Foto: Assessoria de Imprensa da PMTP

 

Todos os estabelecimentos precisam exigir o uso de máscara dos clientes e colaboradores e disponibilizar álcool em gel 70%

Uma reunião no Auditório Moacyr Pieve Miranda, da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas (Acai-TP), na tarde desta sexta-feira (24), oficializou a reabertura de bares, restaurantes e lanchonetes. Para isto, eles terão que assinar um termo na próxima segunda-feira (27), se comprometendo a seguir várias exigências sanitárias, para evitar o contágio do novo Coronavírus. Estes foram os últimos setores do comércio que conseguiram retornar as atividades. O comércio em geral, com exceção dos estabelecimentos essenciais, estavam oficialmente fechados desde o dia 21 de março.

Duas determinações são para todos os setores. A utilização de máscaras por clientes e colaboradores e a disponibilização de álcool em gel para todo mundo fazer a higienização das mãos. Neste sábado (25), os “laranjinhas” contratados pela Prefeitura estavam em vários lugares, principalmente na porta de estabelecimentos que tem grande movimento, como supermercados, orientando comerciantes e consumidores e distribuindo álcool em gel.

Lojistas em geral

O setor lojista, como móveis, calçados, eletrodomésticos e confecções foi liberado na quinta-feira (23), seguindo uma Instrução Normativa da Secretaria Municipal de Saúde. Nela é necessário obedecer a 10 critérios, que são regras básicas, como o controle de lotação usando senhas, com a quantidade de pessoas de acordo com a metragem do estabelecimento. É preciso atender a proporção de um cliente a cada 20 metros quadrados. Utilizar máscaras para todos os colaboradores. Higienizar as mãos a cada uma hora, seja com água e sabão ou álcool em gel, a utilização de luvas para aqueles que preparam ou manuseiam alimentos é necessário, além de fazer a limpeza de carrinhos, cestos, balcões e caixas. Manter o distanciamento de dois metros entre os consumidores. Os clientes não podem ter acesso aos itens de padaria, sendo que é preciso disponibilizar um funcionário. Aqueles que fazem parte do grupo de risco, seja pelas doenças crônicas ou idosos, apresentem algum tipo de sintomas do novo Coronavírus, não podem trabalhar e devem ser orientados a procurar atendimento médico.

Academias e clínicas de estética

As academias, estúdios e clínicas de estética receberam a permissão de funcionar a partir desta segunda-feira (27), depois de apresentarem um plano e colherem as assinaturas de quem irão seguir as determinações de medidas sanitárias impostas pela Secretaria Municipal de Saúde. Fechados desde 17 de março, a flexibilização exige de uma maneira em geral, intensificar a higienização das academias e dos aparelhos com frequência, inclusive quando houver a troca de usuários. Cada aluno deve obedecer distância de dois metros e não ficarem aglomerados. Será preciso agendar horário para que sejam feitas as atividades em pequenos grupos, evitando aglomerações e todos devem utilizar máscaras, inclusive os alunos. Haverá vistoria pela Vigilância Sanitária e quem não seguir os procedimentos, poderá ter suspenso o alvará de funcionamento ou até a interdição do estabelecimento em casos mais graves.

Bares, restaurantes e lanchonetes

Donos de bares, restaurantes e lanchonetes se encontraram com o presidente da Acai-TP Bruno Dixini Carvalho, a secretária municipal de Saúde Teresa Cristina Rabelo Corrêa e o coordenador da Vigilância Sanitária Fábio da Silva Fonseca. Teresa foi muito incisiva em dois pontos: que as medidas exigidas são mínimas e haverá fiscalização. Ela reforçou por várias vezes que não quer usar o poder de fiscalização e que por isto, as questões educativas estão sendo bastante focadas, mas caso encontre algum estabelecimento não obedecendo as normas, a Secretaria de Saúde por meio da Vigilância, será obrigada a lacrar o comércio. A fiscalização terá o apoio da Polícia Militar.

O coordenador da Visa Fábio Fonseca foi quem apresentou as exigências, que facilitaram ao máximo a volta destes locais que são muito procurados principalmente nos fins de semana. O documento estará pronto para que estes comerciantes assinem o termo de compromisso, na segunda-feira a tarde, de que eles estão adequados para abrirem as portas novamente. Ainda está em vigor, o Decreto do Estado de Minas Gerais que determina o fechamento destes estabelecimentos, mas Teresa Cristina afirma que pensou muito neste setor, por conta da insistência dos pedidos feitos pelo presidente da Associação Comercial Bruno Dixini.

A lista de requisitos ainda vai ficar pronta, mas a Equipe Positiva teve acesso ao documento e mostra que bares, restaurantes, pizzarias, cafeterias e lanchonetes, devem manter o distanciamento de 1,5 metro entre os clientes ou quando isso não for possível deverá atender somente 30% da sua capacidade. Os clientes devem entrar no estabelecimentos usando máscaras. O local precisa fornecer álcool em gel na entrada e no início da fila onde as pessoas se servem nos restaurantes, porque os clientes precisam fazer a higienização antes de pegar os pratos e talheres. Os talheres devem estar embalados individualmente em papel ou plásticos. Mesas, cadeiras, balcões e superfícies devem ser higienizados com maior frequencia. Os colaboradores tem que higienizar as mãos, antebraços, antes e depois de manipularem os alimentos, após tocarem o rosto, nariz, olhos e boca e uso de sanitários e após tocar em dinheiro ou cartões. As maquininhas de cartão devem ser limpas a cada uso e precisam estar revestidas de plástico filme para facilitar a limpeza. Os estabelecimentos deverão manter os locais ventilados, inclusive os locais de alimentação dos trabalhadores e locais de descanso. Os lavatórios seja para refeição ou sanitários devem ter sabonete líquido, toalha de papel e álcool 70%. Os entregadores não podem entrar onde é produzido a alimentação.

