Parlamentares reclamaram principalmente da questão da manutenção básica da cidade

Na sessão ordinária da Câmara Municipal de Três Pontas desta segunda-feira (25), os vereadores votaram apenas um projeto de lei, que dá o título de Utilidade Pública à Associação Menor Carente Padre Victor, mas engrossaram o tom de críticas ao Poder Executivo. Até mesmo o vereador Antônio Carlos de Lima (Antônio do Lázaro – PSD), defensor da atual gestão, destinou seu tempo no Pequeno Expediente às falhas e erros.

Começando por ele, Antônio disse que foi falar com o secretário de Transportes e Obras Maquil dos Santos Silva Pereira sobre a situação críticas das estradas rurais, foi quando teria ouvido dele, que não é trabalho de um vereador fiscalizar estrada. Imaginando ser falta de conhecimento do secretário, Antônio respondeu que não é só competência mas como obrigação fiscalizar, estrada e outros setores e secretarias. O que o deixou indignado, foi quando ele teria ido pedir a reforma de um vestiário na Comunidade do Morro Vermelho. Soube pela Administração, que o local é particular e não existe lei que permite fazer a melhoria no local. Antônio lembrou que foi na gestão anterior que o vestiário foi construído, que o local é usado pela comunidade que usa o campo para atividades esportivas. Dentro disso, também criticou o apoio que está sendo dado ao esporte, quase nenhum.

O vereador Geraldo José Prado (Coelho – PSD) seguiu a mesma linha. Disse que a situação da cidade está crítica e os vereadores não podem dizer nada. Ele acusou a Administração de dar tratamento diferenciado aos moradores da periferia aos de bairros nobres. Uma das reclamações dele, é quanto a quantidade de postes de iluminação sem lâmpadas ou com elas queimadas. Ele admitiu que os legisladores estão sendo bobos, sugeriu que eles segurem projetos de leis, porque o Poder Executivo não está trabalhando. “Eu não aguento mais sair da rua e ser cobrado pelo povo. A gente vai no gabinete, faz as solicitações que o povo nos fazem, dizem que vão fazer, mas não fazem nada”, declarou.

Quem também comentou a falta da iluminação foi a vereadora Marlene Rosa Lima Oliveira (PDT). Ela quer os documentos que fizeram, ao contratar a empresa que presta o serviço no Município, para verificar se está dentro do previsto.

O vereador Roberto Donizetti Cardoso (PODEMOS), focou na situação das estradas rurais. Para ele, já tiveram em muitos momentos ruins, mas não como agora. O termômetro das vicinais são os motoristas da Secretaria de Educação e todos eles estão reclamando, de todos os trechos.

Quem se ausentou da presidência e foi até a Tribuna, foi o Chefe do Legislativo Maycon Douglas Vitor Machado (PDT). Com vários ofícios dele e dos colegas, o presidente saiu em defesa da Câmara. Disse que está gastando papel mais do que gostaria, por conta da quantidade de solicitações que são feitas diariamente pelos edis.  Alguns dos pedidos fazem meses e nada foi feito. Enquanto isto, as pessoas continuam batendo na porta da casa dos vereadores, qualquer dia da semana para cobrar providências. No seu caso, citou uma cobrança constante feita desde ano passado. A construção de um redutor de velocidade na Rua Regina Célia Vicentini, no bairro Aristides Vieira. Maycon já havia pedido antes dos acidentes acontecerem. Nada até hoje foi feito. Neste período foram registrados vários, inclusive com uma morte.

Todas as respostas que são dadas são de que já está no planejamento da Administração e das secretarias, porém, isto não sai do papel. “O povo precisa e quer atitudes mais eficazes. Necessita que resolvam os problemas. Eu sempre apoio a Administração, busco ter uma boa convivência, mas a situação chegou a um ponto insustentável. Neste fim de semana, muitas pessoas foram na casa do meu pai e ele me ligando a todo momento para me contar. Os pedidos deles são coisas que pedi a bastante tempo”, registrou Maycon Machado. Na sua opinião, se falta mão de obra, que façam mutirões, que podem contar com a participação e a colaboração inclusive dos moradores. Ele parabenizou pela final do Campeonato Amador realizada no domingo (24), mas disse que os outros esportes, como o volei por exemplo, também precisam de apoio, principalmente os esportes individuais.

