Secretária de Saúde falou com os vereadores e abordou o atendimento do PAM e do Centro Pediátrico e das ações contra a Dengue na cidade

Os vereadores da Câmara Municipal receberam durante a sessão ordinária desta segunda-feira (1º), a visita da secretária municipal de Saúde, Teresa Cristina Rabelo Correa. Voluntariamente, a secretária foi até o Poder Legislativo falar com os parlamentares.

Antes dela ocupar a Tribuna, os vereadores seguiram a reunião normalmente com todos os protocolos. Ausente pela segunda semana, o vereador Érik dos Reis Roberto (PSDB) teve sua ausência justificada.

No Pequeno Expediente, a secretária da Mesa Diretora Marlene Rosa Lima Oliveira (PDT), solicitou providências através de ofício, para o trânsito entre a Travessa das Flores e a Rua Cônego José Maria, onde veículos pesados estão dificultando a passagem de carros e pedestres.

O vice presidente da Câmara, vereador Antônio Carlos de Lima (Antônio do Lázaro – PSD), anunciou que esteve em Belo Horizonte e conseguiu quatro novas viaturas para as polícias Militar e Civil, sendo três para a PM que foram prometidas até começo de junho.

Roberto Donizetti Cardoso (Podemos) pediu em nome dos moradores a construção de uma faixa elevada de pedestres na Rua José Caxambu, no bairro Eldorado, onde motoristas tem transformado a via em pista de corrida.

O presidente Maycon Douglas Vitor Machado (PDT) também falou em trânsito, mas agradeceu o pedido atendido, feito desde o início do ano passado para a construção de uma faixa elevada na Rua Regina Célia Vicentini, onde diversos acidentes aconteceram e uma morta foi registrada. Ao postar que o serviço foi feita em uma rede social, Maycon recebeu vários outros pedidos, que precisam ser analisados pela Secretaria de Obras, mas defendeu que próximo da Escola Marieta Castro onde foi instalada esta, é inquestionável. “A gente entende que é moroso e há muitos pedidos por toda a cidade e eles precisam ser analisados por prioridade”, afirmou o presidente.

O vereador José Geraldo Prado (Coelho – PSD), disse que esteve no Pronto Atendimento Municipal (PAM) de madrugada para averiguar denúncias que foram feitas a ele, entre elas que haviam profissionais dormindo. Ele chegou ao PAM por volta das três horas e solicitou que o recepcionista abrisse a porta para ele. Coelho afirmou que foi educado, mas o funcionário não abriu. O próprio vereador chamou a polícia, quando também chegou o médico Chefe Dr. Lucas Erbst e eles conversaram. Ele descobriu que naquela noite não houve problemas, mas há muitas reclamações, inclusive que fazem sexo dentro do PAM. O parlamentar, deixou claro que seu trabalho está baseado na Lei Orgânica, que permite que ele e outros edis, entrem em qualquer repartição pública para fiscalizar.

Uma reclamação de vários pais da zona rural, é quanto ao transporte dos estudantes. O problema segundo denunciou Coelho, é que os ônibus não estão devolvendo as crianças do ponto de onde elas saem em suas comunidades. Algumas estão ficando a cerca de quilometro ou mais de distância de casa. O vereador ficou visivelmente irritado porque já falou com a Secretaria Municipal de Educação e com o prefeito Marcelo Chaves mas nenhuma providência foi tomada. “Isto nunca aconteceu. Se acontecer algo com as crianças quem será o responsável? Qual é a economia que a Prefeitura está tendo com isto? Se fosse os filhos do prefeito e da secretária que estivessem sendo transportados, eles fariam isto?”, questionou, solicitando a convocação do prefeito e da secretária a prestar esclarecimentos sobre o caso.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS) comentou sobre o Centro Pediátrico, alvo de muitas reclamações nos últimos dias e de uma decisão da Administração, de manter o serviço funcionando apenas para casos de emergência. Sérgio que entendeu no mandato anterior o fechamento das escolas da zona rural e a transferência das crianças para outra escola e a mudança do posto de saúde da Vila Marilena para o bairro Morada Nova, reconheceu a coragem da Secretaria de Saúde em distribuir os pediatras novamente nos postos de saúde.

VEREADORES SAEM EM DEFESA DE LUISINHO

O ex-presidente Luisinho desabafou. Disse que ficou chateado, mas recebeu muito apoio de populares que acreditam que ele foi vítima após anunciar ser pré candidato a prefeito

O vereador Antônio do Lázaro revelou que ficou chateado com a forma com que foi divulgada a notícia da condenação do colega Luisinho. Ele que ocupava a presidência em 2016, e foi condenado por dar posse a Diego Ferreira Andrade (PPS), suplente da vereadora Alessandra Vitar Sudério Penha (PPS), que saiu de licença maternidade por conta de sua gravidez.

