacientes com síndrome gripal. O espaço agora conta com 200 metros quadrados e três consultórios médicos, que estão prontos e adaptados para atender qualquer trespontano que apresente algum sintoma de gripe, que pode evoluir à Covid-19. A estrutura está ao lado do Pronto Atendimento Municipal e o prefeito Marcelo Chaves Garcia (PSD), foi até o local para verificar ver a ampliação, com mais dois consultórios médicos, atendendo a demanda da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo o gestor, o atendimento primordial é trabalhar a prevenção, evitando que o estado de saúde da pessoa se agrave e haja a demanda principalmente de internação.

O ambulatório funciona de segunda a sexta-feira, de 8:00 as 18:00 horas e dois novos médicos, vão monitorar segundo a secretária de Saúde Tereza Cristina Corrêa Rabelo, os pacientes com síndrome gripal – sintomáticos e os positivos. Um dos médicos é trespontano – Dr. Felipe Ferreira Lima, que cursou o ensino médio na cidade e fez graduação em Belo Horizonte. O outro é Dr. Henrique Gjorup Barcellos, que é do Rio de Janeiro e está atuando no município desde ano, no Programa Mais Médicos do Governo Federal.

O prefeito Marcelo Chaves, a secretária de Saúde Tereza Cristina, os médicos Henrique Barcellos, Felipe Ferreira Lima e Lucas Marques e o provedor da Santa Casa Michel Renan

A equipe irá fazer ligações aos pacientes, acompanhar a evolução do quadro de saúde e fazer uma estatística de como a pandemia está evoluindo e focar principalmente no tratamento precoce. O ambulatório vai evitar que os trespontanos fiquem indo às unidades básicas de saúde, tendo contato com outras pessoas e servidores, podendo disseminar ainda mais o vírus. A estrutura proporciona que os pacientes tenham o distanciamento, fiquem todos acomodados assentados em cadeiras, embaixo de tendas e com ventilação natural.

Diante do monitoramento do estado de saúde de cada um, será avaliado se haverá a necessidade de serem submetidos ao teste para detectar a Covid-19. A grande dificuldade que está sendo enfrentada, é que as pessoas são notificadas e agendado para fazer o teste rápido, mas elas não estão comparecendo. Estão sendo agendados testes o dia todo, 40 no total, sendo 20 de manhã e 20 no período da tarde, justamente para facilitar que eles não deixem de fazer, mas a população está faltando muito. Em um único dia, já chegou a faltar quase a metade dos pacientes agendados.

O médico chefe do PAM Dr. Lucas Eduardo Erbst Marques, responsável pelo ambulatório, justifica que é preciso levar em consideração que estavam sendo realizados em média 20 testes diariamente. A demanda aumentou e os testes acompanharam esta necessidade. A capacidade dobrou, mas com a ausência complica todo um agendamento e um cronograma já estabelecido. Os atendimentos anteriores a criação do ambulatório – os leves eram indicados as unidades básicas e os graves para o Pronto Atendimento Municipal (PAM).

Agora, qualquer síndrome respiratória é preciso procurar o ambulatório. “Estamos fazendo estes atendimentos separando dos outros do PAM, para que a gente consiga ter uma qualidade melhor e consigamos monitorar mais de perto esses pacientes que não apresentam sintomas graves, mas que precisam de acompanhamento”, disse Dr. Lucas. Ele esclarece que as queixas respiratórias ou suspeitas de Covid, são sintomas como – tosse, dor no corpo, nariz escorrendo, perda de apetite e ou de olfato. Caso a avaliação médica indicar que o paciente que está sendo atendido no ambulatório, necessite de alguma medicação venosa, ou apresente alguma alteração, ele será medicado ao PAM.
Sobre as medicações prescritas no tratamento do Coronavírus, Dr. Lucas orienta que esta é uma questão que tem que ser muito bem estudada e estruturada porque não existe nenhuma medicação prescrita exclusivamente para Covid-19. Ou seja, todas as medicações ainda estão em estudo, não há ainda comprovação científica A prescrição é sempre eletiva e avaliada de acordo com cada paciente, pois não há um protocolo obrigatório.

A ampliação deste ambulatório específico, tem a parceria com o Hospital São Francisco de Assis e o provedor Michel Renan Simão Castro, avalia que em contato com outras cidades e hospitais, Três Pontas, está muito a frente de outras localidades, com uma estrutura que consegue atender bem os pacientes. Ele revela que sempre procura boas ideias e coloca-as em prática, pelo bem da população. “A população quando não tem um atendimento a altura ela vai às redes sociais e demonstra sua insatisfação. A gente pode ver que na demanda que existe em Três Pontas, o universo de insatisfações é muito pequeno, o que demonstra que o trabalho está sendo bem realizado”, ponderou Michel Renan. O trabalho está sendo bem realizado, além da Prefeitura pela Santa Casa que trabalham juntas, pois uma falha de um ou outro, pode causar problemas que afetam a vida das pessoas.

O prefeito Marcelo Chaves concluiu que para enfrentar esta pandemia, é preciso parcerias de órgãos, entidades e instituições importantes, mencionando a Santa Casa, a Associação Médica, a Unimed, contando com a dedicação dos profissionais de saúde que estão na linha de frente. “Unimos todos os setores envolvidos com a saúde de Três Pontas, para darmos o melhor respaldo, melhor atendimento, para a população e para  a microrregião que é muito importante”, enfatizou o prefeito.

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