Todos os funcionários devem usar máscaras durante todo o horário de trabalho e trocá-las sempre que necessário. Cabe ao empresário ser um fiscal de seu próprio estabelecimento.

Para conseguir flexibilizar o funcionamento de todos os estabelecimentos comerciais foi feito um trabalho minucioso, e um estudo da capacidade instalada juntamente com o Hospital São Francisco de Assis, para verificar a sua capacidade de atendimento em caso de internações. Atualmente, a Santa Casa tem 44 leitos clínicos e 15 de UTI. Diante de dois casos de Coronavírus confirmado na cidade, sendo uma morte pela Covid-19, a estatística provou que se poderia começar a flexibilizar a reabertura. A autorização para que as lojas voltem a funcionar, foi uma decisão compartilhada, entre a Prefeitura Municipal, Associação Comercial e a Associação Médica. A Promotoria de Justiça não se manifestou, mas recebeu toda a documentação, inclusive o aparato científico para a decisão tomada. Ela espera que todos os comerciantes sigam as exigências e evitem que tudo seja fechado por alguma determinação.

Teresa Cristina comentou que não precisa sair todo mundo de casa para ir às compras e as pessoas que devem permanecer em casa, principalmente os idosos e doentes crônicos, usufluindo de serviços de delivery, fazendo pedidos por telefone ou pela internet, uma vez que muitas pessoas ainda devem e precisam permanecer em casa.

A secretária de saúde Teresa Cristina mostra a prévia do documento que será assinado por aqueles comerciantes que queiram retornar as atividades seguindo as restrições

A secretária ainda manifestou a sua preocupação com os aposentados que passam horas em pé, nas filas dos bancos, esperando para receberem seus benefícios. Teresa lembra que ninguém nunca se preocupou com eles, mas ela manifesta o desejo de continuar olhando pelos idosos. Ao verificar porque eles ficam na fila e não pedem que algum familiar façam isto por eles, Teresa diz é porque temem que estes fiquem com o dinheiro deles. “A pandemia teve o seu lado bom, porque se enxergou esta fila nos bancos que sempre existiu e a nossa Administração vai continuar se preocupando com isto, dando melhor qualidade de vida para os nossos idosos”, registrou Teresa Cristina.
Não há previsão de quando as escolas públicas e privadas voltem a funcionar, pois é uma determinação do Estado de Minas Gerais.

Donos de bares, restaurantes e lanchonetes ouviram as orientações que precisam seguir e tiraram dúvidas

Economia reativada, mas longe do ideal

O presidente Bruno Dixini ouviu da secretária que foi por muita insistência dele e da direção da entidade, que o comércio está sendo autorizado a abrir. Ele afirmou nesta reunião com os donos de bares e restaurantes, que foi uma luta muito grande reativar a economia, deixando o dinheiro circular e fazendo com que o quadro de desemprego não se agrave. Se fosse mantido o comércio fechado, as consequencias seriam ainda mais drásticas. “Foi com muita segurança, embasamento científico e diálogo, que nós conseguimos a liberação, graças a estrutura do município e principalmente do Hospital que está em dia. Temos muita sorte de ter o Michel Renan na sua direção que trabalhou a tempo, conseguindo inclusive mais respiradores com empresários e de equilibrar a situação a tempo de enfrentarmos esta pandemia”, mencionou Bruno Dixini.

Ele admite que houveram muitas demissões em setores variados. Empresas reduziram o quadro de funcionários. O que minimizou um pouco, foi a liberação do Estado pelo segmento industrial e da construção civil. Alguns setores como o agronegócio não pararam e se mantém com certa tranquilidade. Há uma esperança que esta retomada gradual do ramo lojista, consiga recuperar este mês perdido. A Associação Comercial está criando ferramentas para que eles voltem de uma forma mais moderna e se reinventem, porque nada será como antes. A Acai-TP fez uma parceria com o Sindicato de Bares, Restaurantes e Hospedagens, para justamente desenhar o futuro destes setores, após a Covid-19.

Houve uma queda significativa no ramos de bazar, têxtil e alguns itens de perfumaria. Por cautela, os consumidores mudaram o perfil de compras nos supermercados. Os clientes tem preferido marcas mais baratas e comprando mais o básico, o que exige muita atenção com os estoques, para não haver o desabastecimento. A falta foi apenas de álcool em gel e de máscara.

O retorno do comércio é uma vitória, mas a manutenção dele se dará se não houver a propagação do vírus, por isto, a população tem um papel importante junto aos comerciantes e empresários, que precisa usar máscara, fazer a higienização correta e também do empresário de manter seguro seu estabelecimento. “Não podemos ficar calmos, não está resolvido, estamos no meio da crise e essa pandemia não tem hora para acabar, a gente vê que cada hora esse pico muda de lugar e precisamos estar vigilantes”, reforça o presidente da Acai. Três Pontas é uma cidade diferenciada, abençoada por Padre Victor e pujante com a colheita do café, tem que importância impar na economia do município.

Bruno Dixini presidente da Acai-TP reforça a necessidade de todos fazerem sua parte. Fotos: Equipe Positiva
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