Fotos: Equipe Positiva

 

Assista a reportagem completa sobre a tragédia no fim da postagem

O clima é de tristeza e desolação, no local chamado “Ilha do João Bandoni”, a beira do Lago de Furnas, nas região da Prainha, a 17 quilômetros do perímetro urbano de Três Pontas. As atenções da cidade se voltam a procura incessante pelos dois adolescentes, um menino de 11 e o primo de 17 anos e se afogaram, durante a pescaria da família no último domingo (15).

Desde então, os familiares não saem da beira do rio, onde passaram os últimos momentos de alegria na vida de todos aqueles que estavam lá, quando os garotos desapareceram no rio. Na tarde de domingo estavam dois irmãos e sete sobrinhos, que chegaram por volta das 15:00 horas. A pescaria é uma tradição de família. Eles vão a diversos lugares, inclusive neste onde se afogaram. O local é muito usado por pescadores da região, onde encontram peixes com facilidade e nos fins de semana fica bastante movimento.

No fim da manhã desta quinta-feira (19), a Equipe Positiva foi ao local da tragédia e conversou com Rafael Jonatan da Silva (foto). Ele é irmão de João Pedro, de 11 anos, o que caiu na água primeiro quando a correnteza virou. Ao ver a situação, Henrique de 17 anos foi tentar salvá-lo, os dois se abraçaram, foram vistos alguns metros a frente sendo arrastados pela correnteza, afundaram e desapareceram. O pai Francisco, bastante conhecido entre os pescadores não estava no local. Assim como tem feito durante todos estes dias, estava percorrendo o leito do rio, ajudando nas buscas. Durante várias vezes ao dia, eles se reúnem para fazer orações, junto a uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Familiares e amigos levam todos os dias, café, água e alimentos para conseguirem passar o dia.

Amigos e familiares levam água, café e alimentos para passar o dia na beira do rio

De acordo com Rafael, o apoio de familiares e amigos tem sido crucial, para enfrentar estes momentos de angústia. “A gente sofre demais, a mãe está em estado de choque e ficamos na expectativa de encontrá-los”, descreve o rapaz.

No domingo, o rio estava bem mais cheio, mas a correnteza pegou a todos de surpresa. Ele abaixou bastante, mesmo assim, as buscas não tiveram fim e continuam. O Corpo de Bombeiros está fazendo as buscas embarcadas e durante a tarde desta quarta-feira, o helicóptero Arcanjo da corporação cobrindo uma área maior, inclusive em remansos, (onde o rio faz curva e forma uma espécie de piscina).

O Corpo de Bombeiros orienta às pessoas a não fazerem buscas por conta própria, utilizando barcos e jet skis e deixar os trabalhos acontecerem da forma adequada e segura, sendo feitos pelos bombeiros que estão se empenhado exclusivamente à busca dos meninos.

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