EXCLUSIVODenis Pereira – A Voz da Notícia

A EQUIPE POSITIVA TRANSMITE O JOGO A PARTIR DAS 10 HORAS, NA 89,9 FM – Jogo do título é neste domingo as 11 horas. TAC espera que jogar dentro de casa favoreça o time de conquistar o título inédito no futsal

O TAC está concentrado para a disputa da grande final da 18ª edição da Copa Alterosa de Futsal. A partida decisiva está marcada para amanhã domingo (22), no Ginásio Poliesportivo Governador Aureliano Chaves de Mendonça. TAC Futsal enfrenta o Alfenense Futsal, a partir das 11 horas da manhã, com a presença da TV Alterosa. A abertura dos portões será as 9:00 da manhã e os ingressos agora só podem ser adquiridos a R$5 na bilheteria, a partir deste horário.

A cobrança do ingresso é porque houve uma cobrança da cota de publicidade, que foi reduzida após negociação com a TV Alterosa e o custou ficou em R$ 5mil. Antecipadamente o ingresso custou R$3 em seis pontos de vendas espalhados pela cidade.

O técnico do TAC é o jovem professor de educação física que se formou há 4 anos. André Luis da Silva (foto) tem 28 anos. Jogou Andréno TAC nos campeonatos regionais durante três anos e sagrando-se campeão nas Copas Bandeirantes e Record. Ainda quando estudava educação física esperava um dia ajudar o time do coração e da sua cidade, porém, revela que foi rápido demais. Atualmente ele trabalha no Sesi, onde são desenvolvidos projetos sociais como o “Atleta do Futuro”, com escolinhas de natação e futsal e atividades para os associados como ginástica, academia, ginástica na empresa e lazer no Clube dando total apoio as indústrias trespontanas.

Em entrevista exclusiva à Equipe Positiva, o comandante rubro negro, revela detalhes de como é chegar a final da competição, os desafios que enfrenta para comandar o grupo do TAC.

Três Pontas já conquistou o título duas vezes, com o Trespontano Olímpico Clube (TOC) e com a equipe da Prefeitura.

ENTREVISTA ANDRÉ LUIS DA SILVA

Conte um pouco sobre o TAC ano passado que terminou em terceiro lugar.

O TAC ano passado, que conseguiu ficar em terceiro lugar, foi uma equipe montada para começar um trabalho novo. Não para ser campeão, mas ainda conseguimos o terceiro lugar, perdendo a semifinal da Alterosa e do mata-mata da Taça EPTV para o Paraíso Futsal. Na época era uma equipe semi profissional. O que também nos atrapalhou foi a questão que não tivemos tempo hábil para nos preparar, através de treinamentos. Juntamos um grupo e fomos para a competição, porque Três Pontas, sempre tem ótimos jogadores, mas sempre havia um grande problema que era as datas da Copa do Trabalhador e, as datas das Copas Alterosa e EPTV. Por isto não havia tempo suficiente para montar uma equipe e realizar um trabalho com qualidade. Este ano, como foram alteradas as datas da competição interna, o trabalho surtiu efeito e conseguimos chegar a final.

Como surgiu a oportunidade de você treinar o time de futsal do TAC?

Ano passado através do professor Nilton Shete, recebi um convite para ser preparador físico do TAC no futebol de campo. Então assumi a tarefa e com o objetivo e com o mesmo objetivo de ajudar a estruturar a parte técnica da equipe, neste mesmo ano surgiu a oportunidade de seu assumir o TAC futsal também. O presidente Ney Antônio sempre pensou em mudanças e me convidou para assumir o cargo de técnico, que foi a pedido dos próprios jogadores. No começo não aceitei porque era uma responsabilidade muito grande. A instituição TAC dentro de Três Pontas e em Minas Gerais é muito forte. Fiquei balançado porque eu tinha acabado de me formar dentro da área e tinha experiência como jogador. Mas conversando com a minha grande companheira e esposa Josy, ela me convenceu que tinha que aceitar. Se eu não iniciasse o trabalho eu não saberia o resultado.

Está sendo um grande desafio a sua primeira experiência como treinador e já comandar o time de maior expressão e torcida da cidade?

No ano passado eu fiquei um pouco balançado, pois assumir uma responsabilidade enorme dentro de Três Pontas, pelo TAC que é uma grande instituição, uma seleção de Três pontas que sempre forma grandes equipes e está carente de títulos não é fácil. A cobrança e a pressão são muito grandes. Três Pontas é o berço de grandes jogadores, então é muito complicado para se formar um grande grupo vencedor.