Na opinião de Antônio, pessoas estão agindo por causa do poder, tentando denegrir a imagem dos outros. Isto aconteceu, depois que Luisinho disse que é pré candidato a prefeito de Três Pontas. “A política se faz com trabalho. A política suja é feita assim. Quem não tem o que mostrar persegue as pessoas”, alfinetou. Ele acrescentou que o colega merece respeito e não se pode admitir que as pessoas pensem que Luisinho tenha desviado dinheiro público, como circulou nas redes sociais.

Sérgio Silva justificou que na época era o presidente do PPS e exigiu através de ofício a posse do vereador suplente. A sigla estava em desvantagem e o Poder Executivo precisava de aprovar projetos importantes na Câmara. Sérgio também classificou como ato impensado a forma como foi divulgado a condenação do seu colega. Defendeu que não há que se falar em devolver dinheiro, pois Luisinho não teve nenhum benefício com a posse de Diego.

Maycon Machado também defendeu o colega e disse que não sabe até que ponto chega a maldade das pessoas. Contou que gravou um áudio explicando a situação e rebatendo as informações inverídicas que foram divulgadas. Por isto, também foi julgado, mas não se arrepende e faria de novo caso fosse preciso.

Após as manifestações dos vereadores, Luisinho também usou a Tribuna e demonstrou que sua relação com o grupo político que pertence está por um fio. Ele revelou que existe uma dupla interpretação da Lei Orgânica. Em um único artigo, prevê três situações: Convocação imediata do suplente em caso de vaga ou licença de vereador; convocação em caso de licença de 120 dias; convocação para tratamento de saúde a partir do 16º dia.

Luisinho revelou que acompanhou na época a interpretação feita pela Assessoria Jurídica da Câmara. Fez tudo com a anuência dos colegas de mandato da época. O ex-presidente revelou que ficou triste com a forma com que a notícia foi postada em rede social e ainda com pedidos de que ela fosse compartilhada. A decisão da justiça saiu em fevereiro, mas bastou dizer da sua vontade de ser candidato a prefeito, que tudo veio a tona.

Por outro lado, neste fim de semana, recebeu muitas mensagens de apoio e pessoalmente, foram até a casa dele se solidarizarem. Luisinho reconhece que pode se tornar adversário político de alguém amanhã, mas não quer a inimizade de ninguém. “Não sou de ficar brigando, tenho bom relacionamento com todo mudo e não sou de falar nada em rede social porque não me sinto a vontade”, disse Luis Carlos.

PROJETOS – Dinheiro para o SAAE e para a PM

Os vereadores aprovaram por unanimidade os projetos da pauta, sem discussão, todos do Poder Executivo. Eles alteram os Orçamentos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e da Prefeitura.

Da Autarquia, é o pedido de permissão para utilizar um superávit financeiro apurado no Balanço Patrimonial de 2018, através de uma abertura de crédito suplementar no valor de R$561.642,56, para execução de forro em drywall no sistema estruturado, compra de material de expediente, de conjunto motobomba, manutenção do sistema de esgoto sanitário com hidrojateamento e despesas com rateio pela participação em consórcio público.

Do Município, abertura de crédito adicional especial no valor de R$ 8.4 mil, com a inclusão do elemento de despesas com “Outros Serviços de Terceiros de Pessoa Jurídica” para manutenção dos serviços administrativos, técnicos e operacionais entre o Estado de Minas Gerais por intermédio da 151ª Companhia de Polícia Militar de Três Pontas.

Secretária de Saúde faz balanço na Câmara e trata de assuntos polêmicos

A secretária municipal de Saúde Teresa Cristina Rabelo Correa acompanhada pela secretária- Adjunta, Giovana Rabelo, falou enquanto a sessão estava suspensa. O presidente Maycon Machado disse que o tempo dela seria de 20 minutos, mas precisou de um pouco mais de uma hora na Tribuna, para abordar diversos setores da saúde e principalmente enfrentar assuntos polêmicos, como o atendimento no Pronto Atendimento Municipal (PAM) e no Centro Pediátrico e os casos suspeitos de Dengue.

“Eu vim aqui para mostrar que temos trabalhado muito para garantir uma saúde de qualidade e atenção básica que nos é obrigatório, que enfrentamos muitas dificuldades e que muitas vezes temos que tomar decisões que nem sempre agradam”, anunciou.

