Agentes entram nos quintais dos imóveis aplicando o produto que mata o mosquito Aedes aegypti. Fotos: Equipe Positiva

 

Este ano são 20 notificações de casos suspeitos e um caso foi confirmado em Três Pontas

A Secretaria Municipal de Saúde realizou nesta sexta-feira (17), um fumacê leve em uma região do centro da cidade de Três Pontas. O serviço é feito sempre quando existe caso suspeito de Dengue, Zika e Chikungunya. Uma equipe de agentes de endemias chegaram primeiro e informavam os moradores, orientando-os a deixarem portas e janelas abertas e perdindo a permissão para que a equipe entre nos quintais. O fumacê costal aplicado tem uma abrangência maior, porque os agentes entram em torno da residência e o produto químico utilizado chega ao mosquito. O nome do procedimento é chamado de bloqueio de casos suspeitos e não pode ser aplicado indiscriminadamente, como algumas pessoas querem. A Secretaria de Saúde segue normas e protocolos do Ministério da Saúde.

O fumacê é aplicado com o objetivo de eliminar o mosquito Aedes Aegypti que possivelmente já esteja infectado ou que venha se infectar com aquela pessoa que por enquanto ainda tem a suspeita. De acordo com o médico veterinário do Serviço de Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Marcelo de Figueiredo Gomes, a cada notificação de caso suspeito, o fumacê já é realizado, antes mesmo que a confirmação chegue. O resultado geralmente gasta muito tempo para chegar, principalmente neste tempo de pandemia, em que os laboratórios estão com uma demanda muito grande por exames do novo Coronavírus. “Então a gente trabalha com prevenção e não podemos esperar o resultado. A forma mais eficiente de prevenção é a eliminação das larvas do mosquito”, reforçou.

Depois de viver em 2019, a maior epidemia de Dengue da história de Três Pontas que causou grande impacto, a situação segundo Marcelo é relativamente confortável. Até a última semana, eram 20 notificações de casos suspeitos, com apenas um caso confirmado. Alguns já foram descartados e outros estão em investigação. Pela experiência que tem ao longo de tantos anos no setor, Marcelo admite que alguns possivelmente vão se confirmar de acordo com sintomas e as características muito fortes de Dengue. Os casos suspeitos estão espalhados pelos bairros e não é possível delimitar uma região que esteja mais afetada.

A maior dificuldade natural neste tipo de trabalho é que muitas residências, de 30% a 40% estão fechadas. As pessoas não estão em casa, a maioria trabalhando e sem funcionário do lar. Outro problema neste período de Coronavírus é que é preciso retirar as pessoas de dentro de casa, principalmente os idosos e que tem a saúde debilitada, sendo que a indicação é que todos fiquem em isolamento domiciliar. “Os cuidados que a gente tem que tomar são maiores ainda e com certeza dificulta o nosso trabalho, mas nós temos que continuar, pois temos na saúde que enfrentar outras batalhas no dia a dia”, reforçou Marcelo Figueiredo. Historicamente nos meses de abril e maio há muitos casos de Dengue, Zika e Chikungunya, o que pode alterar a situação epidemiológica rapidamente.

Ficando em casa, dá tempo suficiente para fazer uma “ronda” e averiguar pelo menos duas vezes por semana, os locais que usualmente funcionam como focos do mosquito Aedes. Ralos, caixas d’água, vasos de plantas, tampinhas de garrafas e outros locais precisam ser verificados. Quem trabalha com recicláveis não pode deixar os materiais descobertos, pois, o período agora é de chuva.

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