Fotos: Equipe Positiva

 

Os vereadores da Câmara Municipal de Três Pontas, adiaram na sessão ordinária desta segunda-feira (14), a votação de um projeto que autoriza o Município, a leiloar uma área na região dos Quatis. Antes da pauta, eles se manifestaram no Pequeno Expediente e fizeram cobranças ao Poder Executivo.

Começando pelo vice presidente da Câmara, o vereador Antônio Carlos de Lima (Antônio do Lázaro – PSD), que cobrou mais uma vez providências em relação a limpeza do Distrito do Pontalete. Segundo ele, o local está com mato alto e lixo por toda parte. Em ofício, a Secretaria Municipal de Transportes e Obras informou que a limpeza está sendo feita a cada 15 dias.

Informação que a secretária da Mesa Diretora Marlene Rosa Lima Oliveira (PDT), diz desconhecer. Neste fim de semana mesmo, ela foi ao Distrito e encontrou muita sujeira, deixada pelos visitantes e que acabando tendo que ser retirada pelos moradores.

O vereador Luiz Flávio Floriano (Flavão – PSL), contou que levou o prefeito Marcelo Chaves, para ver a situação da Rua Barão da Boa Esperança, em frente ao supermercado Moacyr, onde está precisando de ser colocado um semáforo, ou construído uma faixa elevada de pedestre.  O prefeito prometeu a ele e aos empresários, resolver o problema.

Flavão foi à empresa responsável pelo transporte urbano pedir que a “Circular”, passe pelos bairros Vivendas do Bosque e Santa Tereza, mas soube que apenas em meados do ano que vem isto será possível.

O vereador Geraldo José Prado (Coelho – PSD), comemorou a obra no final da Avenida Senador Josino de Brito, que atende a pedido dos moradores a mais de 20 anos. Eles tinham a casa invadida toda vez que chovia e muitos perderam móveis, eletrodomésticos, entre outros pertences. O recurso para a construção da rede pluvial é fruto de emenda parlamentar pessoal dele.

O presidente da Câmara Maycon Douglas Vitor Machado (PDT), parabenizou a Secretaria de Cultura, Lazer e Turismo pela festa do Dia das Crianças, realizada no Parque Multi Uso da Mina do Padre Vitor. Ele também felicitou seus colegas vereadores, que são professores e a todos os profissionais da educação que são fundamentais na formação de cidadãos.

Leilão de terreno do Centro de Eventos divide opiniões

Robertinho, Érik e Sérgio

O projeto de lei 082, de 22 de agosto deste ano, já gera polêmica desde quando foi protocolado no Poder Legislativo. A intenção da Administração é desafetar uma área de 33.618,00 metros quadrados que fica no Centro de Eventos Wagner Tiso, nos Quatis e leiloá-la. O terreno foi avaliado em R$1.512.810,00 e este será o valor inicial do leilão, caso o projeto seja aprovado. Há uma empresa interessada em adquiri-lo para expandir seus negócios em Três Pontas. Na proposta, o Município afirma que a aprovação dela dará continuidade ao processo de industrialização, fomento da economia, geração de emprego e renda. O dinheiro arrecadado será investido nas obras de infra estrutura no próprio Distrito Industrial na região dos Quatis.

O vereador Roberto Donizetti Cardoso (Robertinho – PP), já tem demonstrado sua indignação a várias semanas em relação a este assunto. Nesta segunda-feira não foi diferente. Ele foi o primeiro a falar, fez questão de usar a Tribuna, antecipando seu voto contrário e anunciando que medidas já foram tomadas caso a proposta seja aprovada pelo Plenário. Ele protocolou uma denúncia no Ministério Público na semana passada. A preocupação de Robertinho é a mesma de muitos. O valor do metro quadrado é de R$45, enquanto no loteamento do outro lado da Avenida o custo é de R$263. Além disso, a venda não garantirá nenhuma vaga de emprego gerada. “ O empresário, que esteve inclusive aqui na Câmara com o prefeito, me disse que não vai gerar nenhum emprego e ele está comprando faz o que quiser com a área”, completou Robertinho, sugerindo que ao invés da venda, se faça a concessão de uso do terreno, divida para mais empresas para que cada uma empregue 150 pessoas cada.

A decisão de Robertinho soou mal nos ouvidos do vereador Érik dos Reis Roberto (PSDB), que protestou, sem citar o nome do colega. “Como que me vem na Tribuna, afirmando que já tomou providências se o projeto nem foi aprovado, está no campo das ideias. Isto é mais uma vez um desrespeito com o voto de cada um, que vota da maneira que quiser”, alertou o vereador tucano.

Ele anunciou que vai fazer um substitutivo – ao invés da venda à doação. Se a área for adquirida, o dono faz com ela o que bem entender. Destacou também a importância da arrecadação com o Valor Adicionado Fiscal (VAF), que esta empresa de adubos pode gerar, que pode ser mais interessante do que os empregos. Érik questionou se as pessoas tem conhecimento, de quanto custa um funcionário para uma empresa.