Teresa que está na pasta a um ano e oito meses e começou apresentando os números, falando dos exames realizados pela Secretaria Municipal de Saúde através do CISSUL e de convênios com clínicas na região e dos gastos que eles geram aos cofres públicos municipais. O Município está investindo 37,8% em saúde, sendo que o obrigatório é de 15%, provocado também pela ausência de repasses do Governo de Minas Gerais. Além de aumentar a demanda por recursos da Prefeitura, o Município precisa assumir as responsabilidades de média e alta complexidade que deveriam ser custeados pelo Estado e o Governo Federal. A população precisa entender como é o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e as responsabilidades de cada esfera de governo. Quando falta alguma coisa, as pessoas tem o hábito de acharem que nada funciona e esta não é a realidade.

Na avaliação da secretária, a rede de saúde funciona bem, os postos foram todos reformados, há uma equipe comprometida e os esforços diários são evidentes da Administração em garantir aquilo que é possível fazer. A Farmácia Municipal está abastecida de medicamentos. Dos obrigatórios que são de responsabilidade do Município, faltam pouquíssimos. “De 20 itens, nós temos 17 ou 18”, exemplificou. A Farmácia básica não está 100%, pois depende de fornecedor, que costuma segurar medicamentos sempre que há estimativa de reajuste de preços, mas tem disponibilizado os medicamentos à população.

A vereadora Marlene Lima questionou que as pessoas reclamam da localização da “Farmacinha” e perguntou se cada posto não pode ter seu estoque e fazer a entrega dos medicamentos. Teresa esclareceu que para isto, é preciso um farmacêutico em cada unidade o que é impossível.

Teresa Cristina admitiu que até janeiro deste ano, a população tinha motivos para procurarem de forma desenfreada o PAM por causa da falta de médicos nos postos de saúde. Hoje, todas as unidades possuem clínico geral, pediatra e na Policlínica cardiologista.

Sobre o PAM, que é alvo de reclamações, ela afirmou que a demanda de atendimentos é muito grande. São de 200 a 280 pacientes a cada 24 horas. A maioria destes pacientes, deveriam procurar um posto de saúde dos bairros, porque não são casos de urgência e emergência. Ela admite que já tomou providências quanto a médicos e funcionários que deram problemas, mas precisa de nomes, mas necessita que a população colabore e entenda que o volume de trabalho no PAM é desgastante. A equipe foi ampliada e hoje são três médicos clínicos que estão atendendo por causa do crescimento da Dengue.

No caso do Centro Pediátrico, a chefe da pasta voltou a reclamar da sua localização, que prejudica o acesso dos pais e que não há uma classificação definida para ele. Ele não pode ser um PAM Infantil, pois precisa de equipamentos que não tem. O Centro continuará em funcionamento com médico e equipe de enfermagem para casos de urgência no atendimento infantil.

Com a reformulação que está sendo feita, a estrutura do Centro de Pediatria, que ocupa apenas 60% do imóvel, vai dividir espaço com o DST/Aids. O serviço funciona em uma casa alugada na Rua XII de Outubro e, uma das metas da secretária de Saúde é diminuir ao máximo o gasto com o pagamento de aluguel. Ainda não há data para que isto aconteça. Assim vai acontecer com a sede da secretaria, que vai para o antigo prédio da Policlínica, que está sendo reformado.

O último assunto foi a Dengue. Teresa confirmou 345 casos suspeitos/notificados e não aceita dados divulgados pela imprensa da região, de que a cidade esteja no topo de registro de casos confirmados no Estado. A cada dois anos o Município registra epidemia e que o status só é diagnosticado pelo Governo de Minas. A situação neste momento é de surto e não de epidemia. Só com ela, é que a cidade receberá apoio do fumacê pesado feito por veículos. O procedimento segue normas do Ministério da Saúde e não pode ser realizado de forma discriminada. O pedido dela, é que a população ajude limpando os quintais de casa, na dispensação do lixo de casa e dos donos de terrenos para que não deixem os lotes cheios de entulhos.

Os vereadores questionaram a secretária e os assuntos foram os mesmos já abordados por Teresa. Robertinho questionou sobre a frota de veículos e Flavão sobre o PAM. Os parlamentares agradeceram a presença dela na Câmara e reconheceram as dificuldades enfrentadas diante da enorme falta de dinheiro. Aos parlamentares solicitou que eles fiscalizem, façam suas visitas profissionais, para inclusive entender como funciona o SUS.

“Estamos longe da perfeição, mas temos feito de tudo, trabalhado muito, economizando onde podemos e contando sempre com apoio da Câmara, da imprensa e da população”, concretizou Teresa Cristina.

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