O vereador Sérgio Eugênio Silva (PPS), contou da sua viagem a Belo Horizonte. Ele se reuniu no Departamento de Estradas e Rodagem (DER-MG) onde pediu melhorias no acostamento da rodovia MG 167, entre Três Pontas e Varginha. Ciclistas usam o trecho, que está precisando de limpeza e um novo asfalto. No encontro, aproveitou para saber da MG 167, de Três Pontas a Varginha e, os profissionais do órgão foram claros, e não deram esperança: não tem nada programado, diante da situação financeira que o Estado de Minas Gerais se encontra.

Vereadores não chegam a consenso em relação as diárias

A pauta de votações foi aberta e os vereadores continuaram o ataque a gestão do prefeito Marcelo Chaves Garcia (MDB). O projeto que regulamenta e adequa a concessão de diárias, que chegou na Câmara em dezembro ainda não foi consenso e apesar de aumentar o valor para os servidores e diminuir o que é pago aos agentes políticos, como secretários, prefeito e vice, ainda há alterações a serem feitas.

Começando pelo valor que será pago, principalmente aos motoristas da Secretaria de Saúde, que não sentirão o reflexo desta proposta, já que o reajuste é ínfimo, como alertou o vereador Roberto Donizetti Cardoso (Podemos). Ele tentou fazer algumas alterações, a favor dos motoristas, mas soube que o prefeito vetaria.

Sérgio Silva apresentou emenda no Plenário, determinando que o valor seja reajustado anualmente de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Ele conseguiu incluir a emenda na pauta, mas não foi desta vez que o Poder Executivo conseguiu ter aprovado o projeto, que a Administração esperava que a votação fosse inclusive rápida. Sérgio até chegou a pedir que os colegas não pedissem vistas. Marlene Lima criticou que de 2013 a 2018, a gestão veja que se repõe apenas com R$10 de aumento.

Outra questão é que as diárias é tratada através de Decreto, o último é de junho de 2013. Quem chamou a atenção primeiro foi Érik dos Reis Roberto (PSDB). Ele alertou que o que rege até agora a questão das diárias é Decreto. Se for feita por lei, apenas uma nova sendo aprovada pelo Plenário é capaz de substituí-la. Na visão do tucano, o Poder Executivo quer mais uma vez jogar a responsabilidade que é sua para os vereadores. Quando ele poderia por sua conta, resolver o caso de forma simples. Ao invés disso, Érik disse que a Administração está “engabelando” os motoristas, desde o ano passado e não tem a coragem de definir aquilo que é de sua competência. Por isto, já antecipou seu voto contrário.

Para Coelho, falta coragem no prefeito em tomar decisões e Francisco Fabiano Diniz Júnior (Popó- PSL) sugeriu que se faça uma emenda nas faixas menores.

Diante disso, os vereadores votaram pela retirada do projeto de lei mais uma vez.

Entidade é reconhecida pelo Município

Vereador Maycon Machado e o presidente da entidade Uander Francisco Moreira da Silva

É do vereador Maycon Machado a proposta que dá à Associação Menor Carente Padre Victor, o título de Utilidade Pública Municipal. O projeto é de dezembro do ano passado, já havia sido colocado na pauta, mas foi retirado. Ela pode a partir de agora, receber subvenções sociais do Município e recursos doados por moradores através da conta de água do Saae.

A proposta foi aprovada por unanimidade, mas antes de receber o aval do Plenário, Maycon diz conhecer o trabalho da associação em favor às pessoas e famílias carentes desde quando era criança no bairro Vila Marilena. “ A gente tem que aplaudir e ajudar entidades que não ficam apenas esperando colaboração dos órgãos públicos. Estes voluntários agem na boa fé sem esperar nada em troca”, defendeu. Ele também se colocou a disposição para conseguir a aprovação de Utilidade Pública Estadual, caso queiram, por intermédio de um deputado estadual.

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