O vereador Geraldo Prado “Coelho” acrescentou que este é um projeto difícil, mas desde o início já tem seu voto contra, também preocupado com o valor do terreno que fica em uma área nobre. Na Tribuna também disse que não aceita ameaças ou pressão, que a cidade não está a venda ou vai ser leiloada. Não há porque o empresário interessado na compra do terreno dizer que vai embora, porque foi aqui que ficou rico.

O vereador Luis Carlos da Silva (Luizinho – PPS) tem opinião diferente e foi procurar as justificativas para seu voto. A grande preocupação sua também foi o valor, mas buscou na Câmara um projeto de lei aprovado nesta legislatura, em outubro do ano passado, em que a mesma equipe da Prefeitura avaliou um imóvel com os mesmos critérios e valores, enviou ao Poder Legislativo e o projeto foi aprovado por unanimidade.

Em julho, foi aprovado a instituição do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Três Pontas (Condes-TP), que entre suas atribuições está analisar os pedidos de concessão, venda e propostas de empresas que querem empreender no Município. Ele deu parecer favorável, conforme está no livro de atas.

O que preocupa Luisinho e por isto deve fazer emendas, é quanto ao número de postos de trabalho. No pedido enviado ao Condes, está que serão gerados oito novos empregos, apesar de que na construção do barracão ele acredita que serão muito mais, porém, no projeto, não consta que profissionais serão contratados. O investimento de R$3 milhões na obra não estimula prazo. A dúvida é que se fizesse a doação não geraria tanta preocupação. Luisinho disse que vota tranquilo, tem seu voto definido e respeita aqueles que são contrários.

Sérgio Eugênio Silva (PPS) deixou claro que sempre vota de acordo com a sua consciência e que vai ser contrário a esta proposta. Apesar de ter pesquisado com um profissional da área imobiliária, o valor do metro quadrado, o local já tem uma infra estrutura pronta e o Município pode futuramente precisar desta área. Preocupado com 12 ações que responde na Justiça, inclusive criminais, Sérgio pontuou que o Condes analisa, porém, a autorização da venda ou não, é dada pelo Poder Legislativo, que depois pode sofrer ações judiciais. “Não sou contra a empresa e muito menos do desenvolvimento da cidade”, esclareceu Sérgio.

Coelho, Luisinho e Marlene

Francisco Fabiano Diniz Júnior (Popó – PSL) achou louvável a forma transparente como o projeto foi apresentado e a iniciativa do prefeito e o empresário irem conversar com os vereadores. Popó crê que outras empresas do ramo, vá se instalar na cidade.

A secretária da Mesa Diretora Marlene Rosa Lima Oliveira (PDT), é presidente da Comissão de Justiça e Redação, primeira a receber os projetos protocolados na Casa. Ao ler pela primeira vez, a proposta do projeto, o valor do terreno lhe chamou a atenção. Oficiou o Poder Executivo e a Comissão de Avaliação composta pelos engenheiros explicaram que é a planta genérica. Ela também enfatizou a opinião dada pelo Condes, que precisa ser respeitada, mas a autorização quem dá são os vereadores. “Esta é uma área nobre demais, que está em expansão e conta com infra estrutura completa. Por isto, voto contra consciente do meu dever”, disse a vereadora Marlene.

As discussões chegaram a quase uma hora, mas o vice presidente Antônio do Lázaro, fez um pedido de vistas diante das dúvidas e das modificações que os colegas pretendem fazer no projeto enviado pela Administração.  As vistas foram aceitas e não se sabe se ele retorna já na próxima sessão.

Nova taxa e recursos para a Apae aprovados

O restante dos projetos não geraram discussões. Outros três itens foram aprovados pelo Plenário. O projeto 091, cria a Taxa de Inspeção e de Fiscalização Sanitária no Município de Três Pontas para a comercialização de bebidas e abate de animais. O vereador Luisinho foi o único contrário.

O projeto 093, aprovado por unanimidade, abre crédito adicional suplementar no valor de R$100 mil. O recurso é de emenda parlamentar do deputado federal Dimas Fabiano (PP-MG), que será repassado à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). O parlamentar atendeu pedido dos vereadores Maycon Machado, Marlene Lima e Luisinho.

Dos componentes da Mesa Diretora, Marlene, Maycon e Antônio do Lázaro, o projeto de lei que eles conseguiram aprovar, retira da lei municipal 3.579 de 24 de setembro de 2019, que trata do Plano de Custeio do Regime Próprio de Previdência Públicos do Município de Três Pontas, que a revisão das alíquotas seja feita através de Decreto. Com a alteração feita agora, toda mudança deve passar pela análise e votação da Câmara Municipal.

COMPARTILHAR

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here