Em algum momento você pensou que não conseguiria chegar até a final?

Depois do terceiro lugar na Alterosa, eu já sabia que algo tinha que mudar e eu conseguiria ir mais longe este ano. Por isto, solicitei para o presidente que nós iniciássemos os treinamentos em setembro do ano passado. Já que falta para a equipe era apenas questão de treinamentos, tática e postura dentro da quadra, porque nós tínhamos ótimos jogadores. Por isto, sempre imaginei que nós conseguiríamos chegar na final.

Quando você vestiu a camisa do time rubro negro, você sonhava ou pensou em um dia comandar uma das categorias do clube?

Quando eu atuava pelo TAC no futebol de campo, eu já estava estudando educação física. Imaginava sim, depois de formado poder estar trabalhando dentro do TAC ou de outra instituição, mas não esperava ser tão rápido.

Como foi a formação deste grupo?

O grupo foi montado de acordo com a base do ano passado. E ainda chamamos mais d e 40 atletas para iniciar os treinamentos em setembro, pois muito se falar que não seleção de pessoas, não tinha oportunidade jogar. E isto foi um pedido do presidente Ney Antônio, de oportunizar todos os jogadores de Três Pontas. Com isto, iniciamos os treinamentos e conseguimos montar um grupo de 18 atletas. O que foi ótimo, foi com que todos tiveram a oportunidade de treinar. Observaram que é um trabalho sério e mesmo não jogando começou a apoiar nossa equipe, pois nós estávamos carentes de torcida e apoio, o que nos deixou felizes nos últimos jogos quando vimos o ginásio poliesportivo lotado e isto faz toda a diferença.

O que você mais priorizou no elenco?
Quando o elenco foi montado me fechado para a competição, reuni todo o grupo e falei da postura tática, padrão de jogo da nossa equipe e precisava mudar. Conversei com eles sobre tudo, até mesmo a questão de vaidades. Todos tem um mesmo objetivo. Como eu joguei de com quase todos os jogadores, eu priorizei muito o respeito comigo e como o próximo. Foi assim que consegui brindar o grupo.

Como foi a campanha do TAC na Copa Alterosa?

A campanha do TAC dentro da competição foi de 10 jogo com 9 vitórias e apenas uma derrota, nas semifinais para a equipe de Cabo Verde. Deixamos mais outras equipe favoritas.

O time está completo para a decisão contra o Alfenense?

O time fez o ultimo treino na sexta-feira com todos os jogadores e está completo contra o Alfenense. Não há jogadores suspensos muito menos contundidos.

Três Pontas recentemente perdeu nas semifinais para o Chapadão que também é de Alfenas na Copa Record e não tem boas lembranças dos times desta cidade. O que o faz acreditar que o TAC será campeão neste domingo?

O que nos faz acreditar no título é a garra dos jogadores e a vontade de trazer e este título para Três Pontas, de querer colocar Três Pontas de novo no topo do futsal regional. É um dos fatores motivacionais pode ser a torcida a nosso favor.

Quando você jogou pelo TAC, no futebol de campo, na época que o time era comandado pelo técnico Ricardo Lugão, você permaneceu o maior tempo no banco. Você acha que poderia ter sido melhor aproveitado no grupo?

Eu sempre entrava em todas das partidas do TAC. Entrei várias vezes como titular, mas, isto foi uma opção do treinador que na época acha que eu não poderia ser. Talvez seja por eu ser novo, na época, e achar que eu tinha experiência.

Para você, pesa ter do outro lado o técnico Luciano Assumpção que tem muita experiência e anos de futebol?

Eu não o conheço pessoalmente, mas não pesa muito no meu ponto de vista, porque meu pai sempre me falou assim – vai no foco, objetivo, determinação e o principal, humildade, pois a experiência você vai irá adquirir atuando.

Você poderia já definir quais os jogadores começam jogando neste domingo? 

Ainda não está definido.

Considerações finais.

Queria agradecer primeiramente ao presidente do TAC Ney Antônio, pelo apoio e por acredita no meu trabalho. Quando muitas pessoas achavam que o meu nome não era o ideal, aos jogadores que assimilaram. Tudo aquilo que foi pedido e proposto à eles com muito respeito e dedicação. A minha esposa Josy que sempre me acalma e me ajuda nos conselhos e principalmente a todos os torcedores voltaram a nos incentivar e apoiar, mostrando para todos que nós somos fortes e capazes de conquistar vôos maiores.

