Foto: arquivo Equipe Positiva

 

Ha pelo menos 20 anos a doença não era registrada em Três Pontas. Única forma de prevenção é a vacinação

Três Pontas registrou um caso de sarampo no município. A informação é da Secretaria Municipal de Saúde e reforça a necessidade das pessoas se imunizarem com a vacina, pois a doença é altamente contagiosa e pode ser letal em crianças, muito mais que o Coronavírus.

E é justamente em uma criança, de apenas dois anos de idade, que o caso foi confirmado e está sendo acompanhado pela equipe da Vigilância Epidemiológica. Há pelo menos 20 anos que o sarampo não é diagnosticado na cidade.

A enfermeira coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Três Pontas Lara Miranda Silva, conta que o sarampo é um vírus e ainda não existe nenhuma medicação de prevenção, a única é a vacinação. Há inclusive agora uma campanha de imunização contra a doença, mas que não se está fazendo uma grande publicidade, para não se ter aglomeração, porém, é importante que as pessoas procurem as unidades básicas de saúde com o cartão de vacinas. A imunização em pessoas entre 20 e 49 anos é indiscriminada, ou seja, todos devem tomar. A vacina chamada de triviral, protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.

“Todas as pessoas que estão indo aos postos levar os filhos para completar outras doses de rotina, já estão sendo vacinados. Como está mais tranquila a procura pela vacina da gripe e não está havendo mais aquela correria, todos podem ir aos postos com mais tranquilidade, sempre usando máscara”, esclareceu Lara Miranda.

Nem todos que se vacinam estão livres da doença. É que independente de criança ou adulto, pode ocorrer do organismo não criar imunidade contra estas doenças. Isto acontece em uma pequena porcentagem, pois depende do sistema imunológico de cada um. É por isto, que o Ministério da Saúde realiza a cada 8 ou 10 anos, campanhas indiscriminadas, para conseguir atingir esse grupo que não criou imunidade contra estas doenças, assim como a febre amarela, catapora entre outras.

Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o certificado que constatava a eliminação da doença, mas em 2019, perdeu o selo, dado aos decrescentes índices de cobertura vacinal. O objetivo do Ministério da Saúde, é fortalecer as campanhas de combate contra o vírus e, consequentemente, aumentar a cobertura de vacinação por todo o país. Em meio à pandemia do novo Coronavírus, em que a recomendação tem sido sair de casa apenas para o essencial. A vacinação é um desses compromissos que não podem ser adiados.

Conheça a doença

O sarampo é uma doença viral infecciosa aguda, potencialmente grave, transmissível, extremamente contagiosa e bastante comum na infância. A presença do vírus no sangue, que provoca uma doença causada por inflamação dos vasos sanguíneos do organismo de forma generalizada, responsável pelo aparecimento das diversas manifestações clínicas.

A transmissão ocorre de forma direta, por meio de secreções nasofaríngeas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Por isso, a elevada contagiosidade da doença. Também tem sido descrito o contágio por dispersão de aerossóis com partículas virais no ar, em ambientes fechados, como escolas, creches e clínicas.

De um modo geral, todas as pessoas são suscetíveis ao vírus do sarampo. Os sintomas do sarampo podem ser percebidos de 10 a 12 dias após o contato com o vírus. Por esse motivo, muitas vezes a infecção do vírus não é percebida no curto prazo, o que auxilia na sua proliferação. Em estágios mais avançados da doença, complicações graves podem começar a expressar-se no indivíduo, como cegueira, encefalite, diarreia, vômito, infecções de ouvido e respiratórias.

Os sintomas mais frequentes de sarampo são, febre alta; mal-estar; secreções no nariz; tosse; olhos vermelhos, além de manchas brancas dentro das bochechas e vermelhas na pele (inicialmente no rosto e pescoço). Quando a doença é diagnosticada, o paciente fica em isolamento e é verificado a situação vacinal de todas as pessoas que tiveram contato com ele e de que moram ao redor no quarteirão. Quem estiver com a vacina em atraso recebe a dose.

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