Cancelamento foi anunciado pela Superintendência Regional de Saúde de Varginha. Vacina é disponibilizada pelo Ministério da Saúde. Município apenas recebe e faz a campanha

Loui Jordan

A Campanha de Vacinação Antirrábica, que imuniza cães e gatos contra o vírus da raiva, não será realizada em Três Pontas este ano. Tradicionalmente executada entre julho e agosto, por questões de responsabilidade do fabricante das doses de vacina, não haverá a campanha. O programa de proteção visa a saúde e o bem-estar de todos e não somente animais.

A campanha imunizou entre 10 e 11 mil cães e gatos em 2018 e a falta dela será sentida na comunidade. Por isto, as pessoas precisam tomar cuidado. Os tutores eram convocados a levar seus animaizinhos em pontos estratégicos espalhados por toda cidade. Na zona rural, eram mais de 40 dias indo até as comunidades.

Um dos motivos pelo qual a campanha sempre foi nesse período do ano, é que o mês de agosto é considerado o mês do “cachorro louco”. Embora seja um mito ou uma crença, por não ser comprovado isto, é um período onde existem mais confrontos entre os cães, onde mais fêmeas da espécie canina estão no cio. Isso tudo deságua em uma transmissão mais potencializada do vírus da raiva.

A vacina é disponibilizada e de responsabilidade exclusiva do Ministério da Saúde. Ela é encaminhada para o Estado de Minas Gerais que repassa às Superintendências Regionais de Saúde, que posteriormente envia aos municípios. Três Pontas integra a regional de Varginha. O problema é a escassez da vacina por causa do fabricante, que não entregou doses suficientes. O Estado não recebeu nenhum comunicado oficial do Ministério, mas alguns municípios estão recebendo as doses. No total, são 10 ao todo em Minas Gerais e uma delas é Varginha.

Segundo o médico veterinário da Secretaria Municipal de Saúde, Marcelo de Figueiredo Gomes, pelo comunicado enviado pela regional, não há mais tempo e nem arsenal de vacinas para fazer a campanha. “Esse ano, por um motivo que a gente não sabe exatamente qual, houve um problema com a aquisição das vacinas do fabricante e, o Ministério da Saúde, por algum motivo, não recebeu as vacinas suficientes. E o que temos que informar é que em Três Pontas não teremos Campanha de Vacinação Antirrábica”, anunciou Marcelo Figueiredo.

A tendência é que a situação se normalize no ano que vem. Enquanto isto, uma das alternativas é procurar a dose para cães e gatos na rede privada. “Todos os proprietários e tutores de cães ou gatos devem procurem as clínicas veterinárias ou lojas agropecuárias, para adquirir a vacina”, alertou Marcelo que acrescentou que não existe dificuldade de encontrá-la.

Mas a pergunta que muitos devem estar fazendo é: porque Varginha está fazendo a campanha e Três Pontas não recebeu as vacinas? Foi identificado um morcego positivo para raiva na área urbana do Município, o que configura uma situação epidemiológica diferenciada em relação as outras cidades. Por isto, antes mesmo da campanha “começar”, Varginha já tinha notoriedade para receber as vacinas.

Cuidados com os animais

Os cuidados com os cães e gatos são cruciais. É importante que o animal seja imunizado e se proteja com outras vacinas. Existem outras que são tão quanto importantes e necessárias como a da raiva, que complementam neste controle de imunização. “A gente tem uma ideia muito exata da importância da campanha de vacinação. Mas, infelizmente, não está ao nosso alcance no momento resolver”, disse.

A raiva pode ter apresentada de duas formas, a furiosa e a paralítica. Nos herbívoros, a forma paralítica é a que mais aparece. O animal perde a coordenação motora e não consegue nem se levantar mais. Já a forma furiosa, que se manifesta geralmente nos cães e gatos e altera o sistema nervoso. Os sintomas são rigidez muscular, aversão à luz, dificuldade de deglutição de alimentos e até água, além da agressividade. “Daí o nome da doença raiva”, esclarece o médico veterinário.

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