Ginásio Poliesportivo reccebeu ornamentação feita por Rovilson Andrade. Uma mistura das cores do rubro negro, preto, vermelho e branco com as cores da Seleção Brasileira
Ginásio Poliesportivo reccebeu ornamentação feita por Rovilson Andrade. Uma mistura das cores do rubro negro, preto, vermelho e branco com as cores da Seleção Brasileira

 

Alfenense chega invicto a decisão da Alterosa

De acordo com o técnico Luciano Assumpção (Arara), por ter feito a melhor campanha, o Alfenense teria o direito do mando de quadra, porém não há ginásio com estrutura disponível em Alfenas. O Ginásio Poliesportivo Tancredo Neves continua em reforma e, por isso, o Alfenense teve que jogar todas as partidas fora de cidade.

Além da falta de um ginásio, a equipe mandante na final teria que arcar com o custo de cobertura feita pela TV Alterosa, patrocinadora da competição, organizada pela Aroa (Associação Regional de Oficiais de Arbitragem).

Trajetória do Alfenense
Para chegar a final, o Alfenense venceu oito vezes e empatou apenas uma partida: 2 a 2 contra Monte Santo de Minas pela 1ª fase da competição. Já o TAC/Três Pontas disputou um jogo a mais porque, na fase inicial, o grupo dos trespontanos tinha cinco equipes, enquanto o do Alfenense, quatro.

Apesar de ter um jogo a mais, a equipe treinada por Luciano Arara tem o melhor ataque da competição. O Alfenense balançou a rede 66 vezes, 26 a mais que o TAC. Quando se analisa o saldo de gols o time de Alfenas também leva vantagem: 23 a 19.

Na primeira fase, o Alfenense estreou com uma goleada: 22 a 5 contra Cordislândia. Na partida seguinte: o empate em 2 a 2 contra Monte Santo de Minas. O time fechou a 1ª fase vencendo o Aciap CDL/Paraguaçu por 8 a 3. Com esses resultados, classificou-se na 1ª colocação do grupo.

Pela 2ª fase, o time comandado por Luciano Arara venceu as duas partidas que tinha pela frente, seguindo para a quarta de final. As vitórias vieram com um placar apertado (7 a 6) contra Caxambu e um bem mais tranquilo contra Lambari: 7 a 1.

Nas quartas de final, o Alfenense enfrentou Alpinópolis em dois jogos decisivos. Na primeira venceu por 3 a 2 e, no segundo confronto, goleou por 8 a 1.

Já na semifinal, a equipe de Alfenas bateu a tradicional equipe de Pouso Alegre, bicampeã da Taça EPTV (2009 e 2013). Logo na primeira partida, mesmo diante da torcida pousoalegrense, aplicou uma goleada: 4 a 1. No segundo jogo, realizado em Areado, o Alfenense aplicou uma nova goleada: 5 a 2.

Preparação
Para a final, a equipe tem dois desfalques importantes. Uma das referências do time, o experiente Eduardo Mamão, 30 anos, sofreu um rompimento no ligamento no joelho na segunda partida da semifinal e está fora do jogo de domingo. Devido a essa contusão, o atleta também não pôde disputar a final da Copa TV Record, onde sua equipe, o Chapadão, tornou-se campeã.

O outro desfalque é o artilheiro Vinícius Formigão, que acabou expulso na 2ª partida contra Pouso Alegre. Faltando apenas 20 segundos para o fim do jogo, o atleta segurou o adversário e levou seu segundo cartão amarelo no jogo e recebeu o vermelho.

Tri-campeão da Taça EPTV (em 2010 por Alfenas e nos dois anos seguintes por São Sebastião do Paraíso), Formigão tem 15 gols na edição deste ano da Copa TV Alterosa. É a mesma quantia de gols marcados por Renatinho que pode superá-lo na final e tornar-se o artilheiro da equipe. Rogério Cebolinha tem 14 gols e também briga pela artilharia.

Além de Luciano Arara no comando da comissão técnica, o Alfenense conta como o auxiliares Ricardo Santiago, Robson Luís (Robão) e Júlio dos Reis (Júlio Linguiça). O mascote do time é o pequeno Kauã Santiago, de 5 anos, que viajará até Três Pontas para a final.

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